Entre Muitos E Em Todos Os Corpos

Photo by Tina Ruzina


Vênus Elevada
Na juba de Leão,
A Lua Beijando
A cauda de Escorpião,
Comandos de corpos
Atraindo-se pelos poros
Em fogueiras isentas
De razão.

Foge para longe
A decência de uma
Virgem Maria,
Esconde-se bem 
De toda visão assim
Uma Madre Teresa,
Todo corpo 
Em revolta de quadris
Se une para
O belo combate.

As chamas queimam
As escamas de Kundalini,
As tempestades gritam
Nas ondas de Tit Aisoun,
Só há tremores
Entre as pernas daqueles
Que abrem as comportas
Da busca que goza.

Rainhas Margot
Devoram Casanovas,
Sades
Sodomizam Rimbauds,
Limites inexistem
Dentro do reino
Que em si fode
Até com almas.

Aprendemos com
Jada Stevens e Mandingo,
Repetimos como
  Darlene Amaro e Kid Bengala,
Professando a insaciável
Rota de nossas fodas
Que fazem Anjos corar
E Demônios aplaudir.

Retornam Babilônia
& Sodoma & Gomorra,
Renascem Roma
& Grécia & Lesbos,
Tudo de sempre
Abaixo do sol
Que não tem vergonha
De se exibir.

Baco e Pan
Com Sátiros e Ninfas,
Priapo e Afrodite
Com Sacerdotisas e Sacerdotes,
Os altares dos poros
Clamam pela sagrada ruptura
 Das convenções em nome
Da putaria mais sagrada.

Mozart e Chopin
Em luxuoso leito,
Roberto Carlos e Wando
Em humilde leito,
Todos na pirâmide social
Deste mundo sexual
São enraivecidos canibais 
Uns dos outros.

E não há
Budismo ou Islamismo,
Nem
Catolicismo ou Pentecostalismo,
Que possa converter
A nós que nascemos
Com o dom de sermos
Servos Da Carne.

Inominável Ser
UM INOMINÁVEL
SERVO
DA CARNE
DE MUITAS
E DE TODAS




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