31 de dezembro de 2015




Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais.

Se você é alguém bem informado, antenado, culto e inteligente, vai compreender o porquê do título desta postagem. Se você não se importa, entretanto, com o estudo da História e está andando para o que é neste mundo relevante, te recomendo a parar a leitura por aqui. Se, mesmo assim, a foto acima de atraiu a atenção, digo então o que significa a data como título desta postagem: daqui a exatamente quatro meses, o Mein Kampf (Minha Luta) de Adolf Hitler caíra em Domínio Público e qualquer um poderá editá-lo em formato impresso.

Claro que existem pela Internet, em diversos idiomas, versões em PDF desta obra e a mesma não deve ser novidade para ninguém. O que importa saber, no entanto, é o quanto de impacto, ou não, a queda da mesma em Domínio Público poderá causar. Na certa, se ele for proibido em diversos países, as pessoas que nunca leram-no o buscarão aqui mesmo na Internet; livre em países específicos, o Governo de tais Estados se preocuparia essencial com o que tal obra teria de influência nas mãos dos cidadãos errados.

A obra em si mesmo é um tratado de ódio que levou milhões à morte devido à racista e racialista ideologia na mesma inserida. Muitos, no entanto, que negam o Holocausto, os famigerados "historiadores revisionistas", poderào argumentar que um livro apenas não seria capaz de arregimentar toda uma máquina de extermínio de tudo que não seguisse os padrões impostos pelo mesmo. Alguns, ainda, subestimariam a capacidade de negativamente influenciar mentes fracas e/ou voltadas para radicais extremismos sanguinários conforme a interpretação do contexto contido no mesmo. Subestimar Mein Kampf teria o mesmo efeito que teve na Europa dos anos 30 do século passado a subestimação do próprio Hitler; e colocá-lo junto a simplicidade de vários outros ideológicos livros é uma tolice.

Então, o livro deve mesmo ser proibido? Os que querem compreender o pensamento originador do maior conflito do século passado devem garimpá-lo na clandestinidade ou no anonimato virtual? A meu ver, as publicações devem livremente circular, a Humanidade necessita saber que um monstro que sempre pela maioria foi tido como abominável pode ter um representante no vizinho mais insuspeito que more ao lado. Porque o que é pregado em Mein Kampf sempre esteve alojado em determinados humanos corações e tudo de trágico que ele debelou é uma humana face negada pela grande maioria populacional. E é mais que conveniente que o livro volte a ser publicado após os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

Uma leitura recomendável a todos e um exemplo de tudo que não pode voltar a ser defendido veementemente e em larga escala no mundo.

Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais.


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