Batman Vs Superman - A Origem da Justiça: A Mulher-Maravilha



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

A grande maioria de todos os comentários acerca do filme Batman Vs Superman - A Origem da Justiça na Internet gira em torna de uma certeza quase unânime: Gal Gadot é a grande atração do filme como a intérprete da Mulher-Maravilha. Na época da escolha de Gadot para interpretar a amazona, houve uma grande repulsa e indignação da parte de muitos, ocasionada pelo fato da atriz fisicamente não possuir os atributos da heroína como vistos nos Quadrinhos. Houve também muita comparação com a sublime Linda Carter, que protagonizou o célebre seriado dos anos 70 da personagem, e uma série de Fan Arts com diversas atrizes e modelos que, na visão dos haters, “caberiam melhor no papel de Mulher-Maravilha do que uma magricela sem sal que é quase uma desconhecida”. Até este que vos escreve era contra a ideia de tal atriz na pele da personagem, mas com os trailers e a aproximação do filme, fui modificando o meu pensamento. E, junto a muitos que criticaram-na, queimei e língua diante de uma participação que a todos surpreendeu. Afirmo agora, então, que Gadot foi a melhor escolha e que ela é a Mulher-Maravilha que estávamos precisando e merecendo. E nos livramos de um verdadeiro pesadelo se Gina Carano ou Rhonda Roussey, duas Stevens Seagals de saias, defendidas por muitos haters e nerds moderados, tivessem sido escolhidas para o papel.

A versão de base para a Mulher-Maravilha de Gadot é a dos Novos 52, na qual ela é uma Semideusa, filha de Hipólita e Zeus, imortal. Apesar de muitos preferirem a versão de George Pérez e Marv Wolfman pós-Crise nas Infinitas Terras; e outros a versão clássica antes da Crise, a escolha foi bem acertada. Sendo assim, o filme de 2017 dela é, a partir de agora, um dos mais ansiosamente aguardados, pois o que podemos verificar no filme é uma abordagem guerreira fenomenal para a personagem. Mesmo que sejam poucos minutos de sua presença ativa no filme, esses mesmos minutos foram fundamentais para a apresentação de uma personagem que vai muito bem assegurar o protagonismo em diversos filmes-solo futuros. E tudo graças ao desempenho de Gal Gadot.

Bem sutil e muito mais discreta do que Amy Adams e Diane Lane em seus respectivos papéis, Gadot soube construir quase sem dizer uma palavra uma personagem brilhantemente misteriosa, lânguida e atraente. Foi com o peso do silêncio que ela atuou como se flutuasse a cada cena, sempre pontuada por uma aura de fascínio e beleza. O elegantíssimo vestuário escolhido para a atriz casou-se perfeitamente com seu perfil de beleza clássico, uma mulher sexy que passa bem longe da vulgaridade de muitas mulheres que se julgam como tal. Com um pouco mais de tempo em tela e mais falas, teríamos oportunidade de verificar melhor mais da sutileza das nuances da interpretação de Gadot. Mas, o tempo que a ela foi dado é o ideal, já que em seu futuro filme teremos a oportunidade de conhecê-la com maior profundidade.

O que ficamos sabendo no filme é que, após 1918, ela se afastou da civilização humana por um motivo que somente no filme dela será revelado. Há uma certa melancolia no olhar dela, uma Atena caminhante entre os mortais, escondendo suas origens de todos e vivendo uma vida comum como Diana Prince. E o que conhecemos também foi um pouco da sua formidável habilidade guerreira na luta contra Apocalypse. A música-tema dela, Who is she?, que Hans Zimmer e  Junkie XL compuseram magistralmente, é a melhor música do filme. A mesma resultou em um excelente acompanhamento para a luta contra o monstro, que o CGI tornou uma explosão de luzes e efeitos vários que deram uma dimensão mais épica ainda. Muitos dizem que a Mulher-Maravilha é o melhor de BvS, mas, de minha parte, apenas digo que ela é um dos pontos mais altos do filme. E funcionou muito bem, ofuscando em alguns momentos da luta tanto o Superman quanto o Batman. Louvável foi o trabalho de unir A Trindade de forma tão espetacular em uma seqüência que brilha, de todas as maneiras, realizando o sonho de muitos Fãs pelo mundo.

Que venha logo 2017 e que A Maior das Amazonas nos a brilhante com um grande filme nas telas dos cinemas!

Kata Ton Daimona Eatoy!

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