A Doutrina Cósmica - Dion Fortune



“(...) O Imanifesto é existência pura. Não podemos dizer o que ele não é. Embora não seja manifesto, ele é. ELE é a fonte de onde tudo provém. ELE é a única ‘Realidade’. Só ELE é substância. Só ELE é estável; tudo o mais é uma aparência e um vir-a-ser. Sobre esse Imanifesto só podemos dizer que ‘ELE É’. ELE é o verbo ‘ser’ voltado para si mesmo. ELE é um estado de puro ‘ser’, sem qualidades e sem história. Tudo o que podemos dizer d’ELE é que não é nada que conhecemos, pois, se conhecemos algo, é por sua manifestação para nós que o conhecemos e, se ele se manifesta, isso prova que ele não é imanifesto. O Imanifesto é a Grande Navegação; ao mesmo tempo, ELE é a potência infinita que não ocorreu. Pode-se concebê-lo melhor sob a imagem do espaço interestelar.(...)”

in: pag. 13


Título do original: The Cosmic Doctrine
Tradução: Alberto Freire
Editora Pensamento
São Paulo
1976
232 pag.


Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

Impressionante fruto de instruções recebidas dos Planos Interiores através de um dos Grandes Mestres, que fora um filósofo desencarnado, este livro é uma obra-prima do Ocultismo. Clássico entre os clássicos das Ciências Ocultas, A Doutrina Cósmica é uma relíquia de ensinamentos esotéricos que desenha com pormenores que guiam a reflexões profundas as Leis Cósmicas. Não é um livro feito para todos os leitores, já que a linguagem se pauta, muitas vezes durante a leitura, em quase hermeticamente absolutos discursos. Nota-se durante a leitura que Dion Fortune esforçou-se muito para adequar as mensagens recebidas à humana linguagem, o que, em si mesmo, é algo a ser elevadamente considerado. Um brilhante texto para todo sério ocultista e, também, espiritualistas interessados em adentrarem no campo de estudos das Verdades Cósmicas.

Os assuntos tratados no livro são estes:


Introdução
  1. A Aurora da Manifestação
  2. As Forças do Mal (Negativo)
  3. Os Doze Raios e os Sete Planos Cósmicos
  4. A Construção do Átomo
  5. Evolução Atômica nos Planos Cósmicos
  6. Os Inícios de um Sistema Solar
  7. A Evolução de um Sistema Solar
  8. A Evolução de uma Grande Entidade
  9. A Criação de um Universo
  10. Os Inícios da Consciência
  11. A Evolução da Consciência
  12. Os Inícios da Mente
  13. A Evolução das Centelhas Divinas
  14. A Evolução de um Ser Planetário
  15. Evolução dos Senhores da Chama, da Forma e da Mente
  16. As Influências dos Senhores da Chama, da Forma e da Mente
  17. Os Senhores da Mente enquanto Iniciadores
  18. Influências que Agem sobre a Evolução Humana
  19. A Relação Logoidal com o Universo Manifesto
  20. Influências do Universo Manifesto
  21. Os Senhores dos Três Primeiros Enxames e das Leis Naturais
  22. Influências que a Humanidade Exerce Sobre Si Mesma
  23. A Lei da Ação e da Reação
  24. A Lei da Limitação — Parte I
  25. A Lei da Limitação — Parte II
  26. A Lei das Sete Mortes
  27. A Lei da Impactação
  28. A Lei da Polaridade
  29. A Lei da Atração do Espaço Externo
  30. A Lei da Atração do Centro
  31. Parte II


Conhecemos as Coisas Universais apenas através do que nossos limitados sentidos demonstram ao nosso olhar. Como minimalíssimos grãos de areia diante do Kosmos, vivemos como relâmpagos prontos para serem apagados ao ressoar dos trovões. Não temos noção do Grande e do Eterno, já que estamos atrelados ao Pequeno e ao Efêmero; não podemos tocar no Tecido Cósmico a fim de derrubarmos os Véus Ilusórios, apenas rasgamos com nossa limitação pequenos Campos que a nós estão próximos. O Mestre que ditou os ensinamentos à autora um dia foi assim como nós somos hoje e, devido ao Chamado Evolutivo Cósmico presente em todos aqueles que chegam a um ápice existencial propício para a Ascensão, hoje Conhece as Leis da Essência. Junto a todos os Mestres conhecidos e reconhecidos por diversas ordens esotéricas do mundo atual, tratam de expandir Sua Presença na Terra agindo a favor da Evolução. O conteúdo deste livro, sob o ponto de vista evolutivo, é bastante notório pelo Sentido de Eternidade presente em cada parágrafo, algo que permanece como uma Tradução dos Princípios Cósmicos em conceitos prósperos na formação de meditações necessárias sobre seus fundamentos e sentidos. Seja hoje em 2017 ou amanhã, em 3017 e adiante, esta obra continuará sendo um importantíssimo tratado sobre os Mistérios Cósmicos.

