11 de Setembro de 2011: Dez Anos De Um Dia Que Jamais Se Findará




Mórbidas Saudações a todos vós, leitores virtuais.


Neste exato momento são onze horas e trinta e sete minutos e se aproxima a homenagem aos mortos na queda da segunda torre do World Trade Center. A cerimônia de inauguração do Memorial em homenagem aos mortos no atentado é tocante, sensível e está sendo bem conduzida. Conta com a presença do Presidente Barack Hussein Obama , do ex-Presidente George W. Bush, parentes das vítimas, representantes dos bombeiros e dos policiais, heróis maiores que foram naquele dia. Um inesquecível tenebroso dia que verdadeiramente iniciou o século vinte e um, o século que esoteristas e ocultistas do século passado denominaram de "Nova Era", uma "Nova Era" de mudanças maiores para a Humanidade, uma "Nova Era" de alcances de muitas felicidades, uma "Nova Era" de chegada a um ponto no qual o novo ritmo das coisas definiria uma nova marcha para a História Humana... Como todo ser humano, eles erraram, pois o que se anuncia no futuro é um mundo cada vez mais violento, preconceituoso, opressor, sufocante da mente, atrofiante do corpo e envenenante do espírito. O 11 de Setembro de 2011, definitivamente, é a marca fundamental da Desgraça Contemporânea, ser humano a ler este artigo escrito por um ser que tem em si uma certeza de que aquele Dia jamais será apagado de sua memória.


E da sua memória, ser humano? A sua memória, ser humano, está ciente do que foi naquele Dia visto? Sei que as ilusões materiais, ser humano, são várias: várias pontes para o nada, várias pontes para a vala, várias pontes para a cova. São muitas as situações definidoras da cadeia ilusória dos fatos diários a nos permitir uma fuga da realidade, esta megera indomável que nos chicoteia com voracidade e em verdade. Eu mesmo, um ser tão desprezivelmente humano como você, também me refugio da realidade, a minha realidade e a realidade do mundo, às vezes... Prova disto é este blog, uma sucessão ilógica de postagens variáveis, indo da exibição de rabos grandes a poemas de diversos tipos, de manifestos sinceros a estudos rígidos, de esquemas de vida belos a esquemas de morte críveis. Fujo da realidade, estampo na cara uma fuga ideal, mas, mesmo assim, não adianta, ainda estou aqui no mundo, ainda sou parte deste mundo, ainda me insiro neste cotidiano inteiro de tranformações e deformações e mortes e renascimentos do ir e do porvir e do permanecer de todas as coisas que percebo com muito além do que meus simples humanos olhos. Fujo, sim, mas, dentro desta esfera de poucos mágicos momentos de maior realização, como através do Sexo, a porrada mais violenta de cada dia me informa que a tonalidade das cores mundas é acizentada.


E as cinzas do 11 de Setembro de 2001, O Dia Que Jamais Se Findará, está presente, sempre, em tudo que escrevo e realizo através da simplicidade da escrita. Não sei se para você, ser humano a ler-me, aquele dia foi importante; para mim, foi o mais marcantes dos meus dias materiais em todas as minhas Existências. No 11 de Setembro de 2001, Dia interminável, Dia inescapável, Dia revivido em meu espírito e nos espíritos daqueles que se encontram diante das reais verdades das verdadeiras faces deste mundo, toda a História Humana foi resumida de maneira ultraviolentamente clara. Lembro-me daquele dia claramente: após uma noite de estudos (era o ano da minha primeira tentativa no vestibular), descansava na manhã daquele Dia quando fui acordado pela minha mãe, dizendo-me que havia ocorrido um acidente nas torres gêmeas de New York, um avião chocara-se com uma das torres. Como naquele momento era realmente um acidente que se anunciava, levantei-me e fiquei diante da televisão, vendo a primeira torre em chamas; alguns minutos depois, para meu espanto, assisti ao segundo avião bater na segunda torre e, então, vi que não se tratava de um acidente, mas de um ataque terrorista que provou ser, historicamente, o maior atentado terrorista de todos os tempos. E tudo se configurou mais claramente quando o Pentágono foi atingido e, então, o incêndio que jamais será apagado iniciou-se...


