Sobre As Auroras Do Conhecimento - O Objetivo Do Conhecer


Johann Wolfgang Von Goethe



Friedrich Wilhelm Nietzsche





“FAUSTO.          Filosofia, Leis e Medicina,
                            Teologia até, com pena o digo,
                                 Tudo, tudo estudei com vivo empenho!
                                 E eis-me aqui agora, pobre tolo,
                                 Tão sábio como dantes! É verdade
                                 Que sou mestre, doutor, e já há dez anos
                                 Que discípulos, a meu talante,
                                 À esquerda, à direita, ao sul ou norte, ―
                                 Mas conheço que nada nós sabemos!
                                 Rói-me isto o coração! Sinto-me acima
                                 De mestres e de padres e de escribas;
                                 Não me perseguem dúvidas nem ‘scrúpulos,
                                 Nem do demônio ou do Inferno hei medo ―
                                 Mas também nunca tenho um’hora alegre!
                                 Nem chego a imaginar que haja ciência
                                 Em que deveras creia, nem que saiba
                                 Cousa alguma ensinar que aos homens sirva,
                                 E convertê-los possa ou melhorá-los.
                                 Também não possuo eu nem bens, nem ouro.
                                 Nem grandezas ou glórias deste mundo:
                                 Um cão não suportara tal vida!
                                 Por isso me entreguei todo à Magia,
                                 Para ver se do espírito as potências
                                 Alguns arcanos revelar-me podem,
                                 Por que não haja com suor amargo
                                 De ensinar o que ignoro; o que sustenta
                                 Do mundo o interior conhece logre,
                                 Veja as forças activas, veja as causas
                                 E cesse o traficar com vãs palavras.”

      
Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

Nos versos acima de sua obra-prima Fausto (1808-1832), Johann Wolfgang Von Goethe (1749-1832) apresenta um homem, um ser que ama o conhecer, um ser que devota-se ao conhecer, mas que não sabe o que é O Objetivo Do Conhecer. Em todo ramo intelectual há um Fausto, um homem rico em sabedoria ou perto da sabedoria que não sabe o que fazer com tantos conhecimentos e possibilidades de novos contínuos conhecimentos a cada investigar. O mais difícil para os pensadores verdadeiros, os intelectuais verdadeiros, os que são sábios ou os que são quase sábios, é o saber aplicar o que conhecem, transmitir o que conhecem, sem caírem na dramática situação de um Fausto desesperado por ter tantos conhecimentos que não podem ser aplicados de maneira verdadeiramente objetiva no mundo; de um Fausto fugindo do lutar pelo tentar descobrir o que é O Objetivo Do Conhecer, de um Fausto fugindo através de coisas que apenas criam nestas fugas, tolas fugas, mais dores, mais angústias e mais solidão. Da modernidade à contemporaneidade, o problema do pensar, o problema do intelecto, de como saber utilizar objetivamente os conhecimentos do Conhecimento Humano, foi aceito como tema problemático por todo pensador verdadeiro. A crise toma o ser do pensador verdadeiro, do gerador verdadeiro de conhecimentos para toda ciência, que pode perguntar-se, quando fica a meditar sobre os seus propósitos no mundo objetivo que conhece através das representações formalizadas pelo seu pensamento,  direcionado como um Fausto perdido em si mesmo à sua consciência: Eu acumulo muitos conhecimentos através dos meus estudos elevados ao seguir máximo do meu caminhar para demonstrar vaidosamente que sou melhor do que outros investigadores da existência e que sou melhor do que a grande maioria humana ignorante do seu poder de elevar-se através do conhecer, grande maioria que inconscientemente eu possa desprezar; ou mereço o privilégio de possuir uma mente vigorosa para poder transmitir os meus conhecimentos acumulados para o bem das gerações futuras de homens como eu ou da grande maioria humana ignorante do seu poder de elevar-se através do conhecer que me sucederão sem nenhuma vaidade que me leve a tal apenas para que o meu nome se eternize nos livros futuros como o nome de um grandioso homem da ciência que sigo?
      
Uma expressiva consistente consciência intelectual definida como primordial falta ao pensador verdadeiro que, como um Fausto perdido em si mesmo, fica a meditar interrogativamente sobre o seu agir intelectivamente objetivo. O pensador verdadeiro não abandona a sua subjetiva condição de pensar verdadeiramente, de amadurecido ser que conhece, por ter em si as indagações várias que diversificadamente ocupam-lhe a mente sobre o que lhe compete fazer com as obras objetivas do seu intelecto. O papel crítico do conhecer é ter dúvidas e a partir destas dúvidas considerar uma definição lógica intuitiva racional de suas respostas ou propostas de respostas. Se todo pensador verdadeiro não possuísse dúvida, as suas descobertas a agigantarem-se, as suas metas a renovarem-se, a sua intelectiva visão cognitiva a exponencialmente esclarecer-se, seriam improváveis. Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) observa a essa falta de consciência intelectual:


