Estudo Sobre O Nu Artístico Feminino - Introdução


Pretensão ridícula esta a deste filósofo? Loucura explosiva esta a deste filósofo? Sofisma explosivo demasiadamente deste filósofo? Arrogância temperada de ignorância diante do ridículo ao qual se exporá? Simplesmente, leitores de todos os sexos, este filósofo aqui a vos escrever não está nem um pouco se importando com as valorações que esta obra ou todas as suas obras saídas de sua Filosofia Inominável vierem a receber dos que seguem cegamente escolas, filosofias e pensadores de todos os ramos do Pensamento Humano. Este filósofo segue a si mesmo e à sua Filosofia Inominável, respeitando, contudo, todas as filosofias anteriores e contemporâneas a serem conhecidas pela sua curiosidade intelectiva. A liberdade deve tomar conta das consciências que definem-se como livres da todo arcaísmo e de palavras que antigas podem cair no esquecimento se não forem renovadas pelo construir de novos momentos. Sei bem que esta obra será desprezada no meio acadêmico, para o qual o termo Misticismo Racional deve parecer uma invencionice de um louco que se diz filósofo. Não é possível escapar das quedas elevantes que temos por nossas idéias e movimentos intelectivos quando são autênticas, firmadas em nossas mais livres naturezas atentas a por si mesmas efetuarem o trabalho das interpretações intelectivas. Cair sobre nossas idéias, nossas próprias idéias, leitores de todos os sexos, que nos elevem intelectivamente, é tarefa que engrandece, tarefa que pode ser mesmo que nenhum resultado imediato a nós proporcione. Aqui agora não vai nenhuma afirmação mística de alguma "visão espiritual" deste filósofo, leitores de todos os sexos, mas todas as obras desta Filosofia Inominável serão entregues ao julgamento do Deus Tempo, Este que sempre diz ao Gênero Humano o que no campo do Pensamento Humano é falso, verdadeiro ou nenhuma das duas coisas, sendo simplesmente um nada absorto em infinitos nadas.

Este filósofo pauta-se inominavelmente no nada. O NADA inclui momentos que são frutíferos. O NADA exclui momentos que são fúteis. O NADA exerce medidas contrários aos sofismas que tanto são no mundo contemporâneo construidos. O NADA é a essência de todo pensamento liberto das amarras acadêmicas insensíveis ao evoluir dos indivíduos como seres intelectivos que podem sempre seguir intelectivamente a si mesmos e sempre estarem gerando novas palavras. O NADA pauta-se na harmônica flauta de sons que movem montanhas que poucos podem alcançar, mesmo escalando com afinco cada centímetro delas. O NADA busca um nada, um nada que se transfere das coisas que nada falam às coisas que algo podem dizer. O NADA é o princípio do algo dizer, pois não se pretende ter como soberanamente senhor das Verdades Universais, das Realidades e das Outras Verdades tão preenchidas de errâncias quanto os protetores de suas continuidades. O NADA é uma obra inominável. O NADA é a Obra desta Filosofia Inominável. O NADA é este filósofo inominável.


POR QUE SER ALGO, LEITORES DE TODOS OS SEXOS?


ALGO QUE TUDO SAIBA?


ALGO QUE SE DIGA SENHOR DE ALGO?


ALGO QUE PERCORRA ALGO QUE NÃO SE DINAMIZA?


ALGO QUE SEJA ALGO QUE NÃO EVOLUA NO CONTATO COM OUTRO ALGO?


ALGO QUE PERMANEÇA NA FIXIDEZ DE UMA IDÉIA SEMPRE DETERMINADA?


ALGO QUE NADA ESTABELEÇA CONTATO COM NOVOS POSICIONAMENTOS?


ALGO QUE SE DIGA ETERNO ATO SACRO DE VERDADE ETERNA SACRA?


O erro das filosofias que tudo querem ser é este: SER ALGO. O erro dos filósofos que atentam contra as certezas trazidas e traduzidas por uma humildade latente é este: SER ALGO. Nas propriedades inomináveis desta Filosofia Inominável, o DIZER ALGO é mais importante do que SER ALGO. Este filósofo apenas dirá algo, algo a estimular reflexões, algo a inspirar espíritos que se destinem a serem verdadeiramente espíritos. Ser verdadeiramente um espírito, uma consciência cumpridora da sua efetividade como consistência dotada de plena ciência da sua legalidade de Ser e Existir Como Ser, é ser um mutável estado de reflexões. Esta obra não se fixará em apenas uma visão. As imagens aqui expostas não se definirão na singularidade de uma unicidade interpretativa e, sim, na mutabilidade das idéias que se seguirão coerentes com os fatores estabelecidos do apenas DIZER ALGO e não postular a tudo como VERDADE ACIMA DE TODO ALGO. Caberá aqui uma tarefa de incondicionamento da materialidade que sempre procura ver no nu artístico feminino, como já dito acima, uma peça de um tipo de atividade inserida na medíocre apenas satisfação de desejos sexuais relacionados com a exibição da IMAGEM. A IMAGEM satisfaz, sim, sexualmente, a alguns espíritos; porém, há espíritos que não se satisfazem apenas em se inteirarem do significado da IMAGEM conforme este ponto de vista ou sabor comportamental íntimo daquele que a contempla. As mais simples e despercebidas pequenas coisas intocadas pelo olhar estético e que se inserem no contexto da IMAGEM representam elementos que unidos ao Todo desta se expandem em correntezas de um rio de possibilidades interpretativas. Neste rio adentra um Olhar Metafísico, Olhar que pode fazer descer das Esferas Ocultas contidas na IMAGEM as significações dos significados desta que aqui se procurar-se-á.

Somente amparado no NADA relacionado ao observar estético místico racional que não se pauta em absolutismos e sim em mutabilidades que exijam sempre novas interpretações, será possível o desenvolver de cada página desta obra. Procura-se-á também no mesmo rio metafísico de visões místicas racionais a eficiência do Belo que condiz a cada IMAGEM e do Sublime que a toda IMAGEM, mesmo simples e unicamente vista como Bela, ocultamente pode existir e metafisicamente pode ser encontrado. Pelo caminhar do Misticismo Racional pode-se até chegar a estados intelectivos-interpretativos próximos da loucura, do sofisma e da insensatez intelectual. Mas, a loucura mais verdadeira não é se deixar travar diante de um novo horizonte que se abre no horizonte interior que aberto já nasce para percorrer diariamente todo novo horizonte?

Necessárias nesta introdução foram as explicações acima, leitores de todos os sexos, para que esta obra não seja acusada de inautenticidade e o seu autor acusado de enganador por querer avançar de maneira inominável, misticamente racional, metafisicamente mística, em um assunto que, admite este filósofo, é materialista demais. Desnudar-se diante de todos vós, leitores de todos os sexos, é ser autêntico no NADA que é O DIZER ALGO. Este filósofo inominável não é algo, ele quer apenas inominavelmente DIZER ALGO. Sem o temor de futuros ataques e deboches que futuramente virão, este filósofo inominável apenas importa-se em inominavelmente apenas DIZER ALGO. Despreocupado com a elaboração de um novo sistema filósofico para unir-se aos sistemas que imutavelmente arcaicos são tornados pelos academicistas, este filósofo quer apenas inominavelmente DIZER ALGO.

DIZER ALGO DESNUDADO, leitores de todos os sexos.

Desnudado no NADA está este filósofo, leitores de todos os sexos.

DESNUDA-SE este filósofo, leitores de todos os sexos.

Desnudem-se no NADA, leitores de todos os sexos.

DESNUDEM-SE, leitores de todos os sexos.

Reflitam no NADA, leitores de todos os sexos.

REFLITAM, leitores de todos os sexos.

A partir de agora, é O NADA que deve prevalecer.

NADA de ver apenas corpos femininos.

NADA de sentir apenas corpos femininos.

NADA de desejar apenas corpos femininos.

VEJAM vossa nudez para revestirem-se das próprias interpretações vossas acerca desta Filosofia Inominável.

SINTAM vossa nudez para sentirem-se nas próprias interpretações vossas acerca desta Filosofia Inominável.

DESEJEM vossa nudez para desejarem-se nas próprias interpretações vossas acerca desta Filosofia Inominável.

MUTÁVEIS

NADAS

NO

NADA

DESNUDEM-SE

E

REFLITAM

SOBRE

O

ALGO

QUE

AQUI

NESTA

OBRA

SERÁ

DITO



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