O Grande Xadrez Cósmico



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!


Imaginemos que somos ficções escritas por um(a) Autor(a) cuja pena nos movimente para um ou outro lado da(s) Realidade(s). Tal Ser escreveria nossas histórias como um xadrezista perspicaz a nos movimentar de um modo frio e calculado no tabuleiro do Xadrez Cósmico. Agora, fora da Imaginação e dentro de nossos mundos interiores, nos realizemos como os Autores(as) de nossas próprias histórias. Nós conseguimos nos movimentar por nós mesmos ou somos condicionados por fatores externos conscientes ou inconscientes dentro da realização de todos os nossos passos? Somos peões ou as peças maiores do Tabuleiro que representa O Grande Xadrez Cósmico?


Cabe aqui refletirmos juntos sobre tudo que sabemos acerca de nosso(s) Universo(s) finito(a). Mas, o que sabemos não é algo que nossos antepassados também souberam? Diante de uma contemporaneidade formada por todos os poderes cabíveis à velocidade informativa definida por conexões 100% virtuais, sabemos hoje muito mais do que eles acerca do nosso(s) Universo(s)? Nosso(s) Universo(s), sendo o conjunto do que percebemos sendo sujeitos de uma objetificação de nossa subjetivização mesma, é perceptível por meio daquilo que compreendemos como necessário ao nosso desenvolvimento pessoal. Motivados por escolhas, moldamos nosso(s) Universo(s), agindo como que guiados por acontecimentos que nos posicionam em pontos específicos, um jogo de xadrez indiscutível aos olhares mais atentos. Entretanto, sabemos mesmo ser jogadores capazes de grandes estratégias no tabuleiro que se abre diante de nós? Se soubéssemos realmente que jogamos com eficiência em tal tabuleiro não precisaríamos de crenças, ideologias, religiões e livros de auto-ajuda.


Outrossim, o que nos chega à luz do entendimento acerca do Universo(s) infinito(s)? Porque não existe apenas uma Realidade, uma Dimensão, um Mundo, um Campo onde se determina o ato da Vida, Morte e Renascimento na Roda Existencial. Universos além do(s) nosso(s) aglomerados de astros particulares se expandem infinitamente e, neste exato momento no qual estou escrevendo este ensaio; no exato momento em que eu publicar neste blog, O Mundo Inominável; e no exato momento em que você o estiver lendo, outros infinitos Universos estarão a nascer. Como saberemos ser peças maiores ou menores deste Grande Xadrez se nem sabemos, dentro desta Terra, desta nossa Linha Temporal, acerca do conceito quântico das Expansões Universais que seguem o Expandir incessante da Criação como um todo?


E Quem mexe as Grandes e Pequenas Peças do Grande Xadrez Cósmico? Ou tudo no Tabuleiro é uma obra do Acaso, do Nada, do Vazio? É O Caos, implementado falsamente como Ordem? É O Enganador, visto erroneamente como Criador? É A Fantasia, vista infantilmente como Destino? É O Sonho, visto inocentemente como O Real? São As Trevas, vistas enganosamente como As Luzes? É Algo Acima? É Algo Abaixo? Tudo pode ser possível e nada pode ser impossível dentro das Cósmicas Jogadas. Nós, humanos tão humanamente desprovidos do mínimo que seja de qualquer parcela da Consciência Cósmica, jamais saberemos se estamos recheados de carne, ossos e órgãos ou se estes idealizam-se como seres supostamente senhores de cada um de seus passos em um caminho qualquer. E O Xadrez vai sendo jogado sem que, absolutamente, tenhamos certeza do nosso papel em cada jogada traçada no Tabuleiro.


