A Ideia De Uma Moral No Amor E O Amor Racional Ideal


The Lovers - René Magritte


Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!


Toda regra é uma forma sofisticada de escravidão muitíssimo brutal para a personalidade, individualidade e originalidade humanas. Regras são necessárias para as mentes de fraca construtividade constitucional de suas necessidades mais básicas. O poder de uma necessidade advém da propriedade legal de sua objetividade no mundo fenomênico. Um conjunto de determinadas regras dimensionalmente dispostas a uma finalidade limitadora comportamental é chamada de Moral. O Moralismo, atualmente, está desvirtuado, se é que em alguma fase da História Humana ele foi decantado como “a maior invenção para a harmonia do mundo social”. O moralismo da Desgraça Contemporânea é fomentado pela destrutividade organizada do mundo globalizado. Moral religiosa, moral política, moral científica, moral educacional, moral em tudo: absolutíssima amoralidade. Fala-se até em uma moral no Amor, uma amoralidade agressora da Razão, enfraquecedora desta.


Amor.


O que é Amor?



“Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso; grande afeição de uma a outra pessoa; afeição, grande amizade, ligação espiritual.”



Acima, as classificações específicas do dicionário. A beleza física conta mais do que a dignidade ou a grandiosidade de caráter de um indivíduo. Perguntai a um homem e a uma mulher o que é a beleza; aquele responderá que são as belas formas físicas de uma frequentadora ou frequentador assíduos de praias; aquela, que são os grandes músculos definidos de um frequentador de uma academia ou as curvas de uma frequentadora de bailes dos mais diversas tipos. Assim, infelizmente, excetuando casos raros nos quais a essência interior de um homem e de uma mulher são o que contam para os que se sentem atraídos por cada um dos mesmos, é o mundo hoje, no qual a afeição pelas aparências é ditada por algumas mentes que nem sabem o que é a Verdadeira Beleza. A atração física não leva ao Amor, uma regra pode ser racionalmente destruída tratando-se deste tema. O Amor é algo do espírito agindo pela mente; quando esta age pela carne, há apenas o indicativo do Caminho Sexual. Para o Sexo, o Amor Sexual, não há moral; o mesmo ocorre com as amizades, nas quais a empatia entre os entes, quando total, não é guiada por regras. O Verdadeiro Amor é o Espiritual, acima de toda moralidade, uma experiência realizável até da concreta percepção do Ente Absoluto.


Amar.


O que é Amar?



“Ter amor, afeição, ternura por, querer bem a; apreciar muito, estimar, gostar de.”



Acima, mais classificações especificas do dicionário. Se alguém sabe Verdadeiramente Amar atualmente, em um mundo poluído por falsos valores da classe mais baixa à mais alta, tal Ser é um indivíduo incondicionalmente perfeito no não-seguimento de regras. Incondicionado, tal indivíduo não pensa na superficialidade do que ama, mas na interioridade completa das qualidades dos objetos amados. Para aquele que Verdadeiramente Ama, não há regras de classificação dos estados perceptíveis das coisas apreciadas pelos seus sentidos. Para aquele que Verdadeiramente Ama, não há belo ou horrendo, forte ou fraco, há apenas o que é amado em toda a sua complexidade e simplicidade, sem barreiras travantes de suas sensações. Para quem Verdadeiramente Ama, uma moral no Amor não pode ser pensada ou realizada, é inútil, insana, negativa, fútil, vazia, assassina da integridade de sua Razão. Esta é a moldadora de todas as profundidades sentimentais no Ser que Verdadeiramente Ama, com uma força expressiva do Perpétuo Amanhecer Do Verdadeiro Amar.



“Como os antigos, podemos designar com a palavra páthos as potências gerais que não se manifestam apenas na sua independência, mas residem também vivas no peito humano e agitam a alma dos homens até as mais íntimas profundidades. Dificilmente se pode traduzir páthos, visto que por paixão se entende algo de insignificante, de baixo, como, por exemplo, quando dizemos que um homem não deve ceder, sucumbir às paixões. Ora, é preciso dar a páthos um sentido mais elevado, mais geral, diferente de ‘lamentável’, ‘egoísta’, etc…”



Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) exerceu o seu magistral talento em sua obra Estética – O Belo Artístico Ou O Ideal ao designar neste trecho o páthos, que adapta-se ao que é Verdadeiramente Amar. O vigor do páthos no Verdadeiramente Amar, no arco de suas elevadas belezas, arrenega toda construtividade moral que arrebata-lhe a ardente significação. O Verdadeiro Amor, distante de uma moral tola construída por algumas tolas mentes humanas nada pensantes, realiza os maiores movimentos dignos de um verdadeiro páthos, que é renovador, autosuficiente e altruísta, incansavelmente, indissolúvel e basicamente sempre ativo. Racionalmente Ama-Se, um Amor Raro, um Amor possível de gerar incondicionais formas de Verdadeiramente Amar. No predomínio do páthos eterno de um espírito Verdadeiramente Amando, a Razão Pura e a Razão Prática derramam-se mais do que unas na existência de um ser humano. Na Razão Pura do Verdadeiro Sentimento do Amor direcionado a um objeto, aprioristicamente a Razão Prática faz-se consciente da realidade inerente à conscientização de suas faculdades às árvores frondosas do páthos. A Una Razão nascida do Verdadeiro Amor é transcendental, incondicionando o subjetivismo anterior ao objetivismo fenomênico da exteriorização das faces da bela afeição.


Na Una Razão, o Amor de um homem para com uma mulher ou outro homem, e, reciprocamente, o amor de uma mulher para com um homem ou outra mulher, é um espiritualizado transcendentalismo além da carne. Na Una Razão, o Amor de um filho ou filha para com sua mãe e pai é um espiritualizado transcendentalismo além da ligação filial. Na Una Razão, o Amor de uma criança para com seus brinquedos é um espiritualizado transcendentalismo além da inocência infantil. Na Una Razão, o Amor de um navegante para com o mar é um espiritualizado transcendentalismo além da alegria do navegar. Na Una Razão, o Amor de um estudante para com os seus livros e instrutores é um espiritualizado transcendentalismo além da inteligência exercitada pelos ensinamentos aprendidos. Na Una Razão, o Amor de um escritor para com os seus livros e personagens é um espiritualizado transcendentalismo além do dom natural da escrita. Na Una Razão, o Amor de um poeta pelas suas poesias e livros é um espiritualizado transcendentalismo além da inspiração poética. Na Una Razão, o Amor de um pintor para com os seus quadros é um espiritualizado transcendentalismo além do prazer de retratar em uma tela um fato concreto ou abstrato. Na Una Razão, o Amor de um jardineiro para com as plantas e as flores de um jardim diariamente conservado é um espiritualizado transcendentalismo além do seu zelo pelas formas de vida vegetal. Na Una Razão, o Amor de um ourives para com as jóias que molda é um espiritualizado transcendentalismo além do valor material delas. Na Una Razão, o Amor de um Verdadeiro Religioso para com uma Verdadeira Noção do Ente Absoluto é um espiritualizado transcendentalismo além da realização de uma oração solitária em seu aposento mais particular na moradia onde reside ou no interior de sua alma. Na Una Razão, o Amor de um Verdadeiro Político para  com uma Verdadeira Solução para os grandes problemas mundiais é um espiritualizado transcendentalismo além da defesa ferrenha de suas propostas políticas. Na Una Razão, o Amor de uma família para com os seus animais de estimação é um espiritualizado transcendentalismo além da afeição a eles direcionada. Na Una Razão, o Amor de um Verdadeiro Filósofo para com a Verdadeira Filosofia é um espiritualizado transcendentalismo além dos melhores sistemas que ele possa desenvolver ao nível de um empreendimento evolucionário proposto para o objeto do seu páthos.


A pretensão é uma regra e está distante deste ensaio; o filósofo, este aqui a tê-lo desenvolvido, incondicionalmente fala de um Signo Da Alma Espiritual Humana que na Natureza do Amor quando Verdadeiro não é percebido. A Alma Material, sempre a Matéria a tudo corromper, põe a moralidade nesse sentimento, negativizando todos os pólos da sensibilidade. O páthos, então, é tornado uma medíocre paixão, submetendo a Razão ao obscurantismo de suas construções irracionais, impotentes, minimizantes da pureza da febril força do Verdadeiramente Amar. Não é digno do Verdadeiro Amor a imposição de uma moral, longe deve ficar da espontaneidade do Amar uma conjunção de determinismos lógicos que são lancinantes destrutivismos. O Amor, páthos real, predominando em esferas alçadas aos maiores objetivos da alma, é o escopo no qual o espírito constrói o templo de sua liberdade sentimental.


As Verdadeiras Narrativas de Amor no livro cotidiano não são muito conhecidas. As máscaras morais a ocultá-las demasiadamente, transformam-nas em lendas contemporâneas. O Amor conhecido é um Amor construído sob muitas frágeis teias sociais, não possui estabilidade e sobriedade. Isso não é Amor, mas letal apego apenas ao que há eras a Humanidade segue: viver uma medíocre vida fazendo as mesmas medíocres coisas socialmente reconhecidas. Esse Amor extingue a Razão e o próprio ato da Vida.


Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!




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