O Oculto Verdadeiro Sentido Do Sexo Historicamente Comprovado - Parte VIII


Os jovens do início dos anos 60 revelavam bastante maturidade ao demonstrarem um pequeno interesse pelas drogas pesadas e se voltaram com entusiasmo dos pioneiros para a "erva" (ou "fumo"), a cannabis indica, que alguns afirmam nem ser tóxica nem viciante, e possui um "alto" de uma espécie completamente diferente. Enquanto as drogas pesadas são tóxicas ou narcóticas, ou ambas as coisas, a maconha era considerada a droga que ampliava a consciência sexual e sensual, sendo também um estímulo para a imaginação - era um ampliador da mente em vez de inibidor. Daí a atração imediata que exerceu sobre os estudantes e os artistas de uma maneira geral. Sua atração maior, porém, decorria de suas qualidades afrodisíacas, além da capacidade de criar um estado de meditação. Quando consumido socialmente em grupos, o fumo tornou-se o símbolo da camaradagem entre os membros da "revolução da juventude", sobretudo por se tratar de algo ilegal. Os consumidores atuais da maconha são, naturalmente, os últimos a conhecerem as alegrias da droga asiática que como haxixe, bhang, kif e uma porção de outros nomes locais é consumida desde a Antiguidade na Pérsia, no Oriente Médio e nos países do Norte da África. A moda do fumo, contudo, foi apenas o prelúdio de uma reviravolta ainda maior - a onda psicodélica.



A onda psicodélica manifestou-se como uma chama de densidades fortíssimas nos anos 60 e seus efeitos são sentidos até hoje nos níveis sociais, culturais e sexuais da civilização. Às páginas 131/132 de seu livro, Gordon nos situa em uma resumo histórico do que hoje leva a maconha a ser cultuada entre os mais jovens e os mais velhos, já que o fenômeno dos adeptos de dita erva atualmente é crescente e não tende a diminuir. Mas, esta série de textos não cairá no danoso caminho da condenação do uso das drogas e nem nos efeitos meramente físicos da mesma; o enfoque está centralizado a partir do que adiante, na página 133, Gordon diz:



Havelock Ellis e outros psicólogos eminentes mencionaram estes alucinógenos e, em 1953, Aldous Huxley, o conhecido romancista e filósofo, levou a experiência mais longe ainda. Huxley, "com sua maturidade juvenil" nada diminuída aos 59 anos de idade, desejou experimentar pessoalmente estas plantas e teve a oportunidade de fazê-lo na Califórnia. Engoliu quatro décimos de 1 grama de mescalina com meio copo de água, sentou-se e esperou. O resultado da experiência foi narrado ao mundo no livro As Portas Da Percepção. No momento, vamos nos limitar apenas a uma observação sobre a passagem final relativa à transcendência: "... o homem que volta pela Porta na Parede não é nunca mais o mesmo que a atravessou. Será mais inteligente mas menos seguro, mais feliz mas menos satisfeito consigo mesmo, mais humilde ao reconhecer sua ignorância mas melhor equipado para compreender a relação das palavras com as coisas, a relação entre o raciocínio sistemático e o Mistério inatingível que ele procura, sempre em vão, compreender".



Muito se sabe que o livro de Huxley foi o responsável pelo início da corrida da juventude dos anos 60 em busca dos alucinógenos e do poder que estes poderiam lhes conferir. A Transcendência... As Vias Da Transcendência... As Metas Da Transcendência... As Formas Da Transcendências... Alcançável A Transcendência através de alucinógenos, substâncias que apenas alteram os estados das consciências e fazem aflorar os instintos e modos de ser inconscientes? Como ter a certeza de ser genuína uma experiência transcendental motivada por um alucinógeno, uma droga, como a maconha, a mescalina, o LSD, o ecstasy ou qualquer outra que exista ou venha a ser inventada? Anteriormente, vimos que o sexo pode ser um meio de alcançar-se A Transcendência de um modo Real; mas, e as drogas, como elas entram nesse esquema a partir da sua utilização da parte dos Adeptos? Foi Timothy Leary quem acrescentou o sexo à fórmula da Busca Transcendental através das drogas, diferenciando de Huxley, que não incluiu o elemento sexual em suas experiências (cujos efeitos eram voltados mais para o Misticismo), como nos diz Gordon à página 135 do seu supracitado livro:



Não é de estranhar que o sexo não fosse mencionado na iniciação de Huxley: talvez seu interesse estivesse voltado para outra parte. Com Leary, as condições foram inteiramente diferentes, bem como os resultados. Ambos os sexos estavam presentes na experiência. Quatro dos seis participantes eram casais, e os isolados eram um antropólogo de idade e uma poetisa jovem da Universidade da Califórnia. Cinco pelo menos demonstraram interesses sexuais. E o sexo afetou a experiência com o poder de uma explosão nuclear controlada - o impacto de um milionésimo de segundo que se estendeu pela tarde inteira. A tremenda libertação de energia natural manifestou-se como um crescendo de sentimento sexual que se fundiu, penetrou e se afastou, dominando por momentos todas as outras percepções sensoriais.



Mas, pelas sendas da naturalidade, sem a plena utilidade das drogas, tais percepções sensoriais não podem ser sentidas? Neste momento, rendo-me ao meu estado de contestador, ao meu natural estado de contestador, do fator objetivista da necessidade intrínseca da utilização das drogas em rituais, agora elevando o assunto a partir do que Leary efetivou, sendo, posteriormente, copiado pelas ordens ocultistas. No entanto, Aleister Crowley, antes de Leary, fizera uso das drogas em suas experiências mágicas que envolviam orgias e, dizem alguns, até bestialidade; o mago inglês tanto se envolveu com elas que foi vitimado, tornou-se um dependente químico e desencarnou aos setenta e dois anos de idade devido aos efeitos das mesmas. Curioso notar que mesmo sendo um Ser fora do comum, Crowley, um grande ocultista, um Verdadeiro Mago, tenha enveredado pelo fascínio destrutivo das drogas; e o fascínio construtivo, existe nelas? Existe nas drogas qualquer tipo de fascínio construtivo que as leve a ser providenciais no Ocultismo? Sem querer aqui julgar os Adeptos que fazem uso das drogas, suponho que as mentalidades dos mesmos creiam e realizem esse positivo das drogas, pois a Imaginação é poderosa e todo os seus caminhos e elementos visam, sob o controle de ocultistas que Saibam, a criação de Criações e a estatização de Estados, todos estes obras mágicas genuínas. Na mente de tais Adeptos, as drogas realmente funcionam como catalisadoras e transformadoras do Self, elevando as capacidades sensoriais a tais níveis que orientam-se a uma determinada Transcendência. O sexo unido a tal prática se torna uma conduta mágica que se prontifica útil ao Adepto, senhor da sua conduta para com as experiências que pratica; sendo o responsável por si mesmo em tais eventos, pode-se dizer que, realmente, A Transcendência, no Interno de ditos Adeptos que percorrem o caminho da utilização das drogas em seus rituais, realmente manifesta-se. O caminho é livre para todos que se adequam ao viver no Ocultismo, tendo a consciência, apenas, do que deve ser efetivado no utilizar das possibilidades; em tal caso, o Oculto Verdadeiro Sentido Do Sexo é uma obra individualizada e importante nas correntes de experimentos possíveis ao Adepto que se qualifica como senhor de cada uma delas.


