Berserk - Volume 7



Roteiro E Arte: Kentaro Miura
Tradução: Drik Sada
Letras: Gabriela Kato
Edição: Diego M. Rodeguero
Data de lançamento: Agosto de 2015
236 pags.


Sinopse:

A guerra já dura cem anos. O mais forte grupo de mercenários, o Bando do Falcão, é oficializado como exército do Reino de Midland, e seu líder, Griffith, ganha cada vez mais notoriedade por seus feitos. Enquanto uma enorme batalha pela hegemonia é travada entre Midland e Tudor, Guts, numa caverna sob o desfiladeiro, cuida da saúde debilitada de Caska. A comandante conta ao espadachim sobre o passado, como Griffith salvou a sua vida, e seus sentimentos pelo líder…


Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

O arco da guerra entre Midland e Tudor aqui se acirra e temos um volume que, em sua grande parte, é uma sucessão de primorosos embates descritos de forma fenomenalíssima por Kentaro Miura. No entanto, a Política, com suas consequências positivas e negativas, ainda continua a ser um ponto de destaque na narrativa. Neste volume temos a terceira e última parte de Caska; Investida Suicida, em três partes; Sãos e Salvos; Tochas de Sonhos; e o ápice, A Tomada de Dordley, em três partes, sendo a conclusão no oitavo volume.

Guts e Caska começam aqui a compreenderem-se e aceitarem que são parte de um plano bem maior. Este plano, no caso em questão, é uma Griffith, a única razão motivadora da permanência dos dois no Bando do Falcão. Antes vendo Guts como um invasor, a antipatia começa a ruir graças ao momento em que ficaram isolados em uma caverna e dialogaram sobre Griffith. Não só neste falaram, mas a história de Caska e como esta se impôs como guerreira dentro do Bando foi o foco. E o amor profundo que ela sente pelo líder fica muito mais claro a partir deste instante, sendo algo para ela impossível de realizar.

Um personagem de gosto asqueroso é introduzido e trata-se de alguém do passado de Griffith que passamos a conhecer através da narrativa de Caska. É o Governador-Geral Genon, Comandante da Linha de Frente do Norte do Império dos Tudor, um pedófilo cujo título de nobreza lhe dá o direito de possuir em Dordley um harém formado apenas por meninos. E foi em outro castelo, no passado, que pela primeira vez Griffith e Caska se viram em meio a essa imunda situação, cumprindo para Genon um contrato. Um evento marcou Griffith durante esse período e é melhor não entregar spoiler porque o seu dever, leitor virtual, se configura em ler a história para compreender o intrincado caminho do Falcão Branco para chegar ao poder realizador de seu sonho.

Falando nele, o mesmo toma para si a responsabilidade de recuperar para Midland a fortaleza que é Dordley. Antes pertence àquele Reino, foi conquistado pelos Tudor e é um importantíssimo ponto territorial, extremamente estratégico para ambos os lados. O responsável pela conquista foi o General Boscone, à frente da Tropa dos Santos Cavaleiros do Rinoceronte Púrpura, obstáculo grandioso contra a retomada de Dordley por Midland. Com a desconfiança da maioria dos Generais deste Reino, Griffith, com a segurança fria do estrategista extremamente racional que ele é, se propõe a realizar um feito quase impossível devido à localização geográfica da fortaleza. Tal localização obrigaria o Bando a lutar de costas para o mar, o que nenhuma Tropa que se preze jamais faria, seja em um um mangá ou em uma real situação de conflito. No entanto, o plano dele é brilhante e, novamente, te direcionou, leitor virtual, para a aquisição do mangá a fim de conferir no que o mesmo se configura.

Adon Cobolwitz aqui continua sendo alívio cômico e alvo de pancada para Griffith, Boscone e Caska. Falando nas batalhas todas vistas neste volumes, todas apresentam uma ferocidade ímpar. Ver Guts no Modo Berserk encarando cem inimigos é um momento de tirar o fôlego por causa da demonstração do quanto de força, habilidade, técnica e resistência ele possui. Miura começa a esboçar aqui uma arte mais firme, com uma alucinada noção de real movimento nas batalhas que coloca o leitor dentro das mesmas. O embate entre Guts e Boscone, ao final do volume, é como a descrição de uma luta entre Deuses da Guerra. Épica e aceleradíssima, não é concluída no mesmo, fazendo com que a ansiedade pela chegada do próximo volume seja densa e irresistível…

E o volume oito será aqui resenhado, mas novamente não prometo isto realizar na próxima semana porque sempre costumo quebrar a promessa… Então, até a resenha do oitavo volume quando nascer aqui no blog.

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!

























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