Do Homem Imbecil


As far back is the grandfather - Francisco de Goya y Lucientes



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

Das mais inteligentes auroras esclarecedoras do enaltecimento da consciência para a evolução de sua espécie, o Homem é expressivamente capaz de várias expansivas maneiras. Uma aurora de conhecimento paira no Gênero Humano, aurora consciente de sua essência, aurora inconsciente de que a sua manifestação terá como consequência um caminho de inspiração para o nascer de novas auroras. As grandes descobertas humanas advieram das mais nascentes inteligências, que a seu tempo contribuíram para a expansão do Evolucionismo Social. E os tempos de tais descobertas foram plenamente dourados, de brilho nada tosco, de brilho todo sincero em suas expansões pelos horizontes nos quais atua. As grandes invenções e os grandes inventores são conhecidos, suas contribuições para o engrandecimento do Homem são miríades de eternidades. As grandes correntes de pensamento e os grandes pensadores são igualmente conhecidos, suas dedicadas atuações ao semear da sabedoria em todos os níveis da nada sábia sociedade constituída e organizada, retumbantemente continuam a florescer nos campos intelectuais. Benjamin Franklin, Martin Luther King, Mahatma Gandhi, Albert Einstein, Isaac Newton e todos os eternos obreiros da Evolução Humana continuam sendo O Homem Evoluído. Desapareceram suas presenças físicas neste mundo e, infelizmente, até as verdadeiras imagens de suas obras. O Homem Imbecil hoje prevalece, do bar mais sujo ao mais belo gabinete presidencial.

O que é esse Homem Imbecil, o qual não é nem um fantasma do Homem Evoluído? O que é esse Homem Imbecil, que se encontra abismos abaixo do Homem Perfeito que poucos seres humanos na História deste mundo, a conhecida e a desconhecida História, o foram? Onde inicia-se a suscetibilidade do ser humano, seja homem ou mulher, tornar-se imbecil? Essa questão levaria a mais alienantes dúvidas acerca do assunto, o qual é mais incômodo do que parece. Incômodo porque falar da própria espécie conforme incontestáveis verdades percebidas pelos olhos bem atentos e mentes velozes incondicionadas dos que podem Verdadeiramente Ver e Verdadeiramente Pensar, condiciona este ensaísta a uma dose excessiva de Misantropia. A realidade humana, não a ilusão de uma vida feliz e singela como de continhos de fadinhas, não permite pensar-se na escolha mais politicamente correta para dissertar acerca do tema. Não é parte do filósofo, personalisticamente falando do verdadeiro filósofo que pensa livremente, pensar em ser ou não politicamente correto no que diz. Autocensura não é Filosofia, é puro medo desenfreado de não agradar aos críticos da parte de muitos pensadores atados a algumas correntes de pensamento escravizantes. Os filósofos devem sempre ser verdadeiros, a hipocrisia é a única falha que eles não devem possuir.

E sem hipócritas convenções estilísticas terminológicas para atenuar as contemporâneas verdades deste mundo decaído, a análise do Imbecil Ser deve espontaneamente fazer-se não-dogmaticamente. A definição de imbecil mais correta para o estudo proposto é “o que revela tolice ou fraqueza de espírito”, relacionado ao Homem em geral. A classificação científica dos casos de Imbecilidade não pode ser considerada, já que trata-se de uma debilidade natural, não-adquirida. O Homem Imbecil aqui tratado apresenta um nível mental bem abaixo do que a Psicologia considera como o limite do desvio normal de raciocínio. O fenômeno não é uma piada, mas um fiel retrato da contemporaneidade mundial, a qual já assassinou o que se chama de sociedade. Aquele fogo inspirador de aprimoramento humano, sinceramente existente nos primeiros animais sociais, o fogo evolutivo indicador das possibilidades de eras melhores, apagou-se de todos os semblantes. Não falo apenas dos semblantes humanos, mas dos das Ciências e Humanidades, nos quais o Velho Homem de outrora, que desenvolveu-as, hoje é Extinto Homem. Poucos nessas áreas são verdadeiros indivíduos racionalmente criativos e originais em suas idéias e realizações. Muitos perdem o ponto de apoio para descobertas, se ao menos não grandiosas, plausivelmente compostas de Espírito Evolucionista.

Ridículo, afirmo, é o termo Gênio utilizado para classificar indivíduos cujo desenvolvimento mental está acima do da média populacional mundial. Gênio, “o mais alto grau de potência intelectual que o espírito humano pode atingir”; espírito, “tendência característica; sentido, nem sempre expresso claramente; acepção”. A denominada Genialidade é, então, uma faculdade do espírito tendente a exprimir-se em elevados níveis nos indivíduos que conseguem trabalhar os ritmos de suas mentes melhores do que os integrantes da orbe humana comum. A última parte desta classificação adveio de um fato que admito ser o melhor construtivamente moldado para exprimir o verdadeiro aspecto deste fator natural do espírito. Não existem Gênios, chego a absolutamente afirmar invertendo o dito tão vulgarmente popular no âmbito do senso comum. Há apenas indivíduos que, por forças poderosas do espírito, alcançam um nível intelectual de destaque ante a multidão não-possuidora desses estímulos natcontemporânearompante natural de entusiasmo, qualquer espírito pode alcançar um “QI elevado”, um “status intelectual” que não passa de uma mera imbecilidade. Medir a inteligência é um ato imbecil, pois todos são inteligentes no sentido mais estrito deste termo, cabendo a cada um desenvolver saudavelmente a própria inteligência.

