Minha Inominável Opinião Sobre A Deusa Poesia


A Silent Poetry - Xetobyte


Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

O que é a experiência da poesia para este Inominável Ser que vos fala? O que move minha mão direita na execução de versos livres ou em rima por estrofes conectadas ou não a sentidos fora do senso comum? O que é ser poeta para mim? Para falarmos da Poesia em si, é necessário falarmos em primeira pessoa do que significa a mesma em nosso interno e externo existir. Pois, mais do que tentar explicá-la a partir das poéticas visões exteriores de autores dos quais gostamos seria falar de nada. Existe o tal do Dia do Poeta e o tal do Dia da Poesia, mas, para mim, poetizar e ser poeta é um diário exercício de entrega ao próprio ato de existir materialmente integrado ao  movimento de tudo na Terra.

Em meu entendimento, considero expressar em minha poesia algo que é oriundo de mim mesmo e do que ouço através do que me traz o vento. Esoterismo, Ocultismo, Magia e Espiritualismo em geral são fortes centros em minha poesia, inegavelmente inseridos em meu poético ato de desvelar-me por completo em meus versos. Posso até ser um cético em diversos sentidos, mas não no meu conceito individual de Poesia. Seria arrogância falar de mim mesmo como alguém de “incrível e profundo talento genial”; não, eu não sou um Gênio e não creio neste como em sua forma humanamente aceita. Eu creio é na evolução da arte escrita de modo constante pontuado por uma engenhosidade orgânica que sempre faça com que o próximo poema sempre seja o primeiro poema escrito na vida. Sou objetivo neste sentido de saber que o poema não me pertence, mas ao mundo que me cerca e me inspira na moldura de cada um deles. O objetivo não é a fajuta notoriedade, a fama, a riqueza ou o vazio glamour das celebridades instantâneas da contemporaneidade. Quero apenas escrever e atingir aqueles que devem ser atingidos pela minha escrita.

O que é escrito aqui no blog atinge aqueles que devem ser atingidos, falando especificamente de todo tipo de assunto aqui tratado. Com certa poesia moldo meu lado literário na Cova Abismal De Contos Sombrios; um poético assombro caminhando sempre para baixo em Cova Abismal De Poemas Sombrios; doce transcendentalismo em poéticas folhas caídas no Jardim Inominável De Poemas Inomináveis; mitologias e poética melancolia simbólica em Lágrimas Dos Deuses Que Não Somos; romantismo nesta nada romântica era em Romances De Um Nada Romântico; o resgate e a exaltação do Underground no Projeto C.O.V.A.; o sibilar serpentino da mais venenosa das Serpentes em A Vulva De Lilith; e o exaltar mais louco da Carne em Safados Versos. A Poesia está em cada um destes blogs, de diversos modos traduzindo variadas formas do meu pensamento mais íntimo. Em cada um deles, uma porta vai sendo aberta com as chaves corretas para elas.

E várias vozes expresso na inominável poética que desenvolvo cada vez mais. Já não sou um poeta que escreve, mas uma poesia que poetiza a si mesma de determinadas formas. Ressoando no assoalho da morada de minha mente e de minha alma, cumprindo seu dever em meu corpo, cada verso se transforma em uma captação das diversas personalidades em mim. Esquizofrenia é o termo mais correto; Exorcismo é a forma mais ampla de aplicação do meu ato poético; Terapia é o nome mais singelo; Afogamento é a palavra mais precisa… E no que todo poeta sempre há de afogar-se? Em quais oceanos um poeta sempre nada para, no fim, afogar-se? Em que consiste o ato de afogar-se em diferentes sentidos de cada poeta? Suicídio não se aplica, já que após a escrita de um poema, eu, poeta, sempre ressuscito após minha morte em versos. Masoquismo não é muito preciso, apesar de que há dor em diversos momentos de minha escrita. São sentimentos iguais ou quase iguais em todos que escrevem com as próprias vísceras e a própria alma no meio de tempestades tremendas. Cada ato do poema completo é um ato de entrega de algo ao mundo que diz muito do mundo intenso de onde cada um daqueles surge. É estranho tentar compreender o meu próprio ato de escrever, assim como outros poetas devem considerar igualmente estranho tal ato. O que se deve fazer é continuar escrevendo e se entregando cada vez mais ao tempero das palavras.

No caldeirão das poéticas idéias tudo molda caminhos cada vez mais excelsos para aquele que poetiza. No contexto da longa estrada da minha poesia, o caldeirão continuamente se derrama por todos os lados. E são alimentos no meu existencial prato.

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!




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