Um Jogo, Grande Jogo, sem início, meio e fim. Não se pode conceber a ideia de algum início para toda a História Existencial. Não se pode ter a certeza de que estamos no meio dessa Grande História. Muito menos se sabe que um fim advirá em qualquer futuro alcançável ou inalcançável. Os Peões são derrubados, assim como A Torre, O Bispo, O Rei, A Rainha e todas as demais Peças, conhecidas e desconhecidas, no Xadrez Cósmico. As probabilidades de algum conhecimento sobre o mesmo são tão tênues quanto sabermos se alcançaremos o cume da montanha de nossas respectivas existências. As perspectivas diante do Quadro Cósmico se compreendermos algum dia o verdadeiro sentido do Existir é tão distante quanto o verdadeiro conhecimento de nossas respectivas verdadeiras essências. O Tabuleiro: Sublime ou Terrivel; Belo ou Grotesco; Correto ou Incorreto; Justo ou Injusto; Benévolo ou Malévolo; Verdadeiro ou Mentiroso; Honesto ou Desonesto; Coerente ou Incoerente; Existente ou Inexistente, em Termos Imcondicionadamente formulados, dentro de uma proximidade linguística do que seja O Incondicionado, continuará sendo imbatível em sua inancalçavel natureza.


E a nossa natureza continuará sendo a mesmo aqui em nosso baixo mundo, moldando nosso(s) tabuleiro(s) com peças meramente imitativas das Grandes e Pequenas Peças do Grande Xadrez. Neste nosso Microcosmo, a tendência é maior para sermos Peões, campeões e perdedores, atrofiados existencialmente por todo o conteúdo nosso de imperfeições e indefinições. O Dualismo, a necessidade de preservação, a ambiciosa busca pelo denominado lugar ao sol, o buscar ser algo em um mundo onde “algo” pode ser positivo ou negativo para o todo em geral: as maiores barreiras para a compreensão de nossos Papeis no Jogo de Xadrez Microcósmico. Se no Xadrez Macrocósmico não temos a possibilidade de movimentamos uma Peça sequer, no que jogamos aqui as possibilidades são ainda menores. Nossa educação nos molda como escravos dos costumes e das normas socialmente aceitáveis. Não somos Deuses, fora das idéias do Bom e do Mau, para seguirmos adiante toda barreira e prisão erguidas diante de nossos olhos internos e externos. Somos meros joguetes de nossos próprios movimentos em tabuleiros rachados, desmembrados e incinerados cada vez que pensamos ser muito mais do que somos. A História Terrestre comprova isso e as histórias de cada um de nós corroboram este meu pensamento. Pensamento este também sendo um movimento de xadrez para fora de minha alçada de movimentos, para bem longe do meu tabuleiro de conhecimentos. Porque, como você, também sou humano, errôneo e Peão no Xadrez do nosso Microcosmo Planetário.


Do Macrocosmo ao Microcosmo, muito se esvai. Do Microcosmo ao Macrocosmo, nada nem mesmo se ergue. Este é O Grande Xadrez Cósmico, encadeando e desencadeando cada reação e ação, movimento e inércia, razão e irracionalidade, nos campos lógicos e ilógicos da Criação. Ou parte da Criação que nosso limitado senso cognitivo pode captar, já que para muitos de nossa Humanidade a mesma pode ser nossa Galáxia com nove planetas e um sol ou o próprio bairro de dois ou quatro quarteirões. Um Jogo que se permite ser Intraduzível para nossa Humanidade; talvez, para Humanidades de outras Linhas Temporais e até as de nossa própria Linha, em outros mundos, seja igualmente Intraduzível. Assim é porque nenhum Ser Condicionado se propõe existencialmente a uma Igualdade de Condições com o que é Incondicionado. Este que É O(A) Mestre(a) do Xadrez onde nos encaixamos perfeitamente mesmo com todas as nossas imperfeições. E se não houver Um(A) Mestre(a) e o Xadrez for a Ação de Forças Cegas nos forçando e pressionando a termos uma participação, mesmo precária e pequena, dentro dele? Não se contempla qualquer reposta neste ensaio e até mesmo tudo acima pode ser apenas sofismas causadores de aneurisma. Como eu, um Peão, poderei Compreender o Kosmos e Seu Xadrez? Como você, igualmente Peão, poderá Conceber uma correta teoria sobre o Xadrez Cósmico e Seu Tabuleiro? Somente as especulações são plausíveis neste caso… Porém, nenhuma especulação sequer alcançará o mínimo de verdade sobre o Ser Cósmico.


Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!




0 Loucas Pedras Lançadas: