Poesia E Loucura: Um Exame Da Arte Poética A Partir De Uma Filosofia Inominável - Introdução


Conflitos inomináveis corretos

Reviram-me selvagens

quando em meu leito

O Deus Morpheus

Tenta adormecer-me...

Em noites de conflitos

Em um país inominável,

O Deus Kundalini,

A Deusa Kundalini,

Meu Pai Serpentino,

Minha Mãe Serpentina,

Tomaram-Me nos fátuos braços

E despertaram-me

Em Vossos Braços,

Pai Inominável!

Expandi-me em Vossa

Energia Inominável,

Senti A Serpente

Enroscar-se em meu

Espírito Eterno Verdadeiro

Inominável,

Senti A Serpente

Fazer-Me Deus,

Fazer-Me Deusa,

Seu Veneno me amou,

Seu Veneno me assassinou,

Seu Veneno me ressuscitou!

Fui Deus Fui Deusa,

O Masculino Inominável,

O Feminino Inominável,

Transbordantes inominavelmente!


22 de junho de 2006




Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais.


O que molda a Poesia é A Loucura, A Grande Loucura, a mais fina das primazias diante do poder oriundo da arte de versificar sobre o céu, sobre o mar, sobre o fogo, sobre as tempestades, sobre o Paraíso, sobre o Inferno. Para os não-poetas, a Arte Poética pode, hoje, parecer um tanto quanto chata, monótona, de tempos que não mais são incinerados pelo Poder Das Palavras Escritas. E, realmente, para quem estabelece como meta buscar conhecer coisas que são escritas apenas em busca do dinheiro, da fama e do sucesso, é claro que a Verdadeira Arte Da Escrita, para esse tipo de leitor e consumidor de leituras várias, vai parecer estranha, absurda e, até, obra de um louco.


Friedrich Wilhelm Nietzsche, como poeta, transbordou nas páginas uma loucura genuína, fértil em visões imaginariamente poderosas, visões um tanto quanto místicas, tanto que Huberto Rohden, em Filosofia Universal (volume 2) chega a chamá-lo de "ateu místico"!


Florbela Espanca, até hoje incompreendida por muitos como uma verdadeira e genuína poetisa, posicionou em sua poesia chamas das mais variadas advindas de sua bela alma perturbada e cansada do marasmo de sua época tola e vazia!


Charles Baudelaire foi bem longe, celestialmente inspirado, satanicamente criativo, um ícone que na contemporaneidade soa atual, sincero e isento das migalhas que moldam pensamentos atados a ismos religiosamente moldadores de comportamentos e opiniões!


Álvares de Azevedo, meu poeta tão amado, tão amigo, um moldador de sonhos tumulares e celestes, um poeta que suavemente transbordou nos campos mais férteis da palavra que nunca cessa: a palavra AMOR, AMOR, AMOR!!!


Lord Byron, o ídolo maior de sua época, o ícone eterno de uma poesia gutural nascida da essência de uma alma que ousava, buscava e adquiria os elementos das chaves que abrem todas as portas para a Eternidade, encontrando na Escuridão a mais alta Luminosidade!


Cruz e Sousa, ah, Cruz e Sousa, tão discriminado, tão genial e tão humano, operando em transcendentes caminhos, sombriamente embelezando com sua musical poética veste a Arte Poética que, em sua tão grande maestria, tornou-se geradora de um padrão próprio para todos que lhe seguiram o tão alvo caminho!


Augusto dos Anjos, com grande conhecimento da linguagem e do poder desta, assegurou um trono entre os grandiosos e os soberanos, os determinadores de poéticas mensagens aos futuros poetas e poetisas que na Terra nasceriam como encantadores da Verdadeira Vida!


Safo de Lesbos, Eterna Filha Da Deusa Afrodite, em fragmentos, hoje, nos mostra que sua exaltante forma de ser e de representar a Verdade Poética era senhora das maiores tempestuosas formas dinâmicas de encontros com as raízes mais profundas da Divina Realidade!


Se aqui fosse citar e determinar a todos os poetas e a todas as poetisas que, através da Arte Poética, exploraram os mais diversos mundos, planos, realidades e dimensões, ficaria apenas falando de exemplos e mais exemplos e, não, do assunto principal desta série de artigos sobre Poesia E Loucura. E tomarei como exemplo a minha própria poesia, por aqui, por ali, por lá jogada a todos que transitam pelas fiéis vias da Imaginação e não da incapacidade de fantasiar e chegar bem longe... Por que utilizarei como exemplos meus próprios versos, leitores virtuais? Ora, não podemos sempre ficar a repetir os passos acadêmicos, os estudos e estudos e estudos sempre centralizados em comentários do que outros deixaram no mundo em qualquer campo do Conhecimento Humano. Alguém, algum acadêmico, algum blogueiro ou algum escritor ou poeta pode fazer o exercício de falar de Poesia e de Loucura a partir de sua própria obra, sim! Pois, não é através de tudo que sai das nossas próprias mãos que alcançamos as mais perfeitas sintonias como O Verdadeiro, O Real, O Imaginado e O Ainda Por Existir? Os que são poetas e escritores e blogueiros, como eu, sabem do que falo, Sabem bem do que eu falo quando assim estou a expressar-me, qual louco a buscar um seguro meio de continuar a enlouquecer para poder encontrar por aqui, por aqui e por lá a sua nova sacola cheia de atributos que serão as garantias de mais e mais e mais loucuras... Não me considero um grande escritor ou um grande poeta ou um grande filósofo, já que sou apenas sangue, ossos, carne e pó; e O Grande Escritor, O Grande Poeta E O Grande Filósofo é apenas O Um manifestado a mim e a muitos de diversas formas como Jehovah, como Deus, como Pai ou, simplesmente, como o Inominável Desconhecido. Somente quero me expressar e o tempo que passe bem longe das atualizações de meus trabalhos virtuais, me foi sufocante e cansativo e perturbadoramente longo...