Fugindo das concepções terrestres dominantes acerca da Origem deste Universo, os ensinamentos falam das Origens de todos os Universos. Planos da Manifestação, isto é, uma Pulsação que gerou tudo no Todo e que se expande cada vez mais. Também fugindo do que a Humanidade concebe como “Deus Criador”, o livro deixa bem claro uma visão que declara e vela, ao mesmo tempo, qualquer pretensão de conhecimento acerca do Imanifestado. Como dito acima, somente podemos compreender o que podemos tocar, sentir, ver, relacionar e classificar através de nossos Seis Sentidos, como humanos que somos em diversos níveis evolutivos. Por que alguns, então, se arvoram no direito de se dizerem “porta-vozes” de Algo que está muito distante desta Humanidade e de todas as demais Humanidades abaixo da nossa? Não está exatamente claro nas linhas do livro, mas o Mestre, nas entrelinhas, em diversos momentos, passa a intenção de querer desiludir a todos que pensam “saber alguma coisa” sobre assunto tão complexo. Nada tendo de simples no que tange ao objetivo final desta obra como um todo, as colocações Dele atingem pontos essenciais da História Cósmica em seus desenvolvimentos e envolvimentos ainda a desdobrarem-se pela Criação. Pois, nada está concluído e nada ainda é iniciado, pois seguimos na Rota Cósmica em dimensionalidades e perspectivas das mais diversas a tal ponto que é impossível dizer onde se Inicia ou Termina toda a Saga Cósmica.

Muitas noções humanas também são derrubadas, como as relativas ao Bem e ao Mal, parte do livro que é bastante esclarecedor sobre diversos modos de entendimento sobre Evolutivas Possibilidades e Impossibilidades. São delineados, como mostro acima na exposição dos temas tratados a cada capítulo, pormenores específicos sobre muitos assuntos além do específico envolvimento de nossas consciências em “bens” e “males”. Há de se notar uma força e vigor no texto que se une a uma Altíssima Transcendência visivelmente ativadora de elementos ainda a serem explorados na mente dos leitores. Como leitor desta Relíquia Ocultista da Humanidade, fui guiado a visões e abordagens que a minha mente até hoje transmuta através de variados tipos de escritos. São livros como este os necessários a todos que buscam uma leitura esotérica extremamente incentivadora do acender das fogueiras da Intuição e do Pensamento, a níveis acima da média humana, que surgem antes, durante e após a leitura. Os mesmos efeitos que senti, sinto e sentirei, relendo-o ou consultando-o como objeto de estudo, porém, serão diferentes para os que estiverem a ler esta resenha e se interessarem em tê-lo como leitura de cunho instrutivo. Pois, o Mestre que orientou Fortune na escrita dele ensina de uma maneira a que nós mesmos cheguemos às nossas próprias conclusões e considerações acerca de cada Tema Cósmico.

Um dos livros favoritos deste inominável Ser que vos fala e um documento expressivo e impressivo de Vozes Cósmicas a ressoarem a cada página.  A Doutrina Cósmica é muito mais ampla, muito maior do que a descrita no mesmo; o livro tem apenas 232 páginas, mas quantas Páginas existem na Criação e nas Almas Eternas daqueles que entram em contato com tal tomo? Aqui está o sentido de tudo que está contido nele. Reflitam, meditem e por si mesmos traduzam o significado de minha indagação dentro de vós, leitores virtuais. E Cosmicamente Sejam Gratos Se Este Livro Pousar Em Vossas Mãos!

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!


“(...) A lealdade primordial do homem é para com o Um — Unidade. ‘Lealdade’ é a única palavra correta a ser usada, pois o Um é uma Lei — nenhum outro tipo de existência é possível; nEle vivemos e nos movemos e possuímos nosso ser. Todavia, é necessário entender que o Um — o Logos — é agora o Manifesto do Imanifesto; Ele é Unidade, não porque Ele esteja concentrado ou seja limitado, mas porque Ele é indiferenciado. (...)”

in: pag. 225



Dion Fortune




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