O Oculto Verdadeiro Sentido Do Sexo Historicamente Comprovado - Parte V


A Licantropia é um fenômeno conhecido em todas as culturas mundiais, sendo que o mito do Lobisomen foi popularizado ainda mais a partir da sua transposição para o Cinema de um modo um tanto quanto exagerado, se pensarmos agora tomando como base os conhecimentos mais lúcidos à nossa disposição acerca do tema. Homem, Mito E Magia assim apresenta uma das origens do mito licantrópico, à página 598:



As civilizações antigas fornecem ancestrais para o Lobisomen. Na Grécia, reconhecia-se a "besta no homem", durante os êxtases, nos quais usavam até máscaras de lobos. Há a história de Licaeão que, em excesso de zelo para com o deus, sacrificou uma criança e ofereceu sua carne a Zeus; a divindade o transformou num lobo, como punição. Mais tarde, surgiu a devoção a Zeus Licaeão, na qual os participantes usavam máscaras de lobos.



O Vampirismo é um outro fenômeno tão antigo quanto a Licantropia, também infantilmente popularizado pelo Cinema e o Teatro (a partir do século dezenove); mas, foi na Literatura e na Poesia que a sua aura de mistérios imortais fez-se soberanamente capaz de torná-lo mui interessante para os que buscam conhecimentos a partir das conceituações ocultas das Formas Mais Naturais De Ser. No mesmo Homem, Mito E Magia, há a exposição de uma ancestralidade para o fenômeno, à página 262:



Já em Odisséia havia espíritos consumidores de sangue. Os hebreus, árabes e romanos tinham histórias de entes sobrenaturais que bebiam sangue: mas nenhum deles parece apresentar qualquer relação com o vampiro, com as características hoje conhecidas.



Eliphas Levi Zahed, em Dogma E Ritual Da Alta Magia, isto diz acerca da Licantropia, às páginas 169/170:



Ousemos dizer, agora, que um lobisomen outra coisa não é senão o corpo sideral de um homem, de que o lobo representa os instintos selvagens e sanguinários, e que, enquanto seu fantasma passeia, assim, nos campos, dorme penosamente no seu leito e sonha que é um verdadeiro lobo.


O que faz visível o lobisomen é a sobreexcitação quase sonambúlica causada pelos que tem medo dele, ou a disposição, mais particular das pessoas simples do campo, de pôr-se em comunicação direta com a luz astral, que é o meio comum das visões e dos sonhos.



O corpo sideral é o que atualmente conhecemos com a denominação de corpo astral. Em A Ciência Dos Espíritos, o mesmo autor dá-nos uma interessante visão acerca dos Vampiros, em comparação com a mediunidade, da qual ele é um crítico contundente da utilização da mesma pelo Espiritismo, à página 123:



Admitimos nas nossas obras precedentes a possibilidade do Vampirismo e temos mesmo procurado explicá-lo. Os fenômenos que se produzem atualmente na América e na Europa pertencem certamente a essa horrível doença. Denominam-se Vampiros, impropriamente, certos monomaníacos que, como o sargento Beltrão, são impelidos fatalmente a se alimentarem da carne dos mortos; mas os Verdadeiros Vampiros são mortos que aspiram e sugam o sangue dos vivos. Os médiuns não comem, é verdade, a carne dos mortos, mas aspiram por todo o seu organismo nervoso o fósforo cadavérico ou a luz espectral. Eles não são Vampiros, mas evocam Vampiros. Também são todos débeis e doentes, fracos de espírito e de corpo e fatalmente inclinados às alucinações e à loucura. As práticas enervantes da evocação os esgotam depressa, e eles caem num enfraquecimento lento comparável ao que o doutor Tissot descreve como uma conseqüência dos hábitos solitários. O espiritismo é o onanismo das almas.



Há um ponto de contato entre a Licantropia e o Vampirismo? Marcos Torrigo, em Vampiros - Rituais De Sangue, assim menciona tal associação às páginas 42/43:



Os pontos de contato entre a fenomenologia do licantropo e do vampiro são muitos. Nos locais onde são relatados casos de licantropia, via de regra também são relatados casos de vampiros. A Pessoas mortas ou devoradas por lobos poderiam tornar-se vampiros.

Havia rituais para transformar o ser humano em lobo, pois, como já vimos, a raiz da palavra vrykolakas é vestir-se com pele de lobo, usada em cerimônia mágica. Com o tempo, as qualidades negativas do lobo se sobressaíram e ele foi associado ao mal, e o termo vrykolakas perdeu seu caráter ritualístico e mágico. O arquétipo do lobo banido para o inferno se transformou no vampiro, e a palavra vrykolakas se referia, nos casos registrados na Grécia, a um vampiro, um morto retornado.