Qual é o erro em ser-se contra tais práticas? O erro está em atuar como um tipo de moralista detentor de várias internas falhas. Este que vos escreve não é contra e nem é a favor da utilização das drogas nas manifestações de caráter ocultista, até porque cada Ser é o responsável pleno pelo seu desenvolver-se neste mundo, ruindo ou elevando as potencialidade que adormecidas em si estão. Mesmo condenadas atualmente como destrutivas, certas ordens e Adeptos utilizam as drogas com um controle determinante de suas efetivas correspondências para com os organismos físicos daqueles que as utilizam. Não há em tais ordens uma loucura desenfreada pelo utilizar das drogas como se vê fora delas, nas ruas das cidades, onde tudo é uma busca por danos existenciais vários. Há, sim, no uso controlado dela para fins mágicos, uma racional orientação elaborada para a experiência ser efetivamente correta no que se espera em seus resultados finais. O sexo entra como um elemento de explosão energética, unindo as alteradas formas psíquicas às alterações proporcionadas pela fricção do pau em uma buceta ou de um pau em um cu ou de uma boca em um pau ou de uma boca em uma buceta. A intensidade das fricções, os elementares níveis de alcance dos efeitos das drogas, a Magia a envolver os dois corpos disponíveis aos básicos e avançados estados do Sexo Iniciático a lhes proporcionar a investidura transcendental. As visões obtidas... As visões alcancáveis... As visões liberadas... As visões libertadoras... As visões do poder exercido na magia dos membros suados e exalando aromas vários... As visões pelos naturais efeitos da droga específica utilizada... As multiplicações das sensações... As amplitudes das esperadas formas objetivadas como essenciais... As multiplicações dos prazeres vários... As amplitudes dos prazeres raros... A mente... O corpo... O corpo, a mente... A mente, o corpo... O caminho... A rota... A Espera... A Chegada... O orgasmo... O Transcendente... O Transcendente... O Transcendente...


Alcançado O Transcendente?


Sem ilusões, alcançado!


Sem mentiras, alcançado!


Sem neutralizações, alcançado!


Sem danos, alcançado!


Sendo Transcendente!


Sonoramente Transcendente!


Especificamente Transcendente!


Explosivamente Transcendente!


Insistentemente Transcendente!


Frutificadamente Transcendente!


Fortalecido Transcendente!


Poderosíssimo Transcendente!


Específico Transcendente!


Exponencial Transcendente!


Crescente Transcendente!


Impulsivo Transcendente!


Pulsante Transcendente!


Pululante Transcendente!


Lance Transcendente!


Jogada Transcendente!


Infinito Transcendente!


Por que não buscar A Transcendência através das drogas?


Por que não buscar A Transcendência através das drogas ligadas ao sexo?


Por que não buscar A Transcendência através das drogas ligadas ao sexo e ao Ocultismo?


Por que não transcender-se através da maconha, do sexo e rituais?


Por que não transcender-se através da mescalina, do sexo e rituais?


Por que não transcender-se através do LSD, do sexo e rituais?


Por que não transcender-se através da cocaína, do sexo e rituais?


Por que não transcender-se através do ecstasy, do sexo e rituais?


Por que não, leitores virtuais?


Por que não, ocultistas?


Por que não, não-ocultistas?


Por que não ser livre e utilizar A Vontade para que a plenitude se alcance de qualquer maneira?


Por que não essa liberdade?


Por que não essa vontade?


Por que não?


Por que não?


Por que não?


Medo?


Repugnância?


Moralismo?


Vossos corpos são seus, façam o que quiserem com eles!


Vossos corpos, eis a Grande Palavra, VOSSOS CORPOS!


VOSSOS ESPÍRITOS!!!


VOSSAS ALMAS!!!


VOSSOS SERES!!!


VOSSAS EXISTÊNCIAS!!!


VOSSAS ESSÊNCIAS!!!


VOSSAS INSISTÊNCIAS!!!


VOSSAS RESISTÊNCIAS!!!


VOSSAS VONTADES!!!


VÓS SOIS OS MESMOS QUE FORDES SEMPRE DESDE O SEMPRE OU SOIS OUTROS POR CAUSA DO QUE RECEBESTES DA EDUCAÇÃO DANOSA DE NOSSA SOCIEDADE???



Se são os mesmos, são livres para tudo.


Sexo, drogas e rituais: escolhas simplesmente pessoais, historicamente concebidas como positivas aos que acreditam em suas conseqüências positivistas.


Transcendência e Êxtase são diferentes e é o que veremos no próximo post desta série de textos a abordar o Oculto Verdadeiro Sentido Do Sexo Historicamente Comprovado.


Links:

Aldous Huxley - Biography And Works

Psychedelic 60's: Timothy Leary





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