“Nunca mais acabo de refazer a experiência e de recalcitrar contra ela, não posso acreditar no fato, mau grado a sua evidência: falta consciência intelectual à maior parte das pessoas; pareceu-me até muitas vezes que quando a possuímos, se está tão só no deserto como na cidade mais povoada. Todos olham para nós como se fôssemos estranhos e continuam a fazer funcionar a sua balança, dizendo que isto é bom, que aquilo é mau; ninguém cora de vergonha quando deixais perceber que os seus pesos são ocos; ninguém se indigna contra vós: talvez se riam das vossas dúvidas. Quero dizer isto: que a maior parte das pessoas não acha desprezível acreditar nisto ou naquilo e agir de acordo com isso sem ter pesado o pró e o contra, sem ter tomado consciência profunda das suas supremas razões de agir, sem mesmo se ter incomodado a inquirir essas razões; os homens mais dotados e as mulheres mais nobres também fazem parte ainda desse grande número”.


Os mais dotados, os pensadores verdadeiros, sim, muito possuem de falta de consciência com relação ao seu agir intelectual, dos juízos às afirmações, das confirmações às negações. É da natureza humana limitada agir como senhor de juízos, afirmações, confirmações e negações que não passam pelo crivo crítico do intelecto, pelo olhar crítico intelectivo. A muitos da massa humana comum essa falta de consciência intelectual não é percebida; em todos os grandes pensadores, quando é percebida, é combatida. O combate contra a falta de consciência intelectual resume-se na intelectiva busca do Objetivo Do Conhecer. Busca que não é arriscada, pois o espírito sabe o que é O Objetivo Do Conhecer. Busca que é nobre, pois o espírito no Objetivo Do Conhecer sabe que qualquer outra busca trabalha para a objetivização do conhecer. Busca que elabora o conhecer.
      
“Mas elaborado o conhecimento, de que serviria ele, se não tivesse capacidade para voltar de novo a reagir sobre a natureza, funcionando como força, ou servindo como causa determinante para as ações do homem? Mas não acontece assim: a abstração não fica morta; o pensamento não fica pensamento imóvel. Pelo contrário, o conhecimento, já sob a forma científica, já sob a forma filosófica, volta a operar sobre a sociedade, disciplinando a nossa atividade e dirigindo a nossa conduta. É assim que da ciência pura nasce a ciência aplicada, e com esta as indústrias, o trabalho organizado, submetendo o homem a seu domínio as próprias forças da natureza. E é assim que a filosofia, por seu lado, elevando-se à consideração da ordem da natureza e à contemplação da verdade abstrata, formula uma concepção do mundo e deduz, pela compreensão de nosso destino, as leis da conduta, estabelecendo, por esta forma, a ordem moral da sociedade. A isto eu chamo função prática da filosofia; a isto chamo eu religião.”


Acima, Raimundo de Farias Brito (1862-1917) determina uma face do Objetivo Do Conhecer, que é a de, sob o contexto filosófico, sob o contexto científico, fazer determinante no homem a conduta correta de aplicação do seu conhecer. Evita-se assim a dor, a angústia e a solidão de um Fausto internamente a eterno residir no espírito do investigador verdadeiro, do pensador verdadeiro, do intelectual verdadeiro. Evita-se assim a indagação infértil desprovida de crítica fértil sobre como agir intelectivamente objetivo, sobre os porquês deste agir intelectivamente objetivo e sobre o querer deste agir  intelectivamente objetivo, de um Fausto internamente a poder importunar o espírito do investigador verdadeiro, do pensador verdadeiro, do intelectual verdadeiro. Um pouco de dor ainda pode continuar a existir. Um pouco de angústia ainda pode continuar a resistir. Um pouco de solidão ainda pode continuar a insistir. Um pouco dos porquês ainda podem continuar a desconstruir. Mas o investigador verdadeiro, o pensador verdadeiro, o intelectual verdadeiro, existe como espírito sem dor, espírito que resiste, espírito que insiste e espírito que constrói a sua finalidade no mundo objetivo para o qual abre-se sem o temor da ilusão, sem o temor do erro, sem o temor de sentir-se na dor, angustiado, solitário e indagador que não consegue retirar respostas verdadeiras das suas indagações mais verdadeiras. Observando a natureza objetiva com a sua natureza subjetiva, livre ou quase livre dos problemas todos acima descritos, o investigador verdadeiramente objetivo, o pensador verdadeiramente objetivo, o intelectual verdadeiramente objetivo, objetiva a sua prática na prática da sua filosofia, objetiva a prática de uma moral particular que constrói para servir de exemplo para muitos na prática de suas morais particulares. A função prática da sua filosofia é a função prática da Filosofia, A Ciência, função que baseia-se no objetivismo das aplicações do conhecimento para a melhoria dos recursos técnicos científicos da sociedade e da conduta individual dos homens que inspiram-se a agirem na correta lei que lhes é proporcionada à consciência a partir do estudo dos conhecimentos de um pensador verdadeiro, que fazem-no adquirir conhecimentos para o seu conduzir-se no mundo. Porém, toda moral, assim como toda visão representativa do mundo, terá sempre validade para o indivíduo e não para a coletividade.
      