Vrykolakas é o termo de origem eslava utilizado na Grécia para denominar o Vampiro. No trecho acima, a associação da Licantropia com o Vampirismo é clara e eu ainda vou além: nos aspectos referentes à sexualidade, a associação torna-se ainda mais profunda, pois os arquétipos evocados são de poderosas ancestralidades que alcançam referências a duas Entidades. Para os Lupinos, o Fenrir, da Mitologia Escandinava, inimigo implacável dos Deuses, é um Ser de Essência Elementar Fundamental; para os Vampiros, Lilith possui a mesma importância, é A Grande Serpente Do Deserto Que Escolher Ser O Que É Ao Invés De Submeter-Se À Escravidão Do Anti-Natural. Ambas as Entidades são partícipes da Lua em seu Aspecto Negro, relacionado às Trevas; em um sentido esotericamente agora inspirado pelas temáticas abordadas nesta parte deste artigo a explanar acerca do Oculto Verdadeiro Sentido Do Sexo, afirmo que este possui também camadas relacionadas ao retirar das Trevas Do Ser as Energias Adormecidas das encarnações animalizadas, bestiais, já que o ato em si é animalizado, no sentido estético deste termo. Cabe ao Iniciado Negro, o seguidor do Caminho Da Mão Esquerda (a partir de agora estaremos adentrando neste Caminho, voltado para a sexualidade em seus Aspectos Ocultos), ao que Sabe catalizar essas Energias e sublimá-las a fim de um objetivo específico de positivas conseqüências, o Domínio Perfeito dos seus órgãos sexuais. Um pau penetrando em uma buceta ou em um cu ou em uma boca possui o mesmo sentido da penetração do Iniciado Negro nas Trevas, pois o interior de uma buceta ou de um cu ou de uma boca é um terreno que envolve desconhecidas formas de prazer e de exercício do pênis ou dos dedos das mãos ou da língua, conforme as preferências sexuais do Adepto.


Através da abertura da buceta novos Seres são transpostos para a Matéria, assim como o suor e o mijo, essências que o corpo dispensa, são desprendidos; através da abertura do cu as fezes, essências que o corpo também dispensa, saem, e é possível a introdução de diversos elementos que podem proporcionar prazer; através da abertura da boca, o sopro, a saliva, a ingestão de alimentos, o expelir de alimentos através do vômito; no pênis, o mijo, o suor, o esperma, a ação viril ativa ou passiva, dando e recebendo; nos dedos das mãos, possibilidades de introduções e autointroduções nos orifícios que constituem as zonas erógenas do corpo humano; na língua, possibilidades também... Tenham em mente que todas essas ações do corpo humano geram Energia e tal Energia dispensada pode e deve ser assimilada, transformada, compreendida e operada pelos que Podem em si mesmos Senti-La ou pelos que Podem absorver de outros tal Energia. Ser Lupino é ser um predador de tal Energia, devorando e assimilando para a Sobrevivência De Si Mesmo; Ser Vampiro é ser um predador de tal Energia, sugando e assimilando para a Sobrevivência De Si Mesmo; isto encontra-se acima de qualquer ética, acima de qualquer lei humana, pois não são referentes à Matéria, mas ao Espírito que cria as suas próprias leis e arquiteta a sua própria ética. Há que se Saber utilizar tudo o que for possível referente ao Corpo, pois as razões do mesmo ser Sagrado residem no que os olhos comuns, os olhos materiais, não Vêem ocorrer Nele. O Corpo, assim mesmo em maiúsculo, Sagrado e Consagrado, consciente e inconscientemente, torna-se, nos atos sexuais, Templo Maior De Energias que são Energias Naturais e não proibidas ou "pecaminosas", como na visão tola cristã. Por que ter vergonha disto? Por que fugir disto? Por que cegar-se a isto? Por que não praticar isto? Por que não estudar isto? Isto que é a Licantropia Real? Isto que é o Vampirismo Real? Isto que é do NATURAL? Isto que faz parte do Humano Viver Real? Isto que é Caçar Para Sobreviver Em Vista Do Real?



É possível também que a mutação do homem num animal caçador dotou-o de certas qualidades essenciais às suas maiores realizações. O dinamismo, o espírito de aventura, o desejo de conquista fazem parte de sua ambição em todos os domínios idealizados por sua imaginação. O anseio de alcançar o inatingível, "chegar até a estrela mais distante" - seja isso uma névoa de vapor astral nos limites extremos do universo, a cura para o câncer ou para a gripe, ou ainda o conhecimento nuclear necessário à extinção de todo organismo vivo na Terra - em todos estes casos está presente o espírito inquieto e insatisfeito do homem, sem o qual até mesmo sua inteligência pouca coisa teria criado.


Só nos resta aceitar o pensamento mais ou menos alarmante que nossa sobrevivência depende, em última análise, da capacidade de nosso intelecto superdotado para apresentar uma fórmula simples de compreensão humana, e talvez a última oportunidade de aprendermos a amar o nosso próximo como a nós mesmos - contanto, naturalmente, que o lobo no homem não ponha seus dentes de fora.



