A Filosofia Do Verdadeiro Amor



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

Chega a um momento de nossas Existências, momentos que podem ser duradouros, momentos que podem ser passageiros, que nos perguntamos se há um sentido em tudo isso que nos rodeia e em nós mesmos. É a verdadeira tomada de consciência, uma chama que se aquece a partir das nossas dúvidas, a partir dos fatos que conosco ocorrem, em determinados instantes, em todo e qualquer instante, nos chamando para que paremos e reflitamos um pouco sobre tudo que nos concede caminhar para qualquer rumo. No entanto, buscando apenas no externo, apenas nas coisas materiais, o que podemos encontrar, na maioria das vezes? Muitos seres humanos dispensam-se da reflexão acerca de suas Existências, tumultuam-se, fogem, possuem o temor de olharem para si mesmos, de serem acusados de sonhadores, medíocres, perdedores...

 Por que olhar, então, para si mesmo? 

A uma pergunta como esta, resta responder que toda autêntica visão de si mesmo começa exatamente nessa interiorização, interiorização esta que impulsiona melhor toda e qualquer exteriorização. Da subjetividade à objetividade, todos conseguem, assim, saber do que determina o que sentem em vários campos de situações existenciais. E, assim, até o problema do amar pode ser percebido ao humano olhar.

Você sabe verdadeiramente amar?

Você sabe o que é O Verdadeiro Amor?

Não falo do amor do homem e da mulher, nem do amor da mãe para seu filho, nem de qualquer tipo de amor conhecido no mundo. Falo Daquilo que move tudo de um modo inexplicável, indefinido, mas que sabemos, interiormente, ser o motivo de todas as nossas ações e motivos de escolhermos os nossos próprios caminhos. Falo do Amor sem condições, do Amor Real, Aquele Amor que não aprisiona em correntes, que, sim, liberta, mais do que comumente se crê e afirma acerca do simples amar. Falo do Amor que move todo Ser a questionar, a buscar, a conseguir realizar todos os seus sonhos, todos os seus objetivos, todos os seus ideais. Falo do Amor que leva um homem ou uma mulher a dar a sua própria existência em prol dos demais, sem pestanejar, despersonalizando-se em favor dos demais. Falo do Amor das coisas que nos rodeiam, do Amor aos Seres, todos por si mesmos, sem que o julguemos pela cor de sua pele, pela sua condição social, pela sua conta bancária, pela roupa que usa, pelo todo que o mundo das aparências mostra ao nosso físico olhar. Falo do Amor aos animais e à Natureza, na percepção de cada um dos demais Seres que conosco convivem neste mundo, mas que, muitas vezes, nos passam despercebidos, pois falta a sensibilidade que poderia mais nos aproximar dos mesmos. É um Amor que nenhuma religião pode dar, um encontro místico consigo mesmo, um encontro interior com o que Verdadeiramente É.

Já encontraram, em si, tal Amor?

Já buscaram, em si, tal Amor?

Indago-os acerca disso, nestes tempos de violências, dores e mágoas várias: vocês sabem Verdadeiramente Amar?

Eu digo a todos que estou em busca do Verdadeiro Amor, Este acima definido.

E pergunto ainda: a alguém aqui, talvez descrente de tudo, tal busca não importa e é insana em um mundo que apenas vê as coisas de modo objetivo, negando todo o subjetivo?

É deste tipo de amor que falo, no poema que cito a seguir:


Não sucumbe à chuva
Nem ao vento nem à neve
Nem à canícula do verão.
Firme no corpo,
Contudo
Sem cobiça,
Sem ira,
Sempre sorridente
E sereno.
Come suas quatro tijelas
De arroz por dia
Com pasta de feijão
E alguma verdura.
Desconsidera-se a si mesmo,
Mas vê e ouve tudo,
Compreendendo
E jamais esquecendo.
À sombra de um bosque
De pinheiros
Mora numa pequena
Cabana de sapé:
Se uma criança adoece
No Oriente,
Vai atendê-la;
Se no Ocidente
Uma mãe está cansada,
Vai carregar-lhe
Os feixes de arroz;
Se ao Sul
Há um homem moribundo,
Vai mitigar-lhe os temores;
Havendo querelas e litígios
No Norte,
Vai e diz:
"Deixem de mesquinhez!".
Na seca,
Ele derrama lágrimas,
E se no verão faz frio,
Caminha por entre lágrimas.
Todos o têm
Na conta de louco.
Não é elogiado
Nem levado a sério.

Um tal homem
É o que desejo ser.

Kenji Miyazawa


Falta muito do Verdadeiro Amor no mundo, tudo está em polvorosa... 

Tudo... 

Não vou fazer aqui sensacionalismo barato, como a mídia faz, mas as notícias de alguns crimes praticados aqui mesmo no Brasil estão demonstrando que o Verdadeiro Amor está esquecido pelos seres humanos em toda a sua densidade... 

A Terra e seus erros fundamentais, históricos, encontram-se nessa falta de preocupação para com o Outro, uma coisa que atualmente anda muito em falta. Vocês todos podem compreender este texto, o que eu quis com ele passar e transmitir, não de um modo a fim de demonstrar que sou "perfeitamente caridoso", pois ainda falta muito para que eu alcance tal estágio. Estou na beira do Caminho, ainda, mas faz-me bem tecer aqui na Internet observações sobre assuntos como este que não tocam nos corações da maioria dos homens e das mulheres. Há uma atrofia espiritual muito grande na Humanidade nesta Era De Aquário, em seu início, dita como "revolucionária"; será que evoluimos mesmo?

Evoluimos em muitas coisas, mas somos ainda vitimizados pelas ignorâncias de muitos seres humanos, de muitos fortes membros da animalidade mais baixa até do que a dos animais... 

Verdadeiro Amor, realmente, é raro em horizontes assim... 

E até para muitos que tentam alcançá-lo, a caminhada é bastante íngreme...

Como caminhar, então, em busca do Verdadeiro Amor?

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!




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