Farias Brito denominou a função prática da Filosofia como religião. Poderíamos modificar essa denominação, substituindo-a por crença. Crença, “opiniões que se adotam com fé e convicção”, nesta teoria das Auroras Do Conhecimento, não leva à crendice, não forma crendeiros em matéria da objetividade do conhecer em sua aplicação no mundo objetivo. Crendices são inválidas no conhecer todo, não há palco para absurdismos intelectivos no conhecer, não há chances para o ridículo no conhecer, não há portas para o agir simploriamente no conhecer. A fé adotada no conhecer para a sua utilização prática é racionalizada. A convicção adotada por saber-se convicto do conhecer que automanifesta entendimento, compreensão, é intelectualizada. A sabedoria verdadeira consiste nessa fé racionalizada no conhecer. A verdadeira sabedoria consiste nessa convicção intelectualizada no saber-se convicto do conhecer que automanifesta entendimento, compreensão. E a agudeza de um espírito, no sábio verdadeiro, no verdadeiro sábio, consiste na aplicação dessas fé e convicção no mundo objetivo. Goethe compara os detentores da sabedoria que não se expande e da sabedoria que se expande neste trecho de Máximas E Reflexões (1907; póstumo, compilação de aforismos e sentenças contidos na obra de Goethe):


“Os verdadeiros sábios perguntam como se comporta dada coisa em si mesma e na sua relação com outras coisas, sem se preocuparem com a utilidade, ou seja, com a aplicação no domínio do já conhecido ou do domínio daquilo que é necessário à vida. Há outros espíritos, gente bastante diferente, que, sendo mais agudos, mais virados para a vida, mais experimentados e familiarizados com a técnica, tratam imediatamente de encontrar as aplicações”.


Do que adianta um “verdadeiro sábio” guardar para si mesmo as suas descobertas como um pai superprotetor de filhos que poderiam ser muitíssimo produtivos no mundo objetivo para o bem comum? O verdadeiro sábio verdadeiro não é aquele que, dedicado ao seu labor diário em busca de respostas para os problemas que investiga, doa ao mundo objetivo conhecimentos para o aprimoramento do mesmo como um pai libertário de filhos que diariamente são produtivos; um pai, porém, rígido na agudeza com a qual dirige a produtividade de seus filhos para o bem comum? Facilmente, a crítica aqui faz concordar que o verdadeiro sábio verdadeiro é o pensador verdadeiro que, com agudeza intelectual direcionante de sua consciência intelectual, quer ajudar no fruir do bem comum. Para este fruir, todo o seu sábio momento nas auroras de seu conhecimento são ensinamentos que o mestre chamado intelecto ministra ao discípulo chamado espírito. Este é o verdadeiro espírito intelectivo de todo verdadeiro sábio verdadeiro.
      
“Os pseudo-sábios procuram apenas retirar tão depressa quanto possível algum proveito pessoal das novas descobertas, tratando de obter uma glória vã, seja pela tentativa de dar continuidade ou alargamento à descoberta em causa, seja pela introdução de correções, ou até por uma simples anexação pessoal, por exemplo, afetando grandes preocupações em relação ao assunto. O caráter sempre prematuro desses comportamentos prejudica a verdadeira ciência, traz-lhe maior incerteza e confusão, e atrofia-lhe manifestamente aquilo que ela pode produzir de mais belo, isto é, o seu florescimento prático.”


Goethe, acima, examina a pretensão vazia dos que distantes se encontram da verdadeira sabedoria verdadeira, a pretensão dos que confundem saber muito de muitos assuntos com o possuir a sabedoria. A verdadeira ciência verdadeira, a ciência adotada subjetivamente para o conhecer, para o investigar, traz a certeza através da crítica se esta certeza contém conteúdo científico e a ordem através da crítica se na confusão inicial comum ao início de qualquer investigação há conteúdo que possa cientificamente ser ordenado. Da tradição filosófica antiga à tradição filosófica contemporânea ocidental houveram milhares de  duvidosos investigadores de duvidosos métodos investigativos, e de  duvidosas ciências, desprovidos de verdadeira sabedoria verdadeira, que utilizaram-se do “dar continuidade ou alargamento á descoberta em causa”, descoberta que encontra-se toda movida pela vontade de glórias daquele que pensa ser sábio, como se essa descoberta fosse capaz de revolucionar o mundo objetivo. Eles deram como acabados todos os conhecimentos aos quais chegaram, quando na verdade, conforme visto neste estudo, o conhecer não encontra o termo final do seu mover-se na intelectualidade. Transparente e exímio pensador verdadeiro, Goethe sabia dessa falha intelectiva, desse vazio no espírito dos “pseudo-sábios”, espírito que sobrevive ao intenso transcorrer do tempo e modificar do espaço, espírito que  atualmente vem a  dominar alguns “gênios da Humanidade”, “gênios” que se autodenominam arrogantemente como “pensadores”, “intelectuais”“investigadores”, “filósofos”, “cientistas”, “sábios”. Gaston  Bachelard (1884-1962) considerava o conhecer como inacabável, o ato de conhecer jamais a possuir a plenitude e o erro sempre a espreitar toda conclusão de uma investigação, não sendo eliminado por completo da essência da razão, da intuição, do intelecto, do pensar verdadeiro. As aproximações, o conhecimento aproximado em toda representação desenvolvida como conhecimento, são necessárias até nas ciências exatas.


“A organização sistemática do domínio de explicação e a contínua retificação que a aplicação dos meios de explicação assim coordenados supõe, são os dois momentos do conhecimento verdadeiramente dinâmico, considerado em ato, em seu esforço de conquista e assimilação. Seguindo essa linha, chega-se a substituir o artifício evidente dos primeiros domínios por domínios retificados que parecem mais objetivos. Mas, será que essa objetividade deve ser atribuída aos elementos desse idealismo construtivo que reconstitui progressivamente o dado provando que sua construção vale para todos os espíritos, nos limites do erro? Ou, ao contrário, deverá o objeto ser rejeitado para longe do pensamento, como o pólo imaginário para o qual convergem os esforços de uma retificação indefinida? Ou, mais simplesmente, em que sentido se pode dizer que um conhecimento aproximado é objetivo?”,


dessa maneira indaga Bachelard sobre a objetividade do conhecer aproximado.
      
Representar é aproximar. Toda representação é uma aproximação, pois, como já dito e analisado neste estudo, tudo que o mundo objetivo apresenta é apenas o que o pensamento capta e o aproximar situa o homem do verdadeiro conhecer. Aproximar o conhecimento de uma conclusão verdadeira, conclusão representativa de um algo objetivo na subjetividade, é uma decisiva e completa obra do espírito que ao pensar verdadeiramente sabe que pode errar, sabe que pode não errar, sabe que não pode recuar no entregar-se ao investigar. Crença é isso, é saber que por mais que se tenha elevados conhecimentos que são aplicáveis objetivamente, todos esses conhecimentos são representações, são aproximações. Os arrogantemente autodenominados “pensadores”, “intelectuais”“investigadores”, “filósofos”, “cientistas”, “palavras, “gênios da Humanidade”, arrogantes contribuintes para a não-sabedoria, não compreendem a representação, desconhecem a aproximação, são senhores da crença no conhecer desprovido de objetividade. Os pensadores verdadeiros, os intelectuais verdadeiros, os investigadores verdadeiros, os filósofos verdadeiros, os cientistas verdadeiros, o verdadeiro sábio verdadeiro que é isso tudo ao mesmo tempo em sua rica subjetividade sempre a representar e a aproximar, não se desespera quando da chegada ao descobrir como sua crença que tudo no conhecer é representação, tudo no conhecer é aproximação. Constitui ciência sublime a crença no conhecer do reconhecimento da finitude cognitiva humana, finitude a representar, finitude a aproximar. A  forma da representação e a forma da aproximação são objetivas, toda aplicáveis à objetividade do mundo, são o que de real ou ideal pode fazer, concretamente objetivo, na visão particular tomada como visão de ciência objetiva do pensador verdadeiro, a faculdade de conhecer. Um conhecimento aproximado é objetivo quando é constituinte de uma visão objetiva que busca finalidades objetivas próximas às realizações que participem de sentidos concretos de sua aplicação. Se a retificação mais objetiva de um conhecimento, a visar um domínio todo objetivo, é necessária para que ele seja aplicado em diversos campos do Conhecimento Humano, como pode ser considerado um modo a conduzir-se “nos limites do erro”? Nos verdadeiros limites do erro não estariam conhecimentos imediatos, representações de objetos ao pensamento dados, que repousassem sob abstrações e deturpações elementares repassados ao mundo objetivo sem o mínimo investigar crítico que os aproximasse da objetividade? A aproximação objetiviza um conhecimento, é a potencializadora do conhecimento aproximado, conhecimento que é tudo a dominar o Conhecimento Humano. Aproximar é conhecer porque é no aproximar objetivo que se verifica objetivamente os dados aparentemente desconexos de um apanhado geral de dados de um objeto. Aproximar é evitar intuir por imaginação de uma crendice fanática em crer-se sábio quando se é apenas estudante esforçado. Aproximar é dotar o intuir de objetividade concreta, pronta para o mundo objetivo, pronta para a aplicabilidade objetiva na qual se inserirá. Aproximar antes de objetivar um conhecimento: a verdadeira sabedoria verdadeira do verdadeiro sábio verdadeiro.
      
