A Escrita Como Arte Mágicka




Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais.

Austin Osman Spare e Rosaleen Norton desenvolveram sistemas genuínos e originais de Magia concentrando em suas criações artísticas os mais simbólicos significados das descobertas de suas experiências. Na obra deles, como um todo, nota-se a presença da objetividade sensual adjetiva à essência de seus caminhos no Ocultismo. Neles, a Arte não foi terapia ou mero passatempo, foi uma escola de conhecimentos trazidos à tona a partir dos profundos abismos das mentes e das almas dos mesmos. A meu ver, tal experiência pode ser igualmente experimentada em outros artísticos gêneros, como o da escrita.

Em algum Campo todo personagem e história ficcionais existem na Criação, prontos para serem acessados a partir daqui deste lado da Realidade. Os escritores, poetas, dramaturgos, roteiristas, novelistas e cronistas ficcionais nada mais são do que Canais através dos quais tais Forças passam a existir aqui neste Plano. De um Quadro Referencial para outro, há certas mudanças adaptativas de Linguagem que precisam ser feitas para que as idéias aqui possam ser explanadas. Ocorre o mesmo em outras Realidades que captam tudo que aqui ocorre, para os artistas da escrita daquelas nós somos histórias ficcionais assim como eles o são aqui em nosso mundo.

O Mundo Da Imaginação funciona dos dois lados e em todos os lados das Realidades que infindavelmente se fazem expansivas por toda a Criação. Cada envolvido na arte de escrever toma posse de uma configuração idealizadora de uma história que lhe chega através dos Véus que são rasgados pelo Pensamento Criador de cada um. Tal Pensamento é para os eventos e os seres retratados em uma história ficcional Onisciente, Onipresente e Onipotente, passando a existir contingentemente, enquanto que o criador é o único ser necessariamente existente acima de si. Tudo ganha vida, tudo ganha forma, tudo ganha conteúdo, tudo ganha movimento, tudo ganha cor através da expansão criadora da escrita de um artista da pena. O maior de todos os ocultistas e místicos que já viveu na Terra, Ieshua ben Pandira, disse que nós "somos Deuses". Artistas em geral, consciente ou inconscientemente, São Deuses Únicos para os Seres que ganham vida própria em suas histórias.

Teses parecidas com esta que ora estou a resumidamente explanar aqui são defendidas por grandes autores dos Quadrinhos como Neil Gaiman, Alan Moore, Grant Morrison e Warren Ellis. A história Planeta Ficção, de Ellis, toca profundamente na questão do nosso relacionamento com a Ficção em geral. Somos histórias boas ou mau contadas? Pertencemos a um livro iniciado ontem ou muito mais antigo? Somos lidos por outros assim como lemos aos mesmos? O que se esconde dentro das realidades de toda obra ficcional? 

A Magia Das Palavras é uma aplicação válida em relação a tais questionamentos, tecemos através da mesma sigilos e mais sigilos evocatórios de personalidades e mentes além das nossas que se mantém sempre por perto quando abrimos ou fechamos um livro; escrevemos uma história ou lemos uma história; nos transportamos para a Ficção e nos permitimos a imersão nos oceanos de sua narração dentro de todas as suas vertentes. Um Verdadeiro Ato Mágicko é a escrita quando a vontade do artista da mesma se conscientiza de seu papel como criador e, não, meramente modelador de planos narrativos coesos e interligados entre si. Um Verdadeiro Mago Das Palavras age inerente ao seu Papel de médium expressivo do que Existe em toda Realidade que possa ser por ele captada. Este é o Poder dos grandes autores da Terra e é muito maior do que se possa imaginar, já que os mesmos interligam-se com todos os outros da Criação no Mundo Da Imaginação.

E Imaginar é Poder Ser.

Poder Ser é Ainda Mais Ser.

E Ainda Mais Ser é Saber.

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!

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