Estudo Sobre O Nu Artístico Feminino - Introdução






As tão conhecidas revistas Playboy, Sexy, Penthouse e afins, com as suas “modelos” desnudas em poses que se dizem supostamente “artísticas”, em trabalhos fotográficos que se dizem supostamente “artísticos”, subvertem totalmente o sentido da pureza estética que um enquadramento verdadeiro do verdadeiro nu artístico comumente sugere ao verdadeiro olhar estético. Em comparação com este quadro de Eugène Delacroix (1798-1863), a revista que mais vendeu na história das publicações citadas acima é apenas uma peça de duvidosa natureza estética. Aqui não haverá, no entanto, comparações que visem a criar atritos ou polêmicas com os setores que publicam ou alimentam a continuidade de tais tipos de revistas. Este filósofo apenas quis chamar a atenção de todos vós, leitores de todos os sexos possíveis, para a sinuosa beleza da postura, charmosa em profundidade, da modelo representada por Delacroix em Female Nude Reclining on a Divam. Qualquer indivíduo que convencionalmente venha a ser levado, por qualquer motivo, a fazer tal tipo de comparação, verá por si mesmo qual é o autêntico trabalho artístico dentre aqueles que propôs-se a comparar.

No entanto, aos olhares particulares, todo tipo de nu sempre poderá possuir algo de artisticamente viável. O olhar estético do Outro vai sempre varia e o Eu simetricamente adapta-se ao que suas expressões identificam no olhar uma produção na qual o nu esteja inserido. Uma foto que a alguns possa parecer grotesca em vista de um elemento no posicionamento do corpo da modelo, a sugerir algo que antipatiza-se com o observador, determina o que pode ser considerado expressivamente como Não-Arte. A mesma foto, a um observador mais capacitado ao observar de nuances interpretativos do que a imagem lhe diz, encontrará no caminhar em direção ao valorar da produção examinada a consideração da mesma como Arte. Não é possível a um férreo defensor desta fazer com que aqueles que consideram todo tipo de nu artístico como parte da Arte; o observatório íntimo presente no sujeito pensante que é o Outro, aquele que não podemos tocar n'alma, no mais íntimo de suas perspectivas, visões e expectativas, mantém aos que fora estão de seu universo observador uma distância que vai além do infinito. A beleza plástica do quadro acima de Delacroix a muitos inspira sentimentos de exaltação aos dons artísticos do artista, que na imagem ali representada dimensionou a plasticidade de um momento de relaxamento da modelo, a qual por todos os poros de sua pele exibe a constância de estar em um estado verdadeiramente suave tanto externa como internamente. O mesmo quadro, a outros, a outro Outro fora do Outro dos que inspiram-se com a imagem, parecerá simples, insignificante, desprovido de sentidos estéticos e valores que sintetizem sua riqueza expressiva.

Podemos, leitores de todos os sexos, a partir destes dois tipos de observadores, traçar uma diferença que será essencial para que compreendamos juntos o objetivo deste livro de uma maneira mais aprofundada. Abaixo não virá uma comparação entre o esteta avançado formado por padrões mundiais de conhecimentos estéticos que verdadeiramente sabe o que é a Verdadeira Arte ou o esteta livre dos padrões mundiais de conhecimentos estéticos que facilitem-no a desdobrar-se no entendimento do que seja ou não Verdadeira Arte. Montemos um esquema de análise que propicie a verificação do que pode ser correto ou errôneo na observação de qualquer tipo de nu artístico, não apenas o do feminino.


Link:

Delacroix's Page - Olga Gallery





0 Loucas Pedras Lançadas:

Blogger Template by Clairvo