A dúvida continua no aproximar, dúvida se o aproximar produz conhecimento a iluminar ainda algumas escuridões nos horizontes dos ramos de conhecimentos do Conhecimento Humano. Duvidar é ter sabedoria completa; quem verdadeiramente é sábio, crê em sua sabedoria, deve duvidar de todo conhecimento que alcança e de todo conhecimento que já foi alcançado, assim como os que estão sendo e serão alcançados, por outros sábios ou não. Quando aqui se fala de sabedoria, esta é a sabedoria da dúvida, sabedoria única, a única sabedoria que faz conhecer iniciando o conhecer, desenvolvendo o conhecer, amadurecendo o conhecer, continuando o conhecer e fazendo conhecer O Mundo Do Conhecer. A sabedoria da dúvida inicia O Início Do Conhecer e as demais auroras são as suas representações, suas aproximações ao intelecto a partir da razão e da faculdade de criticar, que geram mais dúvidas que levam a mais conhecimentos. Estes conhecimentos, muitas vezes, podem ser duvidosos e, percebidos como tal, devem ser objeto de novas investigações a fim de que as certezas das verdades das quais falam sejam mães de novos conhecimentos. Mas, estes novos conhecimentos podem ser os conhecimentos nos quais apenas haja, adormecida ou latente, uma dúvida insignificante que possa ser desconsiderada ou uma dúvida maior que leve a mais dúvidas maiores que jamais alcancem um patamar de natureza conclusiva? Bertrand Arthur William Russell (1872-1970) trata da dúvida no conhecimento e da crença neste trecho de O Conhecimento Humano: Sua Finalidade E Limites (1948):


“Todo conhecimento é, em certo grau, duvidoso, e não podemos dizer qual o grau de dúvida que o faz cessar de ser conhecimento, da mesma maneira que não podemos dizer o quanto de perda de cabelo tornará um homem calvo. Quando expressamos uma crença em palavras, temos que entender que todas as palavras fora da lógica e da matemática são vagas: há objetos aos quais elas se aplicam e há objetos aos quais não se aplicam, mas há (ou pelo menos poderá haver) objetos intermediários, a respeito dos quais não temos certeza se são ou não aplicáveis. Quando uma crença não é expressa em palavras, mas apenas manifestada pela conduta não-verbal, há maior incerteza do que se verifica quando a crença é expressa em linguagem. É mesmo duvidoso que a conduta possa ser considerada como expressando uma crença: a ida à estação para se apanhar um trem exprime claramente uma crença; o espirro, não, mas o erguer-se um braço para evitar um golpe constitui um caso intermediário que se inclina para ‘sim’, e o pestanejar dos olhos quando alguma coisa deles se aproxima constitui um caso intermediário que se inclina para ‘não’”.
      
A crença na linguagem do conhecer expressando-a verbalmente, crença na qual “temos que entender que todas as palavras fora da lógica e da matemática são vagas”, inegavelmente, gera o nascer de um Fausto na consciência, a duvidar até de sua crença no conhecer e no conhecimento. Há esta dúvida na mente objetiva do pensador verdadeiro: creio que as minhas palavras expressem o meu eu que conhece tudo que capto da objetividade ou estou sendo enganado a cada conhecimento ao qual chego pela minha incerteza de pouco crer que tenho algum conhecimento? Há esta resposta na crença objetiva do pensador verdadeiro: eu creio, eu posso crer, eu estou crendo, eu sou a minha crença, creio que as minhas palavras, que expressam o meu crer, sabem exatamente que o meu conhecer é conhecer, conhecer que não me engana por eu ser corretamente crente em sua validade objetiva, conhecer que assegura-me o pensar verdadeiramente através dos conhecimentos que eu tenho. O Fausto na consciência novamente desaparece, límpida ressurge a crença em límpidos conhecimentos presentes nela, no espírito, no ser totalmente conhecendo. Desaparece a conduta duvidosa externa, que Russell observa, que atesta uma crença e na conduta duvidosa interna continua a crença que leva a uma conduta na qual toda dúvida, de conhecimento a conhecimento, desaparece ao crescer do espírito como crente no objetivo de conhecer. Isso ocorre nos pensadores verdadeiros, os intelectuais verdadeiros distantes da “intelectualidade” que procura mais a certeza que com sete ou doze argumentos excelentemente críticos pode ser destruída do que a crença na certeza da dúvida que conduz a conhecimentos que talvez apenas uma excelentemente bem elaborada refutação crítica possa fazer o seu dedicado elaborador repensar os seus conceitos iniciando novas investigações a partir dos pontos refutados de cada conhecimento para chegar a, melhor amparados em intelecções mais objetivas, conhecimentos objetivos irrefutáveis. Carecem demasiadamente de pensadores verdadeiros, intelectuais verdadeiros de firme sabedoria, a sabedoria aqui comentada, as ciências e os demais ramos de conhecimentos do Conhecimento no mundo contemporâneo. O que há de múltiplo é a orbe da “intelectualidade” geradora dos sofismas que sete ou doze argumentos excelentemente críticos podem destruir.
      
