O Que Verdadeiramente Significa O Ato Do Escrever?


Inomináveis Saudações a todos.


Após a decepção com o tal do Talent Seekers, dou um tempo para refletir, para assumir a carga terrena da reflexão mais potencialmente certeira sobre o Ato Do Escrever, esta senda de fenômenos que acometem à maioria dos internautas que se dão, com toda a sua alma ou não, em blogs e fóruns. Poderia falar do ato de pintar e do ato de fotografar e do ato de desenhar, pois todos estes, como a Poesia, a Literatura e a Filosofia, são diversas maneiras de Ser da Arte; no entanto, como ainda não sei pintar, não empunho uma câmera fotográfica há muito tempo e ainda tenho que desenvolver minha vocação para o desenho, vou me ater apenas à escrita poética, literária e filosófica, pois das demais artes acima mencionadas, sou apenas um teórico autodidata caminhando mais pela estrada esotérica-interpretativa-simbolista do que pela acadêmica-interpretativa-objetivista.


A principal causa de minha participação naquele concurso fajuto, obra de um canalha que apenas quer se firmar às custas dos poetas, escritores e artistas que lá estão inscritos, foi a de que, em meu pensamento, o meu trabalho poderia ser mais conhecido e, até, não serei hipócrita, reconhecido. Trabalho com afinco total e extremo em todos os meus blogs, no fórum que Administro, por Amor, o mais puro Amor, dedicando-me a questionar, a erguer, a fomentar e a disseminar minhas crenças e as crenças de homens e mulheres que, na História Da Humanidade, também deram-se de corpo e alma ao seu trabalho de deixar um legado de valor para a posteridade. Julgo estar a criar e recriar continuamente algo de valor, sim, algo sincero, nascido da mais sincera opção em transbordar toda a minha alma para os meus escritos e trabalhos, sejam estes em meus blogs ou no fórum que Administro, pois a intenção não pode ser mascarada, intenção que não é a do lucro e nem a da busca por premiações baratas. Não buscava a simples premiação quando me inscrevi naquele concurso, o primeiro no qual me inscrevi; buscava apenas transmitir, a uma rede maior de poetas, escritores e filósofos, como eu, a obra que se transfere d'alma minha para o mundo virtual. Ao deslizar minhas mãos pelo teclado, a consciência de estar a transmitir algo que valha a pena transmitir torna-se claramente aceitável ao meu interno olhar. Ao empunhar a pena e deslizar a minha mão direita por sobre o papel em branco que sempre preenchido está na mente minha, a mesma sinceridade objetiva, a mesma sinceridade subjetiva, a mesma autenticidade, sem a pretensão de querer moldar um avanço ou querer reerguer um retrocesso na escrita, apenas me deixando transbordar na crença do acreditar no valor daquilo que escrevo sem parar, sentindo fluir a energia magnânima que vem de lá onde todo poeta, escritor e filósofo sabe muito bem, de lá onde se encontram e se perdem e se transformam e se despedem e se formam e se conectam todos os verbos, adjetivos, substantivos, advérbios e provérbios que suas mãos fazem no papel ou no teclado do computador transbordar. Claro que eu penso em publicar em livros impressos o que está presente em meus blogs e nos diversos cadernos que tenho aqui em meu ambiente doméstico de trabalho; seria eu um dos muitos hipócritas deste nosso mundo se dissesse que não tenho a intenção de publicar livros, de vender meus livros a fim de, ao mesmo tempo que conseguir uma renda para melhorar a minha situação financeira, estaria a divulgar o que eu creio ser de valor para mim, para o mundo e para aqueles que conseguem verdadeiramente captar o sentido do que escrevo. Acima do capital, está exatamente a transmissão de um pensamento que se transforma e se desenvolve amplamente à medida que eu me empenho fervorosamente em adquirir mais conhecimentos, em escrever mais amplamente, em fecundar ainda mais a minha capacidade de escrita em várias direções, em vários horizontes, em caminhos que podem ser, para muitos, horrendos, e, para outros, familiares. O sentido da escrita, para mim, o da minha escrita, é esse, o de, mesmo não sendo muito comentado em meus blogs, mesmo não sendo muito compreendido em meus blogs, mesmo não sendo nada compreendido, na verdade, em quase tudo que escrevo, continuar a escrever, a guerrear, a me fazer compreendido, a me fazer real, a me fazer pulsante, para os que me lêem com regularidade ou, simplesmente, passam uma vez apenas pelos meus blogs.


O instrumento perfeito de comunicação que a Internet se torna cada vez mais permite a transmissão de tudo o que verdadeiramente somos, sem a mecha insegura das sociais máscaras que, muitas vezes, portamos, mesmo sem querer que nenhuma delas esteja em nossos rostos. A pena, a antiga pena, esta instrumentaliza a perfeição da escrita em nossas mãos nascidas desde sempre para a efetiva dimensão do poder escrever com o sentido de se guiar rumo ao cumprimento de um ideal ou de uma missão ou de uma perene canção herdada de perenes cantores das letras do e no tempo antigo. O instrumento internético e a pena vibram na mesma sintonia e sinfonia para com a instrumentação interna do interno vulcão que nos inspira no Ato Do Escrever, o vulcão que sinto em mim qual uma serpente a envenenar-me com a pulsação cada vez maior do crescer da minha intelectualidade, o vulcão que tu, poeta, escritor ou filósofo, sente ao tocar no teclado do vosso computador ou ao escrever na folha de papel. Assim é para mim, o Inominável Ser, Giovani Coelho de Souza, 32 anos, residente em São João de Meriti, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro; mas...


mas...


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E para ti, poeta?


E para ti, escritor?


E para ti, filósofo?


Poeta, como tu identificas em ti o Ato Do Escrever?


Escritor, como tu identificas em ti o Ato Do Escrever?


Filósofo, como tu identificas em ti o Ato Do Escrever?


Poeta, tu dás e sentes o teu valor aos teus poemas?


Escritor, tu dás e sentes o teu valor aos teus livros?


Filósofo, tu dás e sentes o teu valor aos teus pensamentos?


Poeta, o que tu objetivas e subjetivamente exerces?


Escritor, o que tu objetivas e subjetivamente exerces?


Filósofo, o que tu objetivas e subjetivamente exerces?


Poeta, tu já fostes ou és sincero quanto ao que pretendes com vossos poemas?


Escritor, tu já fostes ou és sincero quanto ao que pretendes com vossos livros?


Filósofo, tu já fostes ou és sincero quanto ao que pretendes com vossos pensamentos?


Alguma hora, poetas, escritores e filósofos, temos que nos indagar... Refletir... Jogar fora o imprestável... Reciclar a nossa diretriz criativa... Insinuar novas diretrizes criativas... Arremeter a novos pensamentos... Arriscar novos sentidos... Navegar por mares que não nos deixem afogar perto das praias do instável e do ridículo... O próximo poema: sempre o primeiro poema! O próximo livro: sempre o primeiro livro! O próximo pensamento: sempre o primeiro pensamento! Agora mesmo, estou a reciclar o que acima escrevi, a transformar tudo em mim... Fazes isto, poeta? Fazes isto, escritor? Fazes isto, filósofo? Vós tendes a coragem guerreira mais necessária para desapegar-se e evoluir cada vez mais dando diariamente novos e mais altos sentidos ao Ato Do Escrever em ti e fora de ti?


Saudações Inomináveis a todos.


Links:

História Da Escrita


Artigos Acadêmicos Sobre A Escrita



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