Berserk - Volume 9



Roteiro e Arte: Kentaro Miura
Tradução: Drik Sada
Letras: Gustavo Figueiredo e Priscila Aoyama
Edição: Diego M. Rodeguero
Editora: Panini Brasil Ltda
Data de lançamento: Dezembro de 2015
244 pags.



Sinopse:


Após três anos como integrante do Bando do Falcão, Guts decidiu partir. Essa decisão foi tomada após ele perceber que havia se tornado apenas uma simples “sombra” ante a enorme presença da “luz” de Griffith, e que deveria conquistar algo para sí mesmo, com seu próprio esforço. Mas o líder do Bando do Falcão não permitiria que Guts partisse, e cobrou com a espada o que ganhou com a espada três anos antes. No entanto, com um único golpe, Guts o derrotou e reconquistou sua liberdade. E algo começou a ruir no espírito de Griffith.


Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!


O Cavaleiro da Caveira, O Começo de uma Noite sem Fim, A Queda do Falcão, O Crepúsculo de um Sonho, Torneio de Luta, Os Fugitivos, O Lutador, Companheiros de Batalha, A Declaração e Feridas (Partes 1 e 2): o roteiro de fins de sonhos, ambições e caminhos que se mostravam elevadamente brilhantes. É o fim de Griffith. É o fim do Bando do Falcão. É o fim de um vôo ao topo de um mundo melhor. É o fim de um absoluto alcance de uma grandiosa montanha cujo pico é quase inalcançável. São muitos fins e o início do maior terror possível, terror a ultrapassar cada limite da mísera compreensão humana.


Há uma grande lição neste nono volume de Berserk, referente à queda de Griffith do mais elevado céu que o sonho dele pôde fazê-lo alcançar. O abalo com a ida de Guts o desequilibrou mais do que ele pensava. Para ele, que sempre tinha tudo sob controle, centrando toda sua forma de atuar em relação a seus comandados tratando estes como meras propriedades colecionáveis, perder seu maior objeto lhe custou caríssimo para seu equilíbrio racional, estratégico e sentimental. Guts, que deixou de ser o cachorrinho de estimação dele, o peão maior de seu jogo em uma busca cada vez mais inescrupulosa por poder, fama, status e riquezas das mais opulentas, o destruiu por completo em todas as suas convicções de controle. Ao se envolver com a Princesa Charlotte, em apenas uma noite, descuidadamente encontrou o fim de tudo o que construiu, sendo aprisionado e condenado pelo Rei de Midland a uma terrível pena nas masmorras em mãos de um crudelíssimo carrasco.


Nu até o mais profundo de sua alma, Griffith percebe, então, que todo seu sonho extinguiu-se. O Falcão perdeu as asas e seu Bando quase foi destruído por completo por outras tropas de Midland em uma emboscada. Não fosse a ação de Caska, que se tornou a comandante dos sobreviventes, todos teriam sido mortos. O Falcão sem asas, mesmo em um lastimável e deplorável estado, jogou algumas legítimas verdades na face do Rei. Este, sempre nos volumes anteriores surgindo de modo apático, formal e ligado a convenções do trato com seus súditos, finalmente é revelado por Kentaro Miura como ele é: um homem fraco, sustentando o peso de uma coroa para a qual não tem nenhum compromisso maior além do frio dever de ser um governante mecanicamente determinado pelo que seus ancestrais estabeleceram como a maneira correta de ser o centro de um Governo. Além da revelação desta verdade sobre o apagado, até então, Rei de Midland, uma revelação repugnante e asquerosa também surge de um modo que não poupa o leitor de seus mais sórdidos detalhes. Leia, se revolte ou compreenda, dentro do contexto narrativo, o modo como Miura tratou do tema cujos detalhes aqui não vou entregar.


Guts, por sua vez, seguiu sem destino correto, se aprimorando marcialmente em torneios e treinos. Seu primeiro encontro com o Cavaleiro da Caveira lhe entregou uma profecia sobre o terrível futuro que o aguarda, mas à mesma ele não compreendeu. Sua participação em um torneio, no qual enfrenta o estranho e enigmático Shirat, apenas lhe serve para saber que o Bando do Falcão se tornara um grupo de ladrões cujas ações levaram-no a ser alvo de perseguições da parte de nobres a fim de dizimá-lo. Após um ano longe do Bando, ele reencontra o mesmo ajudando-o a livrar-se de um ataque de mercenários, enfrentando e vencendo novamente Shirat. Uma tensão se estabelece entre ele e Caska posteriormente, mas tudo é resolvido logo de um modo inusitado e inesperado pelos dois… Mas, as antigas feridas de Guts ressurgem para atormentá-lo traumaticamente…


O próximo volume é a ampliação da tensão já estabelecida neste. E é quando a trama toma proporções vertiginosamente mais viscerais do que nos volumes anteriores. Até amanhã, então, com a resenha do mesmo!


Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!



















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