Os Solitários Caminhos Dos Fazedores De Si Mesmos


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Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais.
Arcaicos livros, arcaicos homens, arcaicas religiões, O Arcaico, sempre nos dirá que devemos obedecer aos ditames da lei que rege o seguir dos exemplos todos dos homens e das mulheres que nos antecederam na Terra. Dizem também que sem um Deus ou uma religião nada somos, que precisamos venerar o que não vemos, que necessitamos de uma centralização em algo que nos faça um bem maior, uma salvação. Muitos, assim guiados, seguiram as religiões que a milhões assassinaram. Muitos, assim guiados, seguiram líderes que a milhões assassinaram. Muitos, assim guiados, seguiram desde a cruz de um Salvador que falhou até a suástica que pervertida fora por um Destruidor que quase vencedor foi. Ainda hoje, há aqueles que seguem O Arcaico, a chama das coisas mofadas, a cama dos lençóis repletos de suores que os milênios tornaram passos que são seguidos como universais incontestáveis verdades. Covardes do mundo são muitos, eles estão ao nosso lado em todos os lugares, ajoelhando-se para o tal do Deus Único, para vários outros Deuses, para Satan, para os Órixas, para Demônios, para Exus, para Santos, para Anjos, para Arcanjos, para Presidentes da República, para líderes de uma maneira geral, para os acadêmicos de uma maneira geral, para todos os seres arcaicos e suas ideologias e ideais atrofiantes do Ser que povoam densamente a Terra... Os ateus, coitados, vítimas de dúvidas e nunca de encontros para Verdades que possam permitir-lhes sobreviver cientes do que são...
E o que todos nós somos, leitores virtuais?
E o que todos nós não somos, leitores virtuais?
Vós sois todos covardes, leitores virtuais?
Vós sois todos seguidores de crenças que a nada solucionam, leitores virtuais?
Vós sois todos bois e vacas seguindo o som do berrante dos que se sentem maiores apenas porque possuem algum cargo elevado nos governos do mundo ou vários diplomas de Pós-Doutorado, leitores virtuais?
Vós sois cães e cadelas que cheiram os pés dos que se erguem em palanques, altares e fundam religiões que a nada promovem de útil paraa Humanidade, leitores virtuais?
Vós sois isso, leitores virtuais?
Covardes, leitores virtuais?
Mui covardes, leitores virtuais?
Querem fazer o mesmo que vossos antepassados fizeram, leitores virtuais?
Querem ser o mesmo que vossos vizinhos são, leitores virtuais?
Querem ver o mesmo que vossos pais viram, leitores virtuais?
Querem ganhar o mesmo que as pessoas que conhecem possuem, leitores virtuais?
Querem ser eternos rastejantes, leitores virtuais?
Querem ser eternos ouvintes dos padres, leitores virtuais?
Querem ser eternos ouvintes dos pastores protestantes, leitores virtuais?
Querem ser eternos ouvintes dos rabinos, leitores virtuais?
Querem ser eternos ouvintes dos que comandam terreiros de Umbanda, Candomblé, Quimbanda e outras bandas, leitores virtuais?
Querem ser eternos ouvintes dos brâmanes, leitores virtuais?
Querem ser eternos ouvintes dos aiatolás, leitores virtuais?
Querem ser eternas ovelhas, leitores virtuais?
Querem ser eternas baratas, leitores virtuais?
Querem ser eternas lesmas, leitores virtuais?
Querem ser eternos vermes, leitores virtuais?
Vermes que apenas nascem, leitores virtuais?
Vermes que apenas se desenvolvem, leitores virtuais?
Vermes que apenas se apaixonam, leitores virtuais?
Vermes que apenas amam, leitores virtuais?
Vermes que apenas se casam, leitores virtuais?
Vermes que apenas fodem para procriar, leitores virtuais?
Vermes que apenas fodem por prazer, leitores virtuais?