Mas, os imbecis instituídos em suas medíocres posições conservadoras individuais, acham-se acima dos que podem, em condições favoráveis, ultrapassá-los. Nos quadros politicos mundiais, há muitos imbecis adjudicando ter a mais voraz das soluções para problemas que eles mesmos auxiliam na continuidade. Nos quadros econômicos mundiais, há muitos imbecis que por má vontade crônica não encontram modos viáveis de planos para extinguirem a pobreza. Nos quadros midiáticos mundiais, há muitos imbecis preocupados demasiadamente com os inúteis aspectos dos fenômenos comportamentais e culturais observáveis na caótica sociedade mundial. Nos quadros religiosos mundiais, há muitos imbecis autodignificando-se como vozes absolutas do Ente Absoluto, “santos” e “santas” que, inspirados por imbecis interpretações de “livros sagrados”, os quais não possuem nenhuma palavra divina, mas apenas meras palavras humanas. Nos quadros acadêmicos mundiais, há muitos imbecis que temem o novo no todo das idéias movimentadoras de novas teorias ativas para o Pensamento Humano, arraigando-se ao que já foi dito e está ultrapassado. Nos quadros populacionais mundiais, há muitos imbecis que deixam-se guiar cegamente pela pseudocultura dominante nascida das imbecilidades presentes em todos os extinguidores quadros sociais.

A suscestibilidade que torna o Homem um imbecil é essa, na qual o que menos conta é a lógica direcionada a um rumo determinante de novidades no Pensamento. Esta era contemporânea, A Era Do Caos Maior, da Desgraça Contemporânea, gerou um novo ismo: O Imbecilismo. Claro que este termo apresenta-se determinado nos dicionários, ele não é uma invenção minha; isto, entretanto, não indica a minha imbecilidade, pois apenas através de um termo conhecido posso conceber um estudo geral adequado ao nível de entendimento atual. A identificação do termo com a contemporaneidade é imediata, pois não há nada melhor adaptável ao panorama mundial do que uma palavra que exprima toda a Decadência Humana. A rudeza determinada pelo termo soa como franca; não há um meio delicado para a denúncia da falência total da Humanidade. E esta falência é ocultada pelos próprios seres humanos, pela sua cegueira condicionada por milênios de aculturamento mecanicista deplorável.

Culturas sublimes foram substituídas por culturas desgastadas desde o início. Comparemos a cultura do Antigo Egito em suas áureas épocas com a cultura do século vinte inteiro; a cultura da Renascença Européia, brilhante, com a cultura deste início de século vinte e um. O Homem era mais inteligente nas épocas passadas acima citadas ou menos imbecil que do que o do Hoje? Se pouca imbecilidade havia no passado durante essas épocas, era uma semente da Desgraça Contemporânea que poderia ter morrido por si mesma. Porém, os grandes passos da inteligência humana sempre confrontaram-se com os degradantes passos da imbecilidade humana. A proporção desta agigantou-se aos poucos até resultar no desaparecimento dos tributos mais originais das grandes civilizações para a Humanidade. O que é cultura hoje? Saber quantos amantes Angelina Jolie possuiu? Seguir a ideologia de George W. Bush com relação ao mundo, este que ele considera como propriedade particular de seu país? Ir ao Maracanã ou ao Morumbi assistir clássicos futebolísticos? Malhar todos os dias em uma academia? Falar vários idiomas e não conhecer a história da própria língua nativa? Sonhar com riquezas? Falar de sexo? Estar sempre em festas, discotecas, bares, prostíbulos, carnavais e carnafolias? Tudo isso é uma cultura inteligente ou uma cultura imbecil? Há salvação, uma libertação da imbecilidade?

Isto é O Mundo Contemporâneo. Tudo possui latentemente um abismo no qual o Pensamento Humano não pára de afundar-se cataclismicamente. O Homem Imbecil predomina na voz social, que é um vazio urro gutural ininteligível. A inteligência tornou-se uma inimiga da Humanidade Imbecil. Os poucos Filhos Da Inteligência atualmente não devem cessar de combater os Filhos Da Imbecilidade. Se extinta a Inteligência, seremos menos do que amebas. Bípedes amebas dominam já o mundo há muito e sua amebosidade quer conquistar a fraca Humanidade. O pior é que estão conseguindo.

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!




0 Loucas Pedras Lançadas: