As Redes Sociais São Como Repositórios De Gozo E Esperma




Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!



Não se enganem: as redes sociais são os resultados óbvios de toda a masturbação existencial que nos torna animais cibernéticos obedientes aos ditames das mesmas e nada mais além disso. Não agregam altos valores, dispensam os profundos conhecimentos e realizam a máxima apresentação da humana vaidade em altíssima expressividade. Raramente, para não ser extremamente genérico, é até possível encontrar algum conteúdo de valor em formas artísticas e intelectivas que, no entanto, são abafadas pelo escândalo e a necessidade da exibição de conteúdos rápidos, rasos e esquecíveis meio milionésimo de segundos após serem postadas. Esta é a Era Digital, a caminho (ou já?) da Internet 4.0, senhoras e senhores, na qual todos nós estamos! Masturbem-se à vontade e dialoguemos sobre o lado negativo da “sociabilidade virtual”!





Teoricamente, o socializar é o básico fundamento desses universos digitais, orientados no intuito da reunião, em um mesmo espaço do adolescente lá de Moscou, do tecnocrata de New York e de qualquer indivíduo de todo e qualquer ponto do planeta. A interconectividade é total, passando para a hiperconectividade e o passo mais fundamental a definir nosso tempo: a incapacidade de realmente criarmos laços de relacionamentos profundos entre nós, o mundo que nos cerca e a verdade que nos conecta.






A ilusão passa longe dos olhos de todos que têm um primeiro contato com uma rede social. No entanto, com o passar do tempo dentro do sistema de “relacionamentos”, “posts”, “comentários”, “atualizações” e afins, o “ser social” ao estilo digital se dá conta de todo o vazio inessencial do mundo virtual por onde transita. Nada é mais chocante do que se deparar com um espelho perfeito de cada defeito e vício fora de tal mundo, um intenso universo de infindas vaidades se digladiando, completando e evoluindo.





É o campo onde todos tentam se mostrar bastante inteligentes; as “gatas” se exibem de modo naturalmente contundente; muitos passam a ideia de uma “vida feliz”, “família feliz”, “tudo feliz”; os haters proliferam descartando seus ódios por toda parte; os egos inflados explodem em concordância com a natureza de embate do ambiente virtual; campanhas esdrúxulas abrem caminho; medíocres pessoas são elevadas à condição de ídolos; opiniões mais medíocres ainda são tidas como os pensamentos mais sábios ainda; pseudoarte é declarada como Grande Arte; pseudoerotismo é declarado como O Erotismo; e toda sorte de detrito imaginável e inimaginável toda formas absurdas, grotescas e indigestas.





E a geral tendência é apenas piorar, cada vez mais. Redutos de novas abordagens para o ranço de pensamentos estão sendo fundados, grupinhos de idéias que tentam crescer e conseguem com uma rapidez invejável. O que mais se nota é o aumento do contato entre pedófilos, mascus, traficantes, sequestradores e demais vômitos da nossa sociedade (a dita “real”, uma palavra cada vez mais partindo para uma contestação devido à intensibilíssima importância atual dada ao “virtual”) que encontram territórios perfeitos para sua proliferação e continuidade. No entanto, não são apenas eles os problemas maiores das redes sociais, são uma miríade de pontos que tornariam imenso este texto aqui.






Sabem os imbecis citados por Umberto Eco? Realmente, suas vozes se elevam exponencialmente, a cada dia que passa, através das redes sociais. Fenômeno de decadência da mentalidade humana ou a perfeita tradução da nossa época contemporânea? Ruína de todas as conquistas do Renascimento e das estruturas herdadas do Iluminismo? O fim da Razão? O fim do Discernimento? O fim do Ser Humano como Ser Pensante? O que significa para toda a Humanidade, de verdade, cada rede social?




Responder essas perguntas: você aí quer ou está com pressa para acabar logo de ler este texto a fim de partir para a atualização de um de seus Perfis em uma “rede social”?


 


Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais!





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