Vermes que apenas envelhecem, leitores virtuais?
Vermes que apenas desencarnam ao fim de uma existência covarde que apenas repetiu o que as gerações anteriores realizaram, leitores virtuais?
Assim desejam ser, leitores virtuais?
Débeis covardes, leitores virtuais?
Retardados incapazes de agirem nas construções de vossas sendas pessoais, leitores virtuais?
Covardes sempre, leitores virtuais?
Covardes e obedientes sempre ao que dizem que vós deveis seguir, leitores virtuais?
Covardes insanamente sempre, leitores virtuais?
Sinto bastante que para muitos que lêem a este post seja assim, realmente sinto. Na verdade, nem estaria postando este texto aqui neste blog, pois confesso que já me cansei de tanta mediocridade em meu redor, de tanta covardia em meu redor, de tanta acomodação em meu redor. Estou desempregado, luto por um emprego, uma mãe doente... Mesmo assim, não me canso de lutar, não abaixo a minha cabeça e começo, então, a meditar sobre tudo que o nosso mundo permite que nos conduza cegamente. Não estou aqui neste blog e nem na Internet inteira para contar historinhas tristes, mas esta é a realidade do Inominável Ser, que não é um covarde, já há muito deu-se a conhecer no mundo virtual em carne e osso. O que me motiva a escrever aqui é de ser um espelho no qual possam refletir-se os que como eu fazem a sua história, abandonando as tolices das humanas inglórias arcaicas coisas que a Humanidade moldou como necessárias em um tipo de cartilha de boas maneiras. Alguns de vós a lerdes este post deve ser assim, assim como um guerreiro incessante por si mesmo, um guerreiro que pouco a pouco começa a imperar sobre todas as coisas que rodeiam-no. Um guerreiro desafiador das mentiras religiosas, sejam estas as mentiras que falam do Deus Único, de Entidades que devamos servir, de “destinos escritos que devemos aceitar”; tolices assim e muitas outras tolices de homens e mulheres que são apenas ossos andantes permeiam o mundo e contra ela os fazedores de si mesmos, como eu, como muitos de vós, erguem todos os infinitos escudos e todas as infinitas espadas poderosamente inderrubáveis e invulneráveis. Patriarcas, matriarcas, os senhores das palavras afirmadas como sagradas: nenhum deles nos interessa, a nós, nós que somos os fazedores de nós mesmos nas alvoradas que ditam as posses de nossos passos nas formas de nossas verdadeiras caminhadas guiadas plenamente pelas nossas próprias essências e consciências. O velho judeu barbudo, o Exu, a Pombagira, o preto-velho, o padre pedófilo, o pastor protestante devasso ou qualquer falho regente ou até correto regente de alguma coisa que possa valer como aconselhamento deve ser em nós assassinado, esquecido e, até em muitos casos, assimilado, pois assimilando-se os erros e acertos dos viciados no Arcaico, podemos aprender a não seguirmos seus exaustos passos.
E tudo inicia-se em nosso Espírito. Somos um Deus. Somos uma Deusa. Somos um Anjo. Somos um Arcanjo. Somos Satan. Somos um Demônio. Somos um Órixa. Somos um Exu. Somos uma Pombagira. Somos Entidades que podem se tornar mais elevadas se as nossas Vontades derrubam as falsas antigas crenças possibiltando a construção de nossas próprias sendas. Nós, os fazedores de nós mesmos, sacrificamos nossas antigas crenças e nos reconstruímos crendo apenas em nós mesmos e externando o que a Humanidade externou em milênios apenas para nós mesmos. Nós, os fazedores de nós mesmos, temos a fruta que Eva corrompida colheu aos pés da Lilith Desperta em nossas almas e Sabemos que podemos ser como todos que as religiões dizem que devamos nos ajoelhar. Nós, os fazedores de nós mesmos, não nos ajoelhamos, não oramos, não nos fazemos de fracas ovelhas e suportamos as nossas cruzes sugando nosso próprio sangue que nela vai sendo vertido. Nós, os fazedores de nós mesmos, nos rebelamos contra a inércia, a má vontade, as fraquezas, os apelos aos que sabem menos do que nós, e procuramos saber mais do que todos já ousaram saber como nós ousamos saber. Nós, os fazedores de nós mesmos, corrompemos nosso Ser e ousamos nos afirmar como os únicos altos senhores elevados de nós mesmos, pondo os nossos Selfs às estaturas máximas as mais vastas, sem temores, sem as necessidades infantis de apelarmos para algo mais além que possa nos auxiliar. Nós, os fazedores de nós mesmos, atingimos a corrente das marés das vitalidades que percorrem as sendas dos que nos antecederam como fazedores de si mesmos, Eles nos obrigam a esquecê-Los e nos encorajam a construirmos nossos mundos pessoais com a força de raios que caem e ascendem para erguer impérios nos quais possamos governar. Nós, os fazedores de nós mesmos, somos O Raio Que Cai, O Raio Da Verdadeira Vida, O Raio Do Verdadeiro Ser, O Raio Do Verdadeiro Eu, O Raio Do Verdadeiro Aprender, O Raio Da Verdadeira Vontade, O Raio Da Verdadeira Verdade De Existirmos Caminhantes Para As Construtividades De Nossas Próprias Verdades!
Nós, os fazedores de nós mesmos, leitores virtuais!
Nós, os fazedores de nós mesmos, sei que há alguns que são como eu e estão a ler este post!
Tu, tu que fazes a ti mesmo, leitor virtual, leitora virtual!
Tu, fazedor, fazedora, de si mesmo, de si mesma!
A Coragem nos enobrece!

A Coragem nos rege!
A Coragem nos conduz!
A Coragem nos seduz!
A Coragem pede-nos em casamento!
A Coragem procria em nós!
A Coragem nos dá filhos que criamos em nós!
Filhos que somos de nós mesmos!
Pais que somos de nós mesmos!
Mãe que somos de nós mesmos!
Irmãos que somos de nós mesmos!
Uma geração que somos de nós mesmos!
Nós, os fazedores de nós mesmos!
Nós, solitários fazedores de nós mesmos!
Nós, solitários fazedores das nossa estrada!
Nós, os solitários fazedores da nossa montanha!
Nós, os solitários fazedores dos nossos montes!
Nós, os solitários fazedores dos nossos campos!
Nós, os solitários!
Solitários sábios ocultos!
Solitários senhores e senhoras de saberes ocultos!
Solitários que avançam!
Solitários que não cansam!
Solitários que não caem!
Solitários que imperam!
Imperam em si mesmos!
Imperam por si mesmos!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperam!
Imperamos Nesta Sagrada Eterna Solidão Que Nos Gera Como Os Seres De Nós Mesmos A Cada Passo Por Nós Dado!
Solitariamente, resolverei a todos os meus problemas. Não os citei acima para gerar piedade, solidariedade ou compatibilidade convosco, vós que sois os covardes que a este post leram. Garanto a cada um de vós, covardes, que jamais suportariam a metade do que suporto, pois há muito mais além daquilo, muito mais que nunca citarei, mas que está presente em tudo o que escrevo, basta ter olhos de ler o não-lido e ouvidos de ouvir o não-ouvido. Garanto a cada um de vós, covardes, que jamais sobreviveriam em meu lugar como eu sobrevivo, insisto, guerreio e caminho, sempre solitário e, calmamente, começando a tomar o meu Império, tendo em mim mesmo A Rainha, A Imperatriz E A Princesa que eu sempre busquei. A Coragem lhes falta, covardes acomodadas ovelhinhas do mundo, e Ela é algo que eu e nenhum dos demais fazedores de si mesmos possam dar-lhes.
Saudações Inomináveis a todos vós, leitores virtuais.

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