Discordo da última parte do livro de Gordon citada acima, às páginas 69/70. E se, naturalmente, O Lobo e O Intelecto dentro de nossos Eus se fundissem para a nossa Sobrevivência No Real? E se, naturalmente, O Vampiro e O Intelecto dentro de nossos Eus se fundissem para a nossa Sobrevivência No Real? E se, naturalmente, O Lobo, O Vampiro e O Intelecto se fundissem formando um Novo Eu, mais Alto, mais Objetivo, mais Realizador, do que os Eus atuais que governam o mundo e o estão tornando cada vez mais um caralho fodido decadente, violento, absurdamente medíocre, metodicamente ridículo, personalisticamente arcaico? A Espiritualização Do Sexo no Caminho Da Mão Esquerda visa a essa Unificação, mesmo que os nomes dados aos Elementos Ocultos se diferenciem de Iniciado para Iniciado e de Ordem para Ordem. Devorar um corpo, ser devorado; sugar um corpo, ser sugado; ser O Agente, ser O Doador; esse Caminho é o dos Fortes e não o dos Fracos, dos Filhos Corrompidos Do Verbo Anti-Natural, que apenas castra e molda robôs que se multiplicam através do ato sexual sem terem a noção das Reais Maravilhas Do Ato Sexual. Nossos dentes e nossas garras merecem estar à nossa disposição se temos a CONSCIÊNCIA CORRETA DE SABERMOS UTILIZÁ-LA; se não for assim, nos tornamos apenas cópias de Erzebèt Báthory, de Vlad Tepes, de Jeffrey Dahmer, do Chico Picadinho e do Maníaco Do Parque, Vampiros E Lobos Bestiais que cavaram suas covas nos abismos de suas próprias loucuras existenciais, pois não Souberam Ser Naturais, isto é, não contiveram a sua sede de sangue e a transformaram em Algo Mais que apenas pode ser alcançado pelos que fazem a Besta Adormecer. Por isso, O Lobo, O Vampiro e O Intelecto, devem ser unificados para os que Despertam as suas Faces Lupina e Vampírica, ao mesmo tempo ou em separado; e possuem, também, um intelecto privilegiado e sofisticado através de diversificadas leituras e estudos. Acima de todo esse Equilíbrio, o Espírito ciente de Sua Verdade Existencial, presente como o organizador da conduta sexual, seja esta qual for. E, aliado a tudo isso, O Controle De Si Mesmo, O Silêncio Como Arma De Sobrevivência, A Voz Interna Manifestada Através De Atos Pequenos De Grandezas Inenarráveis. Assim, O Oculto Revela-Se.


Saibam Uivar, humanas e humanos.


Saibam Ser Imortais, humanas e humanos.


O Sexo É Uma Caçada, humanas e humanos.


O Sexo Imortaliza, humanas e humanos.


Saibam Compreender O Sexo, humanas e humanos.


Saibam Compreender Isto, humanas e humanos: CONHEÇAM EM SI MESMOS O LOBO E O VAMPIRO RESIDENTES EM VOSSOS INTERIORES!


E tenham, igualmente, a capacidade intelectiva e silenciosa de moldarem-nos eficazes em vossos Exteriores. Uma inspiração inicial para tal capacitação deixo aqui através de Le Vampire, de Charles Baudelaire:



Toi qui, comme if es entrée un coup de couteau,
Dans mon coeur plaint;

Toi qui, forte comme un troupeau
De démons, vins, folle et parée,


De mon esprit humilié
Faire ton lit et ton domaine;
— Infâme à qui je suis lié
Comme le forçat à la chaîne,


Comme au jeu le joueur têtu,
Comme à la bouteille l'ivrogne,
Comme aux vermines la charogne
— Maudite, maudite sois-tu!


J'ai prié le glaive rapide
De conquérir ma liberté,
Et j'ai dit au poison perfide
De secourir ma lâcheté.


Hélas! le poison et le glaive
M'ont pris en dédain et m'ont dit:
«Tu n'es pas digne qu'on t'enlève
À ton esclavage maudit,


Imbécile! — de son empire
Si nos efforts te délivraient,
Tes baisers ressusciteraient
Le cadavre de ton vampire!»



Tu que, como uma punhalada,
Entrastes em meu coração triste;
Tu que, forte como manada
De demônios, louca surgiste,


Para no espírito humilhado
Encontrar o leito e ascendente;
_ Infame a que eu estou atado
Tal como o forçado à corrente,


Como ao baralho o jogador,
Como à garrafa o borrachão,
Como aos vermes a podridão,
_Maldita sejas, como for!


Implorei ao punhal veloz
Que me concedesse a alforria,
Disse após ao veneno atroz
Que me amparasse a covardia.


Ah! pobre! o veneno e o punhal
Disseram-me de ar zombeteiro:
"Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro.


Ah! imbecil- de teu retiro
Se te livrássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro".



Na sexta parte desta série de textos a falar do Oculto na Sexualidade Humana, abordaremos um assunto conectado ao Vampirismo: Incubos e Súcubos.



Links:

Michelle Belanger

Amazon.com - The Psychic Vampire Codex: A Manual Of Magick And Energy Work

Lobisomens - Santuário Do Feiticeiro

Tudo Sobre Lobisomens - Morte Súbita Inc.








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