Sobre O Caso Mércia Nakashima


Tristes Saudações a todos vós, leitores virtuais.

O Caso Mércia Nakashima é outro dos que recentemente denunciam a capacidade de destruição presente em nossa consciência, cujas origens estão nos mais primitivos processamentos de nossa inconsciência. Esta ainda traz os resquícios dos mais primitivos tempos desta Humanidade, tempos relacionados ao caráter de ignorância, brutalidade, animalidade e quase falta de inteligência que constituiam as principais características dos homens e das mulheres daquela Era. O assassino de Mércia, Mizael Bispo de Souza, é o típico representante do "super-macho", um certo tipo de homem que multiplicado encontra-se aqui no Brasil,. homem que se considera "dono" e "senhor absoluto" de uma mulher. Homens assim são capazes de cometer crimes como o deste Caso, que choca pela crueldade, pela frieza e pela falta de amor de uma suprema maneira.

Não foi o mero ciúme ou a mera desconfiança que guiaram Mizael em direção à consecução do citado crime. Nem podemos nos dedicar a tentar vê-lo como um "ser a parte da sociedade e que não deveria fazer parte da mesma", ato tipicamente comum a ocorrer em relação a criminosos brutais como ele. O ponto exatamente tocado no post anterior, a de que um monstro encontra-se em nosso Ser pronto para libertar-se a cada milionésimo de segundo, pode ser levado ao determinar de nossa compreensão acerca do que levou o criminoso aqui considerado a realizar o seu cruel ato. Qualquer mulher, da classe abastada à mais baixa, do Brasil e do mundo, pode ser vítima de um Mizael; e o contrário, claro, também ocorre, ou vós pensais que as mulheres são capazes de cometerem crimes brutais? Quem acompanha Mulheres Assassinas, exibido nas noites de quinta-feira pela CNT, possui o conhecimento necessário para afirmar que as mulheres também podem ser tão ou mais cruéis do que os homens.

Motivos para matar todo e qualquer assassino sempre encontra e defende. No caso de Mizael, este cria que ela o traia com outro e que a relação exatamente terminou por causa dessa traição; mas, mesmo se isto fosse verdade, ele não tinha o exímio direito de tirar a vida de Mércia. Argumento estúpido da parte de um assassino ou de qualquer pessoa que cometa, por acidente, em um momento de fúria, um assassinato, é o de querer encontrar uma motivação para algo que é parte da própria instintiva predatória humana natureza. Todo o planejamento de um assassinato, a sua lógica, a sua metodologia, visa ao próprio ato predatório inerente ao nosso estado psíquico e comum de vivermos e sobrevivermos em comunidade. A sociedade e suas disputas, as mais tolas e imbecis, geram os crimes, pois alimenta-se ainda mais o desejo de ser um predador a tudo querer obter, a qualquer custo, sem pensar nas inúmeras consequencias negativas e nefastas desse querer. Mizael é tipicamente um predador, assim como Bruno e os demais assassinos, tanto homens quanto mulheres, cujos crimes estão chocando a parcela do mundo que, moralmente, se sente afastada do que os mesmos sejam. Predadores todos nós, humanos-que-somos-diante-de-nosso-próprio-ato-de-querer-a-tudo-avida-e-brutalmente-obter, somos, esta é uma clássica verdade, uma severa e nítida, aos que podem ver a si mesmos sem as máscaras, os mantos e os recalques vários automanifestos no ato de ser e existir.

A advogada Mércia Nakashima não é a última vítima de um predador que exerceu o seu falso direito de matar nesta Humanidade. Homens como o assassino dela são mais comuns do que se pensa; muitos estão adormecidos em sua força predatória e outros, como ele, vorazmente praticam a sua ultraviolentíssima tendência de um modo incessantemente aniquilador e insano. As duas famílias, a do assassino e a da vítima, sofrem, como ocorre com todos os casos no mundo onde o sangue tenha sido selvagem e impiedosamente derramado. A configuração de todo este Caso é mais uma configuração inerente aos diários casos de violência contra a mulher no Brasil e no mundo. Especificamente, aqui no Brasil, conforme pesquisa realizada, diariamente mulheres são espancadas, estupradas ou assassinadas... É triste notar um macabro modismo que domina nosso país neste exato momento: o de matar mulheres. O Governo Federal, o nosso iludido Presidente Luis Inácio Lula da Silva, em fim de mandato (bem, ele nunca, antes, nos anos anteriores, manifestou um desejo mui ardente de combater a criminalidade com mais rigor, observem bem isto...), assim como os demais políticos e o Poder Judiciário, não se manifestam mais abertamente em defesa da modelagem de mais duras leis contra a violência praticada a atingir as mulheres; ao invés disso, esses "homens notáveis de nossa sociedade" ficam arrotando nos veículos informativos "indignação", "repúdio", "revolta" e as mais hipócritas declarações diante do aumento cada vez maior da violência contra a mulher e da violência de um modo geral. Os "homens notáveis de nossa sociedade" estão mais preocupados com a miserável Copa do Mundo de 2014 e os malditos Jogos Olímpicos de 2016 do que com a Segurança; enquanto o sangue de mulheres e os dos demais cidadãos de nossa sociedade vai sendo derramado indiscriminadamente, os "homens notáveis de nossa sociedade" fecham os oljhos e sonham com o sucesso da miserável Copa do Mundo de 2014 e dos malditos Jogos Olímpicos de 2016! Pergunto ao senhor, iludido Presidente Luis Inácio Lula da Silva, a todos os políticos, a todos os juízes e demais "homens notáveis" de nosso país: e se a Mércia Nakashima, a Eliza Samudio, a Daniela Perez e todas as mulheres brutalmente assassinadas fossem vossas filhas, qual seria a reação de cada um de vós?


Uma humilde orientação dou a todos vós, "homens notáveis" do Brasil:


Justificar"O fato, pois, é a violência; 'o que é' é a violência. Esse fato posso observar, mas tal observação só é possível quando a mente não está ocupada com o ideal da 'não-violência'. Então ela é capaz de observar 'o que é'. Ora, como observais 'o que é'? Com vossa mente condicionada dizendo 'Não devo ser violento'? Com a imagem que tendes a respeito da violência? - Ou existe uma qualidade de observação sem a palavra, sem a imagem? Observar sem imagem requer abundante energia. Observando sem imagem, não desperdiçais energia, reprimindo ou transformando o que observais (a violência) ou seguindo um ideal de 'não violência'."

Jiddu Krishnamurti
in: O Novo Ente Humano
pag. 76



Saudações Tristes a todos vós, leitores virtuais.


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