Vocês Sabem Qual É A Maior Mentira Da Internet?



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

A maior mentira da Internet está dentro da crença de que aqui podemos ser verdadeiramente livres. Livres como seres pensantes. Livres como seres atuantes. Livres como seres possantes. Livres como seres autênticos. Tudo é imensa mentira, Seres Do Mundo, nós atuamos condicionados aqui pelo que está no vazio glamour dos modismos; somos tão possantes como o impotente que acredita existir algum milagroso remédio para a salvação de sua carne; somos tão autênticos como relógios Rolex vendidos no camelódromo da Avenida Mirandela em Nilópolis. E negamos tudo isso.

Negamos e nos dizemos “conectados”  à grande rede informacional deste início de século vinte e um. Navegamos por lindos campos de mentiras virtualmente sólidas. A modelo rabuda do instagram sempre vai estar sorridente e demonstrando satisfação em exibir o corpo da forma que exibe. O mesmo pode ser dito de tantos homens e mulheres sorridentes do Facebook, cada um sendo exemplo de grande sucesso, felicidade e vitórias uma atrás da outra. Todos escravos, seres seduzidos pela Imagem, esta poderosa ferramenta de enganação que as Religiões e os Partidos Políticos utilizam como grandes mestres. Escravos como eu. Escravos como você.

Se pensas não ser um escravo deste sistema, então te levo à esta reflexão: por que você mantém um Perfil em uma ou várias redes sociais se não pelo fato de querer estar no mesmo padrão de todos seus amigos, conhecidos e familiares conectados ao mundo virtual? E pense que o tal “padrão” do qual falo aqui é uma forma de hipnose que vem a ser cada vez mais crescente, adoecendo carne, mente e espírito. “Se você não estiver conectado, não é um ser humano deste século”, é o que as mensagens subliminares propagadas pela mídia dizem quando o assunto é a Internet. “Acompanhe a crescente corrente de fatores que moldam a sociedade contemporânea a partir das movimentações sociais coletivas na rede”, é o que outras mensagens subliminares nas vozes dos defensores dos pontos positivos deste mundo virtual dizem. Tudo é uma densa forma de escravização, de todo modo, sendo sutil, te obrigando a estar aqui, a ser parte disto aqui, a não querer sair daqui, a não querer fugir daqui. Não se engane, aqui não há boas intenções, inocência e pureza, o que há é um tremendo jogo de interesses vinculados a sutis formas de dominação das massas.

Eu mesmo me indago sobre o porquê de ainda estar por aqui. Navego, afundo e me afogo entre bits, bytes e logaritmos há quase onze anos, já tendo a diversos paraísos, purgatórios e infernos de diversas naturezas por aqui. E há ainda o submundo onde, por opção, não quero estar: Deep Web e Dark Web. No todo, a Internet é uma escravocrata renomada dentro da contemporaneidade e, por mais que não queiramos, dela necessitamos e nela somos necessários. Ou nem tão necessários assim, já que a Informação corre por aqui em maior velocidade que a da luz e tudo ao mesmo tempo acontece agora mesmo em todo recanto desta senzala cibernética. Eu sou um escravo disto. Você é um escravo disto. Repito o que escrevi acima para não haver nenhum mal entendido.

E assim seguimos adiante, acorrentados e fadados cada vez mais a sermos mais e mais escravizados. As correntes não são tão fáceis de serem quebradas e nem tão difíceis de serem identificadas por toda parte. Notem os sinais nas redes sociais. Notem os símbolos e seus significados em seu próprio comportamento. Ouçam o barulho das correntes se mexendo ao digitarem no teclado suas palavras… E aceitem suas escravidões nestes tempos de contemporâneo acesso aos excessos e recessos do Pensamento Humano.

Me conecto à Internet, logo, sou escravo.

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!

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