O Oculto Verdadeiro Sentido Do Sexo Historicamente Comprovado - Parte IV


Em Líderes Religiosos, Ruth Guimarães assim nos informa acerca do Krishna Histórico, à página 25:



O personagem histórico de Krishna foi chefe de camponeses, depois condutor de uma horda de guerreiros. Transformaram-no sucessivamente em herói, em moralista, em semideus, e, por fim, em Deus Supremo, no século VI da nossa era. Seu verdadeiro nome era Caneya. Foi chamado Krishna, O Negro, por causa da cor do seu rosto. Estátuas e imagens ainda o representam assim.


Dizia-se que ele possuía todas as virtudes e todos os vícios da Humanidade.



Sobre o Krishna Lendário, o mais famoso Avatar De Vishnu, os escritos sagrados hindus são bem adequados a descrevê-lo como um dos Grandes Seres que aqui neste mundo caminharam. A leitura principal, a mais recomendável da parte deste que pôde receber diversos ensinamentos a partir da mesma, é a do Bhagavad Gita, um manancial estupendo e formidável de ensinamentos ocultistas e místicos. No Gita, ele é descrito como A Suprema Personalidade De Deus, ou seja, uma das Três Faces Do Um, Este que não é o Egrégora que a Humanidade atual concebe como "Deus Único". Para os brâmanes, A Unidade Manifesta-Se através de uma Trindade (Algo imitado de maneira medíocre pelo Catolicismo e a sua visão infantil da Unidade Revelada A Partir De Suas Três Manifestações) constituída por Brahma, O Criador, Gerador De Todas As Coisas E Todos Os Seres; Vishnu, O Conservador, Mantenedor Da Geração E Da Continuidade E Da Perpetuação De Todas As Coisas E Todos Os Seres; e Shiva, O Destruidor, O Destruidor Das Antigas Formas Para A Construção De Novas Formas. Antes de Crermos na Origem Divina de Krishna, devemos meditar acerca de lendas e mitos, perguntando-nos sempre se adiante dos mesmos possa haver pontes de veracidade e por detrás de seus simbolismos marés de intensas Verdades; se assim não for, corremos o risco de apenas sermos crentes cegos e tolos como os cristãos e os evangélicos, assim como alguns pagãos, satanistas, luciferianos, ateus e quaisquer seguidor comum de alguma religião ou algum pensamento que não verifica a veracidade e a tribo das Verdades que se encontram dispersas nas diretrizes essencialistas dos volumes de livros, tratados e palavras avulsas recebidas, reproduzidas, introduzidas, assimiladas, interpretadas.


O dever de tal caminhada pertence a cada um; já fiz, faço e refaço a minha diariamente; portanto, calculemos que agora, o mais importante, então, é continuarmos a nos conduzir através do assunto principal desta série de textos publicadas neste blog. Podemos notar uma conotação mística-sexual neste relato de Gordon acerca das reações que Krishna provocava nas mulheres em sua adolescência:



Segundo as descrições líricas dos poetas sânscritos, o adolescente desperta a paixão de todas as moças que trabalham no campo e que são casadas com os pastores. Os preceitos morais e os votos do casamento não são bastantes para impedi-las de pensar no adolescente, e muito menos de conversar sobre ele. Suas confissões giram sempre em torno do mesmo tema e todas se desesperam de amor quando ouvem o adolescente tocar sozinho sua flauta no meio da floresta. "Ah, que flauta feliz, ser tocada por Krishna! Não é de admirar que após sorver o néctar dos seus lábios a flauta tremule com as nuvens". Elas vêem na flauta uma rival, e uma delas exclama: "Oh! Por que Krishna não nos transformou em flautas, para que pudéssemos ficar em sua companhia durante o dia e a noite!"



