O Que Aconteceria Ao Gênero Humano Se Fosse Abandonado A Si Mesmo?



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

Nas peças do grande jogo fundamental da vida humana, o jogo dos grandes momentos sublimes ou inferiores, a sutileza de um caminho direcionado aos altos objetivos sempre foi grandiosa. O Gênero Humano, se abandonado a si mesmo, seria uma breve experiência retalhadora de construtividades, inibidoras de sua naturalidade, que atualmente formam o mundo contemporâneo. O jogo mais fundamental de todos foi travado por uma única essencial força, que foi a do desejo de evoluir. Acima de qualquer ideal mundano, crenças vazias ou políticas apequenantes de vontades, O Homem procurou em si mesmo evoluir. Em toda vontade humana houve a pedra inquebrável, a rocha maior, do objetivo do desenvolvimento evolutivo de tudo a que foi levado a criar. Mas, o essencial primordial agora a exigir saber-se é o que ocorreria se não houvesse essa vontade-guia. Haveria um outro jogo, nada fundamental, grande ou capaz de evoluir o orbe humano.

Aprioristicamente, analiso essa questão fundando o meu raciocínio no que há de mais desordenado e errôneo no mundo. Aqui não vai uma mera jogatina moralista a embaralhar as minhas palavras e a me fazer atacar atos ou comportamentos individuais ou coletivos nada defensáveis. Não cabe ao verdadeiro filósofo, um ente dotado do poder nato de ver a realidade transcendental das realidades cotidianas, agir como um imbecil preconceituoso que do lixo forma suas opiniões. A Filosofia não é uma religião condenatória, daquelas nascidas de mentiras dogmáticas sensacionalistas e atos débeis de querer a tudo taxar de pecaminoso. Filosofia e verdadeiros filósofos estão acima da simples visão simplória dos que a tudo julgam sem conhecerem profundamente algo. Afirmo verdadeiramente considerar a Filosofia a maior de todas as ciências e os verdadeiros filósofos, os verdadeiros cientistas. São tais porque sabem desgarrar-se das pequenas inúteis misérias da desgraça de serem humanos e tocam em verdades nada humanas, estudando pormenores que seguidores de outras ciências ignoram. Esclarecido o meu objetivo, que não é moralmente nada criticar, posso iniciar a minha análise apriorística com total liberdade.

Indico um raciocínio voltado para a não-perda do contato sublime do Homem com a Natureza. Com os tempos vindouros de corrupção da sua própria essência, o bípede racional construiria a mesma civilização, mas sem nenhuma regra de como realizar corretamente essa empresa. Simplesmente guiados pela Natureza, mas da forma cruel que esta possui quando livre e por si mesma construtiva, ele ergueria uma civilização sem nenhuma organização social. Antes de continuar, devo esclarecer alguns pontos desta minha especulação: a sociedade é um mal para o Homem no mundo porque foi construída por morais e ideais nada lógicos; em meu mundo especulado, há uma sociedade sem a consciência exata do que são os valores sociais, propensa ao máximo bem e ao máximo mal naturalmente, não ligada a morais e ideais. As tendências naturais, em tal mundo, tolheriam todos os avanços, haveria uma liberdade total e os crimes seriam vistos como livres atos de cada ser humano sob sua própria consciência. Claramente vê-se que aquele menos natural dos humanos que quisesse reformar o mundo com uma Religião, Seita ou políticas moralizadoras, seria desmembrado, literalmente, até pelos seus próprios familiares.

Os Governos de tal sociedade mundial seguiriam a naturalidade dessa vida de todo libertária. As guerras entre dois países e até as mundiais seriam justificadas pelos instintos naturais. Sem correntes, essa vida natural faria felizes a todos os indivíduos, livres para realizarem o que quisessem sem longos e tortuosos compromissos. O casamento não existiria, o amor seria amor, o sexo seria sexo, sem medidas, travas ou concepções que os desvirtuassem. Todos os prazeres seriam vividos, até os proibidos; nenhuma lei puniria o Homem pelas suas escolhas, pois elas não existiriam. Nada de preconceitos, pois estes nasceram da sociedade artificializante do mundo real. No mundo especulado, onde haveria igual distribuição de renda em todo o mundo, homens e mulheres veriam seus semelhantes simplesmente como irmãos, amigos ou inimigos. Aos irmãos e amigos, eles amariam e abraçariam; aos inimigos, combateriam e matariam conforme as circunstâncias de uma luta pela sobrevivência isenta de segundas necessidades.

Enfraquecimentos da mente, do corpo e do espírito não haveriam. O Ser, incondicionalmente, seria o Ser realizado para si mesmo no curso evolutivo particular da imagem de sua situação nessa sociedade. A individualidade, a dedicação única ao próprio caminho, faria do Ser um ente voltado ao dever de fazer parte do seu mundo particular. Egoísmo e vaidade não justificariam tais atitudes; o Ser Natural não se autojulgaria ou julgaria assim os seus semelhantes, para ele o que valeria seria não dar imenso valor a nada. Esse Homem Especulado, Gênero Humano Especulado, Espécie Humana Especulada, nesta análise, está presente no mundo real, o mesmo mundo sério, organizado e social que tenta aniquilá-lo. Abaixo de toda máscara socialmonstros sociais que, se libertos, devorariam os seus próprios organismos e o organismo social como um todo. Não abandonado a si mesmo, O Homem orgulha-se do que construiu teleguiado por virtudes receitadas artificialmente por fundamentos moralistas e idealísticos. Orgulha-se de ser artificial e nega a fera irracional presente na sua alma moldada pelos irracionais atributos da sociedade.

E assim rasteja esta Humanidade.

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!





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