O problema da intelectualidade contemporânea, isto é, a confusão contemporânea maior da não-delimitação entre o que é a verdadeira intelectualidade matriz de todos os verdadeiros conhecimentos objetivos verdadeiros e o que é  a “intelectualidade” matriz da maneira axiomática de construir-se conhecimentos objetivos destrutíveis, é tratado por Barbara Herrnstein Smith  (1932-  ) em Crença E Resistência: A Dinâmica Da Controvérsia Intelectual Contemporânea (1997). Mais precisamente, a própria autora da obra sugestiona a interpretação desta acima feita com as palavras que iniciam-na, identificando o problema que é da contemporaneidade como um todo:


“Este livro é sobre o papel da convicção e do ceticismo, do questionamento e da resistência ao questionamento, no debate intelectual contemporâneo”.  


Analisando o que ela denomina de “reconceituação da crença” no mundo contemporâneo, na qual “as configurações de tendências perceptivas/comportamentais que constituem nossas crenças seriam entendidas como apenas relativamente estáveis e coerentes para com o indivíduo”, ela diz:


“O sentimento de ter ‘pensamentos sobre’ e ‘imagens do’ mundo é comum, forte e às vezes considerado um fato inegável da vida mental. Mas esse sentimento, como vários outros fenômenos que constituem o que chamamos de consciência, pode ser visto como uma resposta a nossas próprias respostas ou uma crença a respeito de nossas próprias crenças, em vez de uma característica objetivamente introspectiva de nosso funcionamento interior. Similarmente, o sentimento que podemos ter de uma realidade autônoma, ou da simples alteridade daquilo que ‘está lá fora’, pode ser visto não como uma intuição irredutível de um dado ontológico, mas como um produto relativamente estável de processos complexos de coordenação perceptiva e comportamental. Esses processos incluiriam a produção de padrões relativamente similares e estáveis de resposta a condições ambientais relativamente recorrentes e estáveis, padrões de atividade ( ‘hábitos’, ‘rotinas’) que seriam, dessa forma, relativamente previsíveis e confiáveis em suas conseqüências. Podemos apreciar, assim, as origens experienciais das idéias clássicas sobre crenças verdadeiras que corresponderiam à realidade e crenças falsas que seriam corrigidas pela evidência independente, sem endossar essas mesmas idéias em suas formas clássicas ou pressupor qualquer isomorfismo ou relação de representação simbólica entre a estrutura da mente (ou pensamento, conhecimento, crença) e a estrutura da natureza (ou realidade)”.
      
Sentimento nenhum pode ter a forma de ser o condutor supremo da consciência. Foi dito em O Início Do Conhecer que é preciso sentir que está conhecendo-se algo; porém, necessário é, demasiadamente, saber distinguir o que pode ser meramente produto do sentir sem certeza do conhecer e produto do sentir com a certeza do conhecer. Pensamentos e imagens do mundo fenomênico dado a conhecer, mundo que é conscientemente interpretado e representado através do aparato todo da mente intelectualmente desenvolvida, não podem, além de serem “resposta a nossas próprias respostas”, uma superficial “crença a respeito de nossas próprias crenças”. Nos dois casos geram-se conclusões inteiramente subjetivas, as quais não podem ser elevadas a um caráter de objetividade, o que Smith chama de “característica objetivamente introspectiva de nosso funcionamento interior”, característica expressiva do interior que objetiviza o conhecer quando este é voltado para a objetividade do mundo. O sentimento, de outra maneira, pode ser “um produto relativamente estável de processos complexos de coordenação perceptiva e comportamental”; assim, esses processos, manifestos através de respostas ao meio ambiente, levariam ao produzir do que Smith chama de “crenças verdadeiras que corresponderiam à realidade” e “crenças falsas que seriam corrigidas pela evidência independente”. As crenças verdadeiras, no entanto, merecem ser avaliadas criticamente quanto ao seu modo de subsistência no pensador verdadeiro, não sendo aceitas a priori apenas porque advieram de um sentimento qualquer que facultou-lhes como correspondentes à realidade. As crenças falsas, ou tidas como falsas apenas por estarem contra o que se acredita interiormente, analisadas criticamente, podem ser verdadeiras ou aceitas como verdadeiramente falsas. Afastada da objetivização de um conhecimento, desde seu atestar-se na consciência do investigador verdadeiro, deve permanecer qualquer crise ou irromper de uma crise no modo de concretizar o aparelhamento racional que permite o desligamento do conhecimento do vulgar puro sentimento de conhecer e admite o conhecer elevando o próprio sentimento que afirma o estar conhecendo como ciência. Goethe aponta para uma forma de elevar o conhecer acima do vulgar sentimento:


“Quando um saber está suficientemente maduro para se transformar em ciência, é inevitável que se produza uma crise. Tal acontece porque se torna patente a diferença entre os que separam o individual e o representam desarticuladamente e os que não perdem de vista o geral e que a todo o momento estão prontos para agregar-lhe ou para nele inserir o particular. Contudo, à medida que o tratamento científico, ideal e abrangente das questões, conquista mais admiradores, mais patrocinadores e mais investigadores, a citada separação torna-se, nos estádios mais elevados, talvez menos decisiva, mas nem por isso menos notável”.


Este pensamento de Goethe pode ser adicionado ao que Smith denomina reconceituação da crença, da crença verdadeira, pois (i) inicialmente o investigador verdadeiro possui o conhecimento em sua subjetividade; (ii) posteriormente a adequação deste conhecimento à objetividade lhe é inevitável e pode conduzi-lo ao erro; (iii) e, quando afastada a condução a qualquer erro, refeita a crença em seu conhecimento sob um olhar científico que o objetiviza, chega-se ao resultado determinador do conhecimento objetivo.
      
Crença no conhecer é verdadeira quando a mente e a natureza fenomenal, observadas por um olhar cientificamente dotado de interesse verdadeiro em conhecer, verdadeiramente formem uma fonte lógica que permita à mente reconhecer o que observa e permita à natureza fenomenal, refletida representativamente na subjetividade daquele que a investiga verdadeiramente, ser representada e aproximada da realidade. Reconceituar a crença no conhecer, particularmente sendo esta a crença de cada pensador verdadeiro, remonta ao objetivismo de construir todo conhecimento objetivo. A crença no conhecer o que seria objetivamente considerado dentro desta Aurora Do Conhecimento que é O Objetivo Do Conhecer? Smith enumera três das características da reconceituação da crença; a segunda característica, reproduzida a seguir integralmente, é a que mais interessa a esta teoria das Auroras Do Conhecimento e aproxima da resposta à questão anterior:

“2 O segundo aspecto diz respeito aos limites do conhecimento humano ou mais geralmente da cognição. Nossas interações com nossos ambientes são uma função de nossas estruturas individuais e de como elas operam. Ambos são significativos. Não se trata simplesmente de que nossas estruturas definem o que podemos detectar sobre o mundo, mas de que o mundo que nós ocupamos ― o mundo sobre o qual podemos agir e que por sua vez age sobre nós ― é um nicho perceptivo e comportamental particular. Assim, aquilo que chamamos de ‘o ambiente’ de alguma criatura, seja morcego, paramecium, seja ser humano, é específico daquela criatura na proporção em que suas próprias estruturas e funcionamento são únicos. A questão epistemológica clássica é se é possível para qual criatura, e especificamente para um ser humano, ter cognição a respeito do universo além da esquina, por assim dizer, do nicho que ocupa, e também se as criaturas em nichos diferentes podem chegar a compartilhar as mesmas cognições ― que seriam dessa forma universais e, portanto, objetivas. As respostas a ambas as questões, assim propostas, seriam negativas aqui. Nos termos da presente abordagem, no entanto, isso não é lamentável, uma vez que a negação não abandona, destrói ou impede o que quer que seja (por exemplo, a possibilidade da comunicação, comunidade, ciência, arte, ou da lei devidamente justificada) que se poderia pensar dependesse de uma resposta positiva.
    
Nossos ‘ambientes naturais’ incluem, é claro, as criaturas que são nossas companheiras, nossas práticas e as delas, e o que nós e elas produzimos ― cultura, nesse sentido ― que, no caso dos seres humanos, inclui sistemas conceituais, expressões verbais, teorias, textos, partes de equipamentos, habilidades técnicas, rotinas de treinamento e as instituições que conservam e transmitem todas essas coisas. A razão pela qual nossas crenças não podem ser formadas ou transformadas independentemente de práticas e produtos culturais (em que pesem algumas suposições tenazmente positivistas) é que elas são continuamente formadas e transformadas em respostas a elas. Como dúbios dualismos natureza/cultura, os dualismos dúbios mente/corpo (e os dualismos relacionados interior/exterior) são profundamente implicados não somente com a epistemologia formal e informal, mas em virtualmente todos os discursos explanatórios, incluindo os termos da psicologia empírica e de grande parte da ciência cognitiva. Deve-se enfatizar, então, que nossos ‘ambientes’ também incluem nosso próprio corpo, e ele próprio não é separável de nossas próprias crenças no sentido de tendências perceptivas/comportamentais. Essas continuidades implicam, entre outras coisas, que nossas crenças são continuamente formadas e transformadas pelas nossas (em um certo sentido) interações durante a vida toda com nossos (em um sentido algo diferente) eus, incluindo nossas próprias crenças e crenças anteriores.”


Extender criticamente o pensamento de Smith constitui a resposta sobre o questionamento do que é nesta teoria das Auroras Do Conhecimento a crença no conhecer tomada pelo objetivismo. Smith referiu-se ao fator de que os seres humanos desenvolvem-se e interagem plenamente, ou quase plenamente, entre si, conforme as modalidades do “nicho” ao qual pertencem. Sob a análise desse desenvolver/interagir, têm-se o dado do fator que vem a exercer o que é classificado por Smith como cultura e o que vem a ser culturalmente o desenvolvimento e a interação. O desenvolver/interagir é um dualismo não-dúbio, pois o desenvolvimento do ambiente humano está inserido na própria interação entre as criaturas culturalmente interligadas e obrigadas a exercerem entre si a comunicabilidade e, obviamente, a transmissão de conhecimentos. Não se constitui um mundo cultural apenas coletando-se ao acaso informações moldadas em dubiedades, informações tão confusas que não permitam definições do que é produzido no transcorrer do desenvolver/interagir. Com clareza incondicional pode-se dizer que os dúbios dualismos natureza/cultura e os dualismos dúbios mente/corpo podem ser superados por um pensador verdadeiro, investigador verdadeiro, sábio verdadeiro, que souber operá-los na direção de uma produtiva unicidade a romper todos os laços dúbios dualísticos e dualísticos dúbios que negativizem as cognições. No ambiente humano, o ambiente cultural, o produzir de tudo, tudo no sentido de ser conhecimento já que o dualismo desenvolver/interagir pode ser transportador pelo pensador verdadeiro, investigador verdadeiro, sábio verdadeiro, até a unicidade, encarrega-se de tornar os “eus” que o tempo manifesta na subjetividade que conhece continuamente um Eu todo objetivo. As crenças em uma crença podem variar, mas haverá sempre naqueles que sabem operar suas capacidades cognitivas na direção da unicidade, evitando dúbios dualismos e dualismos dúbios,  com a ação do tempo, com a ação do espaço (do ambiente, culturalmente considerado, a modificar-se), uma única crença no conhecer. O ambiente propicia o conhecer e é o objeto do Objetivo Do Conhecer, a realidade onde o conhecimento é utilizável, a realidade onde o conhecimento é assimilável, a realidade onde o conhecimento é a base de toda a cultura, isto é, de toda a organização de produções a preencherem utilmente o ambiente humano.
      
Smith diz que “nossas crenças são continuamente formadas e transformadas”. A plausibilidade desta afirmação permite concluir que todas as crenças possuem legítimas riquezas em suas mutabilidades. Fixar uma crença geral ou fixar-se em uma crença particular, quando se é desprovido de, pelo menos, uma boa parcela indicativa de alta racionalidade, indica o fim de todo empreendimento antes do seu início. Os intelectuais verdadeiros, aqueles que esquecem-se da arrogância e da soberba de venderem-se como intelectuais ao mundo objetivo, indicando em si uma crença racional em sua vontade de conhecer, podem ter várias crenças ao longo de suas existências, mas nenhuma delas será maior do que a crença no conhecer. Esta crença forma-se e transforma-se a cada estudo amadurecido, longe das estripulias da juventude e do charlatanismo intelectivo dos que se julgam “intelectuais” apenas por terem as suas obras, quando levadas ao campo literário dos best-sellers, vendido quarenta milhões de cópias pelo mundo. A fama e o dinheiro não importam ao intelectual que é um sábio verdadeiro, a investigar, a pensar, verdadeiramente. Para ele não há código afirmativo de compromissos vazios com as pequenezas humanas, pequenezas como vícios, preconceitos e visões comuns mediocrizantes da realidade. Para ele não há a fuga para qualquer “magia”, qualquer distração, como o fez Fausto, o qual é o exemplo maior do sábio verdadeiro que perdeu a verdade de sua sabedoria. Para ele as Auroras Do Conhecimento submetem-lhe na agradável presença do seu objetivismo como intelectual verdadeiro, pensador verdadeiro, investigador verdadeiro, sábio verdadeiro. Homens assim, os pais de todo conhecimento, os pais do Conhecimento Humano, formam e transformam a realidade objetiva a partir das suas, interminavelmente formando e transformando-se, realidades subjetivas que buscam a objetividade. Homens assim, os pais do conhecimento, os pais do Conhecimento Humano, são os verdadeiros mestres em conhecer da Humanidade.
      
Sem mistérios, dogmas, ritos intelectivos, O Objetivo Do Conhecer é a crença do formar e do transformar do mundo objetivo, a crença no conhecer. A sexta aurora está presente em todas as anteriores auroras. Em si mesma ela forma e transforma. Em si mesma ela é crença que se forma e se transforma. Em si mesma ela é o conhecer do papel formador e transformador do conhecer. Em si mesma ela é a arte de conhecer.

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!



Barbara Hernstein Smith



Bertrand Arthur William Russell


Gaston Bachelard




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