Denominadas Gopis tais mulheres, que vinham a ser as filhas e as mulheres dos pastores da região por onde Krishna caminhava, elas se tornaram fascinadas por ele, a tal ponto de comparação, atualmente, com as adolescentes que veneram as celebridades do sexo masculino com fervor e volúpia (em todos os sentidos). Celebridade daquele momento histórico da Índia, naquela determinada região ao pé do Monte Meru, Krishna o era não pela sua própria vontade, mas pelo Poder Oculto de sua Interna Imagem, Imagem esta provida de Energias das mais Elevadas. Ao seu modo simples de ser e de tratar dos Seres, ele correspondia a tal Amor despertado nas Gopis, como este trecho de Os Grandes Iniciados, de Édouard Schuré, revela à página 81:



Krishna, vendo que elas se exaltavam com suas narrativas, ensinou-lhes a cantar com suas próprias vozes e a representar com seus próprios gestos as ações sublimes dos heróis e dos deuses. Para algumas deu vinas de cordas frementes como almas, para outras, címbalos sonoros como corações de guerreiros, ou tambores que imitam o trovão. E, escolhendo as mais belas, animava-as com seus pensamentos. Desta maneira, com os braços estendidos, andando e se movendo como em um sonho divino, as bailarinas sagradas representavam a majestade de Varuna, a cólera de Indra matando o dragão ou o desespero de Maia repudiada. E, então, os combates e a glória eterna dos deuses que Krishna contemplara em si mesmo reviviam naquelas mulheres felizes e transfiguradas.



Transfiguração, a mais exata das palavras para a configuração de uma análise do que ocorria com tais mulheres. Os mais evoluídos dos leitores deste blog, que o acompanham ou que, por um acaso, através de uma pesquisa virtual, venham a parar nele, devem Saber que o sexo possui a capacidade de Transfigurar a Essência, seja para O Alto seja para O Mais Baixo ou seja para a mera medíocre satisfação dos sentidos neste nosso mundo de farrapos que em sua maioria sabem apenas foder sem o mínimo conhecimento do que se oculta no ato do pau entrando em uma buceta, em um cu, em uma boca, em todo orifício do corpo de uma mulher ou de um homem. Essa Transfiguração não apenas se dá, como os mais evoluídos Sabem, através desses contatos físicos; Ela pode ocorrer através, também, de uma confraria de Espíritos devotados a um propósito, em um conluio mais espiritual do que físico voltado a um propósito evolutivo. O que Krishna pretendia ensinando as Gopis a dançar e a cantar era exatamente auxiliá-las em suas Evoluções como Espíritos, uma troca de Energias positivamente carregadas na qual ele utilizava as próprias condições existenciais delas para torná-las partes do Grande Movimento Natural. Apenas algumas eram as escolhidas para receber-lhes os ensinamentos mais privados, um círculo interno de discípulas que não eram apenas belas no sentido físico, mas em Espírito, dotadas da intelectualidade necessária para o recebimento de palavras que as demais não conseguiriam compreender (este fator não foi percebido por Schuré, que apenas atentou-se ao detalhe físico das Gopis escolhidas para formarem o círculo interno do que poderemos denominar como As Iniciadas De Krishna).


No Bhagavata Purana, podemos conhecer a história das moças que Krishna viu banhar-se no rio Jumna e que gera um laço com inesperadas conseqüências. Ele promete a todas que dançariam juntos no outono, enviando-as de volta para casa; em uma noite daquela estação, então, ao tocar a sua flauta em uma floresta, é surpreendido pela chegada delas (algumas eram casadas), que se surpreendem igualmente por estarem ali. Foram inconscientemente atraídas até o local onde ele se encontrava, pelo som da flauta; acalmadas pelo Belo Ser que desejavam, encaminham-se com o mesmo até o rio e os eventos seguintes são assim descritos por Gordon:



"Se vocês realmente me amam, dancem e cantem comigo", diz ele, e as moças anima-se novamente. Caminham na sua companhia até as margens do rio que se transformou magicamente num templo dourado, brilhando com jóias e pedras preciosas ao luar. Os corpos das jovens resplandecem de beleza e unem-se a Krishna numa explosão delirante de músicas e danças em que toda modéstia é posta de lado. A dança se transforma numa enorme orgia em torno de Krishna, que parece "belo como a lua entre as estrelas".


Orgulhosas do sucesso obtido, as moças se permitem tudo; seus excessos, porém, vão longe demais e Krishna desaparece de repente, deixando as moças subitamente atônitas.



Desesperadas, elas o procuram pela floresta e encontram uma moça com um espelhinho na mão, que fora usado por ela para pentear os cabelos de Krishna. Ao reclamar com este que estava cansada de andar a pé atrás dele, é convidada a subir-lhe às costas; mas, no momento em que se prepara para fazer isto, aquele desaparece, deixando-a em prantos, a forma na qual as demais encontram-na. Todas, então, partem para procurá-lo, agora com gritos acompanhando o pranto de todas, até que ele ressurge. Krishna diz-lhes que assim o fizera para testar e calcular o Amor que as mesmas sentiam por seu Ser, para que ficasse real e verdadeiramente convencido de ser amado existencial e espiritualmente por elas. Ciente de que todas tinham por ele tão Alto Amor, permite-se ser coberto pelas carícias delas e, nas palavras de Gordon:



A cena transforma-se então numa orgia estranha e sobrenatural em que Krishna emprega seu poder psíquico para dar a cada moça uma semelhança de si mesmo.



E o mesmo autor cita um trecho que descreve a cena, retirado da tradução de Os Amores De Krishna, do Bhagavata Purana, realizada por W. G. Archer:



As moças fazem uma roda e Krishna fica no meio. Cada qual pensava que ele estava ao seu lado e não o avistava perto de uma outra. Elas lhe estendiam a mão e rodopiavam em sua volta com um prazer extremo. Krishna no meio delas era semelhante a uma nuvem rodeada de luz. Cantando, dançando e trocando beijos e abraços, o tempo passou para elas em extremos de felicidade. Tiraram suas roupas, os enfeites e as jóias e os deram a Krishna. Os deuses no céu observavam esta cena e todas as deusas desejavam tomar parte nela. Os cantos subiam pelo ar da noite. Os ventos cessaram e os riachos deixaram de correr. As estrelas pareciam fascinadas e a água da vida jorrou da grande lua. Assim passou a noite - muitas outras noites - e somente quando se completaram seis meses os dançarinos terminaram sua alegria.



Prova De Amor, Ato De Amor, Potências Do Alto Amor. Um dos Princípios Ocultos mais conhecidos é o do uso consciente do Poder Da Imaginação, A Imaginação, este Mundo, Dimensão, Plano, Realidade, Fator Cósmico De Idealidades Nas Quais Todos Os Seres E Todas As Coisas Imaginadas Existem. Krishna, acessando O Mundo Da Imaginação, a Esfera Das Internas Realidades, de cada uma das Gopis, proporcionou-lhes sagrados momentos de enlaces com o seu Ser, satisfazendo-lhe as fantasias, alimentando-lhes os desejos, facultando-lhes a sublimação espiritual de todo o amoroso ardor a ele direcionado, manipulando o Espaço/Tempo em definidos determinados Atos. Diferente das magias sexuais que pregam contatos físicos, a Magia utilizada por Krishna (adotada em alguns grupos ocultistas sob diversas formas) trabalha as Forças Da Imaginação de um modo orientado ao satisfazer psicoespiritual de seus praticantes. Tendo em conta a infinitude do Poder Imaginativo Da Humanidade, reflitam sobre as possibilidades de tais obras mágicas impulsionadas pela Multiplicidade das imaginações exercendo ampliações e mais ampliações e ainda mais ampliações das sensações e das visões alcançadas e alcançáveis...


No próximo post, adentraremos no que de oculto há na sexualidade latente dos mitos do Lobisomen e dos Vampiros.


Links:

Sri Krishna - Stephen Knapp

Lord Sri Krishna - Supreme Personality Of Godhead

The Hindu Universe - Sri Krishna Janmaastami

Sivananda - Sri Krishna, O Senhor Supremo






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