Determinando A Eternidade Da Violência No Homo violens - Conclusão


Descaminhos sempre demonstram possibilidades de chegada ao início de alguma solução a todos os problemas enfrentados cotidianamente. Seja qual for a violência enfrentada, em seus contornos mais sutis as soluções podem nascer.


Neste estudo tratou-se da violência em seus diversos modos e não exclusivamente da que mais angustia e sufoca ao mundo, que é a violência física. Podemos notar a degradação humana mesmo na forma como é banalizada pela mídia qualquer crime ou ato de terrorismo. Banalização que vem a ser mais um tipo de violência. Banalização que vem a ser já uma tendência dos indivíduos que diariamente com ela convivem.


O desinteresse em uma solução verdadeira advém mesmo da consciência humana, a desumanizar-se cada vez mais no tocante ao não-desenvolvimento de um verdadeiro caminho solucionador do problema, tanto interno quanto externamente. Re-organizar, re-capacitar e re-conhecer, apontados na terceira parte deste estudo como um caminho possível ou o início de um caminho possível vem a ser mais uma utopia dentre tantas outras.


Qual, então, o caminho mais viável para a solução do problema da desumanização da Humanidade?


Escrever teorias ou elaborar conceitos não é a via correta.


Há, então, uma via correta?


Consiste, primeiramente, tal via, em saber se a Desumanidade está apta a retomar a sua Humanidade.


Tal caminho está em qual via, afinal?


Em todas conscientes de que o Homem é muito mais do que um animal racional dotado de impulsos e instintos que o levem a ser violento de todas as maneiras e formas.


Em todas conscientes de que o Homem não se adaptou ainda a uma verdadeira vida civilizada.


Em todas conscientes de que o Homem não pode permanecer em suas brutalidades diversas, à mercê de suas desumanizantes atitudes e pensamentos, anseios e ambições, preceitos e realizações.


Mas, isso não vem a configurar mais uma utopia?


Não, a utopia é ficar indagando se haverá um dia alguma solução para toda violência que manifestada é como fenômeno social.


Não, a utopia é crer que soluções são viáveis com punições brandas e palavras simples educativas.


Não, a utopia é pensar em agir contra a violência externa, ao invés de aceitar em si a violência interna.


Aprender com as violências várias é o caminho.


O único.





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