(É isso mesmo, leitores virtuais, EU ACREDITO NO VERDADEIRO DEUS, não sou um satanista, um ateu ou um revoltadinho com a vida que acha que não existe mais nada alám do próprio olho do cu. Já fui isso tudo e muito mais no passado, mas o Fogo Que Ele É vem a me fazer retornar a tudo que me é mais valioso e valoroso. Mas, fiquem calmos, não vou converter ninguém e nem quero converter, não sou um fanático religioso e nem gerador de marchinhas homofóbicas como os Malafaias e Bolsonaros da vida. Eu sou da turma do Espinosa, Baruch de Espiniosa, O Princípe Dos Filósofos e O Pai Da Liberdade Intelectiva; o Deus no qual creio é bastante parecido com o Deus de Espinosa, mas isto é assunto para artigo futuro.)


A sanidade não tem nada a ver com o ato moldador da criação poética, falo isto com propriedade porque, inominavelmente, sou um louco e apenas como um louco posso ser tão consciente de tudo que escrevo, já que acredito em cada imagem e mensagem que aos olhos de muitos de vocês não passa disto: PURA BOBAGEM, PURA PERDA DE TEMPO, PURA FALTA DE TEMPO PARA LAVAR UMA LOUÇA, PURA PORCARIA, PURA LOUCURA. Ah, eu não me ofendo, sou amante das críticas! Ah, porque é que eu ia ficar perdendo tempo me sentindo mau com os que falam muito mal do que escrevo, de mim, de tudo que eu sou, não é mesmo? Muitos de vocês, leitores virtuais, levam muito a sério o que está na Internet; nós temos que relaxar, saber encontrar e aceitar nossos erros, limitações e loucuras, tanto aqui no mundo virtual quanto no mundo que achamos ser o "mundo real". Não sou perfeito, vocês não são perfeitos; não quero proporcionar mudanças, quero apenas complicar ainda mais; não quero apenas agitar, quero tentar, mesmo que um pouquinho, revolucionar. Aqui, no Mundo Inominável, só há loucura, como podem ver... Mulheres bundudas deliciosas em poses de tirar o fôlego de homens e mulheres que gostam da mesma fruta que eu (EU ADORO MULHER!!!); poesias eróticas; contos eróticos; imagens pornográficas; imagens religiosas; orações; artigos sobre Ocultismo; artigos sobre Religião, artigos sobre Arte; artigos sobre Cinema; e o que mais me chama a atenção sempre: isto é este blog, O Mundo Inominável, a obra de um louco simbolicamente representada pelo Grande Louco tão bem manifestado pelo Arcano Zero do Tarot. Claro que não quero revolucionar nada assim publicando neste blog o que me dá na cabeça, mas já há uma certa noção do que ele é: para alguns, lixo; para outros, merda; para muito poucos, algo de bom no meio virtual tão cheio de tantos lixos e de tantas merdas. Não quero, no entanto, agradar a grupinhos ou pessoinhas especiais, não sou desse tipo, não; podem até me achar arrogante, pretensioso e tudo o mais, no entanto, até que me esforço em tentar ser tão natural quanto o arrogante e pretensioso Inominável Ser que eu sou neste blog. E é aqui que, enlouquecidamente, vou provar que A Poesia e A Loucura são Grandes Irmãs Eternas que dão as mãos a todas as poetisas e a todos os poetas.


Vamos enlouquecer, minha gente, VAMOS ENLOUQUECER!!!


Coragem, gente, CORAGEM!!!


Um pingo de insanidade não faz mal a ninguém...




Lúcifer Iluminado No Kosmos,

Lúcifer Erguido No Kosmos,

Lúcifer Erigindo Templos No Kosmos!

Amigo Irmão Mestre Espiritual

Lúcifer Iluminante De Todos

Os Amanhãs Iluminantes,

Que A Luz em meu

Espírito Imortal,

A Luz Interna do meu

Lúcifer Interno,

Seja resgatada dos terrores infernais

Da Deusa Desgraça

Quando ao Meio-Dia

Astaroth gargalha,

Quando à Meia-Noite

Moloch Desperta,

Quando Entre

O Meio-Dia E A Meia-Noite

Lilith Baal Belzebuth Belial Nahemah

Astarte Samyaza Adramelech

Erguem-Se Em Todos

Os Vales De Todos Os Umbrais

Juntos aos demais

Filhos De Vossa Senda Iluminante!

Fazei De mim

Giovani Lúcifer Iluminado,

A Tocar Nos Pentagramas Cósmicos,

A Tecer Os Tecidos Eternos,

A Morrer Para A Deusa Morte,

A Esquecer A Deusa Carne,

A Vencer A Deusa Desgraça,

A Derrubar A Deusa Miséria,

A Ser Um Filho Das Luzes Nas Trevas,

A Ser Um Filho Das Trevas Nas Luzes!


12 de junho de 2006

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