El País - Boletim De Notícias - 26/04/2021



LOS ANGELES, CALIFORNIA – APRIL 25: (EDITORIAL USE ONLY) In this handout photo provided by A.M.P.A.S., Chloé Zhao, winner of the Best Director for 'Nomadland,' poses in the press room during the 93rd Annual Academy Awards at Union Station on April 25, 2021 in Los Angeles, California. (Photo by Matt Petit/A.M.P.A.S. via Getty Images)



Boa tarde!

Mesmo na difícil conjuntura provocada pela pandemia, o agronegócio vive um doce momento no Brasil. A produção está mais alta do que nunca, os preços internacionais dispararam, o valor do real está muito baixo e os produtores rurais nunca tiveram um apoiador poderoso tão dedicado quanto agora: o presidente Jair Bolsonaro. A correspondente Naiara Galarraga Gortázar mergulhou no mundo da soja brasileira, um dos principais produtos que impulsionam o sucesso do setor. Das plantações brasileiras, que ocupam uma área equivalente à da superfície da Alemanha, sai um terço da soja do mundo. E também uma das maiores forças bolsonaristas. Para os empresários da soja, a única nuvem no horizonte é a pressão internacional pelo crescente desmatamento da Amazônia, crucial para mitigar as mudanças climáticas.

Na cerimônia do Oscar de 2021, ocorrida na noite deste domingo, Hollywood defendeu o futuro do cinema e a diversidade na indústria. Um dos principais motores do entretenimento quis mostrar porque o setor ainda é relevante, uma trama que surge quando os cinemas são apenas uma vaga lembrança para bilhões de pessoas. Talvez tenha sido isso, em parte, o que levou os membros da Academia a escolherem como grande vencedor da noite um filme sobre os estragos da crise e a busca de um norte para o povo comum. Nomadland, da cineasta chinesa Chloé Zhao, será um filme lembrado como o Oscar atípico da pandemia. “Veja nosso filme na maior tela possível. E, quando vocês puderem, coloquem o máximo de pessoas que conseguirem em uma sala escura para compartilhar essa experiência”, disse Frances McDormand, que também ganhou seu segundo Oscar de melhor atriz em quatro anos.

Ainda nesta edição, Gil Alessi escreve sobre o livro A República das milícias, em que Bruno Paes Manso traça as origens dos esquadrões da morte, que cimentaram o terreno para a expansão das milícias em territórios onde o poder público era inexistente, até a reverberação dessas organizações no Palácio do Planalto. A obra, que também aborda o protagonismo de Fabrício Queiroz para consolidar as votações do clã presidencial em bairros cariocas, traz uma radiografia da ação destes grupos e desenha um panorama sombrio para o futuro do Rio de Janeiro, com uma espécie de milícia 2.0. “As milícias estão tentando fazer estas alianças, e a ligação com o tráfico me parece inevitável. É uma fonte de receitas das quais eles não parecem querer abrir mão”, diz Manso.

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