Culpados! Mostrem os culpados! Prendam os culpados! Torturem os culpados! Matem os culpados! O mundo será bem melhor sem Os Culpados! Naquele mesmo dia, os muçulmanos foram envolvidos em uma nojenta teia de manipulações organizada pela CIA, pelo FBI e pelo próprio Governo dos Estados Unidos representado, então, pelo famigerado Bush filho. Culpados: os talibãs! Culpado: Saddam Hussein! Culpado: Osama Bin Laden! Culpado: O Islamismo como um todo e, não, apenas, o Fundamentalismo Islâmico! A mídia ocidental auxiliou nessa politíca de demonização do Islamismo, perseguições, piadas grosseiras e o mais puro preconceito percorreu aeroportos e cidades não apenas dos Estados Unidos, mas do mundo ocidental. Como prova do Imbecilismo Social que nos rodeia, ser humano, o mundo foi divdido em duas civilizações: a civilização judaico-cristã ocidental e "O Resto Do Mundo". "O Resto Do Mundo" = Islamismo. No Ocidente, o refúgio o Bem, dos grandes defensores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade! No Oriente, o lar do Mal, dos assassinos, dos terroristas, do lixo da Humanidade! Afeganistão, Iraque, Coréia do Norte, e, veladamente, China: inimigos maiores do Império Americano! "Alguma coisa precisa ser feita! Vamos à guerra, Reino Unido! Vamos à guerra, aliados ocidentais! Vamos e façamos valer a soberania do nosso próprio sangue derramando o sangue dos nossos impuros e imundos inimigos!" Sim, ser humano, foram estes os gritos que ouvi e que ainda ouço, gritos de ódio e preconceito que são mascarados pela política de "levar a democracia" aos países governados por tiranos.


Além do próprio intuito de retomar a hegemonia na região do Oriente Médio e uma soberania por toda a Ásia, o Governo dos Estados Unidos da América retomou o conceito das Cruzadas e, em nome do Deus no qual ele acredita, um Deus vingados, um Deus punitivo e um Deus que protege apenas um país e um determinado povo em detrimento de todos os demais povos da Terra, partiu para cima dos "satânicos servos do Mal" no Oriente! A China foi acima citada porque é, para falarmos bem a verdade, uma ameaça para os olhos imperiais dos Estados Unidos e as guerras preventivas efetuadas na Ásia serviram como um tipo de demonstração de força para que o Governo Chinês confirmasse a continuidade do grande poderio militar estadunidense; e o mesmo valeu para o outro satanizado país asiático, a Coréia do Norte. Assim pensam os criminosos que governam aquele país, cowboys e exterminadores do futuro de toda a Raça Humana, ser humano; ocultamente, desde sempre, desde a formação daquele Estado, e isto náo é uma teoria conspiratória, determinados homens e mulheres empenharam-se em posicionar o mundo abaixo dos pés do Tio Sam através da guerra, do terror e do assassinato. Os Estados Unidos é, ainda, apesar da presença de Barack Hussein Obama, uma pátria de guerreiros, terroristas e assassinos que se utilizam dos mecanismos democráticos apenas para justificar a sua ultraviolenta forma política de existir e resistir bravamente no mundo, mesmo na situação precária na qual agora estão. Pessoas piores do que os terroristas do 11 de Setembro de 2001, os talibãs, Saddam Hussein e Osama Bin Laden sentaram-se na cadeira presidencial americana.


A execução de Saddam Hussein e a palhaçada inventada para mostrar ao mundo que eles venceram Osama Bin Laden (Por que apenas após meses antes do atentado tristemente comemorar dez anos, eles conseguiram "matar" ao inimigo maior deles? E será, realmente, que ele foi morto naquele dia? E, ainda, será realmente que ele foi o único a planejar, passo a passo, aquele atentado?) foram os pontos mais altos do filme realizado pelo Governo Americano e que vai durar ainda muitos anos. Seus atores principais: as armas. Suas cenas principais: as batalhas. Seu roteiro: sangue e lágrimas, de ambos os lados. A Revolução a ocorrer no Oriente Médio e no Norte Africano, agora, não apagará a sede de justiça e de sangue do povo americano manipulado criminosamente pelos seus governantes, os verdadeiros governantes, os ocultos acima citados. O Império Americano balança, mas não quer cai, não cai e, possivelmente, nem cairá durante toda esta nossa atual geração; O Monstro, representado por um nobre animal, a águia, cotinuará a se alimentar do mundo inteiro, um Monstro moldado pelo Governo Oculto, o Verdadeiro Governo, que o sustenta. Hoje, neste dia de lamentações, ainda há, em mim, ser humano, a sensação, a mesma sensação, sentida no Dia Interminável... O 11 de Setembro de 2001 ainda vive, respirando na conremporaneidade como uma prova da nossa selvageria, apesar do alto índice de elevação tecnológica e do crescimento do nosso Conhecimento em todos os níves. E continuará a viver no futuro como uma Divindade Maior que apenas nos provocará esta sensação tristemente religiosa: Dor. E, também, Medo. E, também, Angústia. E, também, Tristeza. E, também, o afloramento dos últimos resquícios de uma humanidade em nosso interior em meio ao diário crescimento de tanta desumanidade.


Saudações Mórbidas a todos vós, leitores virtuais.



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