Berserk - Volume 8



Roteiro E Arte: Kentaro Miura
Tradução: Drik Sada
Letras: Priscila Aoyama
Edição: Diego M. Rodeguero
Editora: Panini Brasil Ltda.
Data de lançamento: Outubro de 2015
236 pags.

Sinopse:


A guerra na dura cem anos. O mais forte grupo de mercenários, o Bando do Falcão, é oficializado como exército do Reino de Midland, e seu líder, Griffith, ganha cada vez mais notoriedade por seus feitos. A batalha pela hegemonia é travada entre Midland e Tudor, e o Bando do Falcão, com apenas cinco mil soldados, ataca a impenetrável Fortaleza de Dordley, guardada pela Ordem do Rinoceronte Púrpura. Enquanto a batalha acontece em campo aberto, um pequeno grupo liderado por Caska se infiltra na fortaleza. Tem início a corrida contra o tempo.

Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!


Ruptura é o que define este volume de Berserk, em vários níveis. Kentaro Miura aqui estabelece rumos novos aos personagens, afetados de diversos modos pelos acontecimentos que se sucederam desde que Midland passou a ser o foco central narrativo. Temos aqui as duas últimas partes de A Tomada de Dordley, além de capítulos intitulados Retorno Triunfante, Momento de Glória, Lápide de Fogo (em duas partes), Numa Noite de Neve e Manhã de Partida. Da primeira à última página, tudo evolui para uma grande ruptura que no futuro afetará drasticamente os destinos de Guts, Griffith, Caska e de todos os demais membros do Bando do Falcão.


Griffith eleva cada vez mais o seu nome após a Tomada de Dordley, passando a dotá-lo de maior influência junto ao Rei. Usando de seu tato e dom inato para o jogo político, o que ele pratica para alcançar seus objetivos dialoga com as práticas nada agradáveis de muitos politicos em várias épocas da História Humana. Miura parece claramente ter sido influenciado pela prática política européia na construção do roteiro que o Falcão seguiu para acabar de vez com toda e qualquer oposição. O jeito como ele consegue manipular o Ministro Foto e se livrar, ao mesmo tempo, da Rainha e de outros que atentavam contra sua vida foi uma manobra genialmente executada.


E, mais uma vez, ele contou com a canina fidelidade de Guts. Este, após uma batalha duríssima contra o General Boscone na batalha por Dordley, passou a ter mais forte em si a necessidade de ir em busca de seu próprio sonho. Ser uma espécie de cachorrinho de estimação do agora Nobre Griffith não lhe agrada mais e em seu íntimo ele sente que teve partir. Guta quer iniciar sua própria jornada em busca da realização de algo que tem apenas a ver com o Caminho Da Espada. Egoísta, parece não compreender ainda que encontrou no Bando do Falcão uma família (algo do qual se dará conte mais à frente nas edições seguintes,,mas já será muito tarde..).


Por outro, podemos compreender a ânsia dele em não viver o restante da existência sob a sombra daquele que considera um amigo. Este, no entanto, o ver apenas como um dos muitos apetrechos de guerra para o alcance de um sonho máximo e altíssimo de poder, fortuna e glória. Caska, cada vez mais confusa em relação ao que sente por Griffith e Guts, se vá na necessidade de tentar convencer Guts a não ir; Judeau e Corkus, cada um a seu modo, em uma tensa conversa em uma taverna, também tentam demovê-lo da ideia. No entanto, Guta está irredutível e Caska, então, se volta para seu líder…


Griffith ganhou Guts na espada, sentindo-se dono absoluto do mesmo. Somente na espada ele poderia fazer com que seu maior soldado se curvasse obedientemente a ele novamente. Tratando Guts como peça inanimada e, não, um ser de vontades, sentimentos e caráter próprio, ele o desafia para um duelo. O que resultaria de um combate entre um grande espadachim que não enfrentou grandes perigos em batalhas desde que chegou perto demais da Corte de Midland e um guerreiro calejadíssimo que sobrepujou grandes guerreiros e matou sozinho cem homens em uma grande luta travada em uma floresta? A resposta na está bem clara para vocês, não está, leitores virtuais?


E Guts parte sem olhar para trás, deixando Griffith arruinado. A partir deste acontecimento, as asas do Falcão começam a perder a energia, o vigor e a cautela necessárias para a sobrevivência em um meio tão predatório quanto o centro de um Reino. E isto se mostra nítido no próximo volume, a ser resenhado aqui no blog.


Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!




















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