Didier Carré E A Mulher Do Poder



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

Há uma silenciosa canção na carne, toda dotada de intensas verbalidades, na concepção ativa de imagens na fotografia concebida por Didier Carré. É um Poder, um Grande Sonho, um Grande Ser, dentro mesmo da expressividade ardente de cada mensagem no corpo das modelos. Mensagens esvoaçantes por esplêndidos rumos tomados apenas pelos que adiantam-se e estão à frente nos ramos da Criação e da Ação. Fora da estupidificação dos ramos sociais convencionais, Carré nos oferece uma experiência unicamente vibrátil, sensorial, excelentemente transmissora da Mulher e de seu Poder, O Poder Da Carne Elevadamente Total.


Viagem, Imensidão, é o Poderio da Carnal Vontade exalando caracteres variáveis originadores de mensagens ativadoras da coroa de louros da libertação dos conscientes impulsos. As mulheres de Carré não são apenas objetos desejáveis, objetos apreciáveis, objetos apenas orientados para a presença de homens e de mulheres na prática masturbatória. A masturbação é sadia, masturbem-se à vontade, cadáveres leitores; no entanto, reduzir uma Arte Maior como a deste fotógrafo fora dos padrões estéticos vigorantes e estabelecidos como os padrões ideais é uma imbecilidade. Domina nas fotos dele A Carne, isto é bem claro; porém, um Poder mais elementar e elevado, a espiritualizar toda a envoltura do quadro manifestado imageticamente surge na mansidão das horizontalidades das fotos. A Mulher, Seu Poder: transe determinante de uma Nova Canção, Universal Canção, nos campos ainda não-revelados e não-estabelecidos d'alma fora do mundo da plena imaginação.


Plenamente, Vida Revelada se torna a pluralidade da situação veementemente revestindo as maravilhas carnalizadas imagéticas apresentando A Mulher como A Grande Fêmea Realizada. O intuito é nobre, o intuito é sagrado, o intuito é grande: Carré, maestro da Carne, cultor da Carnal Verbalidade, vai conduzindo a orquestra de orientações que vagam e velam pela Carnal Realidade. Acima desta Carnal Realidade, O Espírito que rompe cordões e correntes, O Espírito Artístico que abençoa aos originais criadores de obras de arte, alimenta O Poder da Mulher que se abre, como um leque de sublimes verdades, aos olhos nossos de admiradores invulgares. Devemos a tal Espírito toda herança dos grandes criadores da Humanidade, como Carré, que, essencialmente, cumpiram O Verdadeiro Papel Da Arte: Representar E Apresentar A Verdade. A Mulher Do Poder, revelada a Carré, é um patrimônio que devemos levar em consideração, já que somos dignos do troféu de estarmos fora das sociais convenções retrógradas e atrasantes do pensamento.


Velejam os pensamentos nestes carnais mares cujo almirante é Carré... Velejam os pensamentos, a Grande Sereia é A Mulher Do Poder... Velejar, A Mulher, Sereia sã no momento determinante de sua chegada até a praia de nosso pensar... Velejar, O Poder, pura insanidade, insano é carnalizar e aprender, após a loucura inicial, espiritualizar... Preparados para espiritualizarem A Carne, cadáveres leitores? Preparados para espiritualizarem seus instintos sexuais, cadáveres leitores? Preparados para espiritualizarem cada gozo vosso ao se masturbarem visualizando as fotos de Carré, cadáveres leitores?


O Poder exalado nessas fotos não é um poder lendário, mitologicamente considerável. A Força apresentada nessas fotos não é uma força lendária, mitologicamente identificável. Poder, Força, Mulher: Unidade referente a uma mensagem que encaminha-se para o espiritualizar. A Espiritualização Da Carne é possível, não é uma idéia implausível e nem um inexpressivo sofisma afirmável, pois, o que mais vale na Criação toda não é O Espírito Acima De Todas As Coisas? Não falo do suposto Ente Supremo e nem vou caminhar para uma religiosa determinação afundável neste meu pensar; aqui falo de um Arquétipo mais poderoso do que qualquer outro, de uma Força, de um Poder, mais poderosos do que quaisquer outros. Falo do que, em nossos Egos, bem lá no fundo deles, vigora silenciosamente como infinitas afirmações de nossa própria elevação, Algo que palavras não podem medir, Algo que apenas A Arte pode Revelar. Carré revelou algo de si, algo de suas modelos, O Algo Misterioso do Humano Ego e, por isso mesmo, é um profeta da Carne a espiritualizar-Se e a ser por ele espiritualizada.


Há um caminho notável e este caminho é para os poucos possuidores de uma verdadeira sensibilidade. Realização pela metade é a que se encontra na meta oriunda apenas de um direcionamento aquém do que uma obra de arte quer representar e apresentar. Aquém de toda verdade está aquele que simplica a Arte de Carré como a obra de um devasso divertindo-se a fotografar mulheres nuas com vulvas expostas escandalosamente nas lentes das câmeras. Além e dentro de uma verdadeira forma de identificar uma obra de arte autêntica, como toda foto pertencente a Carré, este genial fotógrafo a percorrer caminhos sensoriais e imagéticos cada vez mais novos, podemos fazer do Poder Revelado em cada uma uma das Faces da Carne Espiritualizada. As mulheres amadas pela câmera deste fotógrafo não são Deusas e nem estátuas de Vênus sem braços; são reais mulheres arregimentadas pelo domínio do Artístico Verbo, este que se Conjuga Mulher e Poder, ao mesmo tempo, nelas.


Espiritualização Carnal: possibilidade inegável da Carnalidade. Espiritualização Carnal: potencialidade irrefreável da Carnalidade. Espiritualização Carnal: proporcionalidade institucionalizável da Carnalidade. Preponderante é a sinceridade dos que ecoam na montanha que se ergue quando ocorre a consciente libertação do jugo do simplismo interpretação e o verbalizar estético se torna racional verbalizar sintético que toma para si conjugações verbais mais sinceras. Isto é o que O Poder, A Mulher e Carré realizam neste que vos fala, uma libertação revolucionária, uma libertação evolucionária, uma libertação visionária que não se limita ao óbvio e ao ocasional do esteticamente visualizável. Claro, esta é uma mensagem para os que sentem nas fotos dele O Poder e A Mulher, A Mulher Do Poder Em Plena Navegação Pela Ondulação Da Libertante Eterna Maré. E o que mais de Eterno pode possuir A Arte em seu quesito Espiritualizar?


Relembrando: O Espiritualizar, aqui, não está sendo relacionado a algum religioso sentido ou estado, mas, sim, a um Ideal, Alto Ideal, em seu todo complexo, alcançável pelo estético observar de uma artística apresentação e representação. Espiritualmente, O Alto Ideal orienta ao encontro com elementos originadores de identificações plurais com uma obra de arte. Espiritualmente, O Alto Ideal organiza uma ascensão ao que encontrado somente pode ser quando somos despidos do que aprendemos em livros que sempre mentem ou contam verdades que valem apenas para o mundo socialmente válido irrisoriamente falso e irreal. Espiritualmente, O Alto Ideal nos completa, O Alto Ideal nos realiza, O Alto Ideal nos complementa, O Alto Ideal nos felicita, nos felicita na atitude que temos de não temermos adentrar em covas de compreensões nas quais morremos para o anterior e renascemos para o posterior, para o que virá-a-ser de nossa humana atitude como intérpretes de todo tipo de arte. E este é um elemento, o principal, deste Poder incinerante presente nas fotos de Carré. Fotos nas quais A Mulher é um fogo capaz de reacender nossa natural forma de ser, livres da idéia de que A Carne é pecado ou maldição e cientes de que a mesma é Verdadeira Salvação.


Didier Carré não é um Messias Carnal. Eu, Inominável Ser, não sou um Messias Carnal. Distante estou de ser um Salvador, o meu papel é apenas o de esclarecer para que cada um de vocês, cadáveres leitores, possa encontrar A Verdadeira Salvação que os liberte do veneno que a sociedade decadente apodrecida de merda na qual vivemos injetou em nossas veias. Um veneno que cego, um veneno que emudece, um veneno do qual apenas escapamos quando cientes de que podemos modificar nosso Ser abrindo-nos para o tumulto de possibilidades abertas quando a partir de nossos abismos interiores pensamos por nós mesmos. Longe do socialmente aceito, a Arte de Didier Carré pertence ao submundo, ao efetivo e cálido Universo Underground (que acolhe, sem distinções, a todos os desgraçados, malditos e miseráveis criadores de todos os gêneros que socialmente são relegados ao papel de marginais por atuarem visceralmente cientes de suas autenticidades existenciais) dos criadores originais incompreendidos pelos que ditam o que é "bom" e o que é "mau"; pobres vermes inocentes e imbecis são tais ditadores, A Arte não é "boa" e nem "má", Ela, simplesmente, É Por Si Mesma O Que É. A Arte não procura ser "boa" ou "má", muito pelo contrário: Ela procura escapar, nietzscheanamente, do "bom", do "mau", afetando os nosso distintos instintos, apurando o dionísiaco, elevando o apolíneo, arregimentando em nossa interioridade o Além-Do-Homem que temos em potencial. E é com essa nietzscheana aura que A Mulher Do Poder, uma mescla das Liliths possíveis no plano de imanência da Carnalidade que se Espiritualiza, vem a nos seduzir na estância de um baile de cordas na qual ouvimos cânticos de louvor ao Homem e não aos Deuses ou a um fantasmagórico "Pai Maior" imaginado pela humana fraqueza de sempre buscar Algo acima quando, na verdade, tudo que temos a fazer é olhar para a nossa própria carne. E espiritualizá-la, quais artistas moldadores de poderosos arquétipos que remodelem as nossas sensações e visões pessoas, cada vez mais, para Algo muito melhor.

É o que Carré, propositalmente ou não, quer fazer, com a sua fotografia espiritualmente carnal.

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!






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