O Oculto Verdadeiro Sentido Do Sexo Historicamente Comprovado - Parte I


Em todos os meus sonhos

Procuro as bases

Da Deusa Que Me Completa

E os perfumes divinos

Da Existencialidade

Ao meu Ser

Completam o circular

Das minhas Rodas


Ao alvorecer dos centros

Eu me encontro

Com minha Deusa

E juntos percorrermos

A Trilha Noturna

Da Navegações Reais


Nos braços tenho

Nuvens férvidas de paixões

Que conhecidas são apenas

Pelos Seres Que Navegam

No Mar Do Real


Nos braços de minha Deusa

Procuro o ônix maior

E a fruta maior

Na Árvore Eterna

Do Ideal


Braços

Meus braços

Os braços da Minha Deusa

Somos Animais Sagrados

Somos Seres Altos

Somos O Kosmos

As Flautas Tocam

As Trombetas Tocam

As Harpas Tocam


Braços

Meus braços

Envolvem minha Deusa

Neste instante eu adentro

Na Dimensão Acima Das Eras

Que forma o convexo contexto

De maravilhas

Entre as pernas Dela


Braços

Os meus braços

Envolvendo minha Deusa

E neste instante

Também sou para Ela

Um Deus

E o nosso sonho começa

A irromper pelos astros

E a nossa Existência expressão

A Intenção Do Alto


Beijo

Nosso beijo

Explodem Criações

Em nossos desejos

Elevamos nossos Seres

Ao Um

Que Nos Torna

Uma Centelha Viva

Das Chamas Cósmicas


Os Seres Dançam

As Balanças Acalmam

As Fúrias Inspiram

A Busca Sagrada

Deusa

Deus

Matrimônio Sagrado

Eu e Ela

Ao Um

Elevados

Elevados

Elevados

Elevados

Elevados

Elevados

Elevados

Elevados

Elevados


Inominável Ser

UM COM A SUA

DEUSA




Inomináveis Saudações a todos.


Desde que a involução da Humanidade ocorreu a partir da caçada criminosa imposta pelo Catolicismo ao Conhecimento Antigo, fazendo dos Deuses de civilizações maiores Demônios e exterminando os últimos pagãos durante sua maldita ascensão, o sexo passou a ser "pecado". "Pecado"! "Pecado"! "Pecado"! "Pecado"! "Pecado"! "Pecado"! "Pecado"! "Pecado"! "Pecado"! A repetição da maldita palavra ecoou nos ouvidos dos fiéis seguidores da Igreja Católica e até hoje as ovelhas desta instituição arcaica moribunda (ou já falecida há muito) ainda vêem o sexo, principalmente o que não é destino à reprodução, como "pecado". A estupidez humana gera agressões ao bom senso como esta e a racionalidade escapa das vias mentais dessa parcela da Humanidade seguidora de dogmas ridicularizantes e agressores da Natureza. Não se pode dizer, no entanto, que os que ainda pensam assim e se horrorizam com a pornografia na Internet ajam de acordo com suas mais íntimas provas de existencialidade, já que os seres humanos são movidos pelo desejo sexual e sem este NADA pode ser produzido. Em Ocultismo, é sabido que os mais criadores e moldadores de formas, físicas, mentais e espirituais, são os que possuem uma grande capacidade de transmutar o desejo sexual em algo prático e produtivo; e é necessário uma grande quantidade de libido para se construir algo que seja verdadeiramente produtivo. Os ocultistas não consideram o sexo como "pecado" e muito menos como um produto que possa ser meramente vendido em mercados, como ocorre com a indústria dos filmes pornográficos. Para os ocultistas o sexo é Sagrado, Sagrado no sentido de ser o provedor do Grande Encontro Do Ser Com Outro Ser, gerando A União Maior, aproximando-se, enfim, do Um, A Fonte, O Verdadeiro, que Revelado É Em Infinitas Fontes De Poder.


A História dos ritos sexuais comprova que os povos antigos criam no Poder Da Sexualidade como Sagrado. Talvez por querer que os seus fiéis fossem cegas ovelhinhas imbecilizadas a seguirem-nos, os papas e bispos da Igreja Católica tenham concordado em transbordar nas mentes dos mesmos a idéia de que a sexualidade apenas deveria ser provedora de novos futuros membros de seu rebanho, como se atassem a todos a um tipo de círculo atrativo, um laço que poucos conseguem se ver livres, destinado ao "crescei e multiplicai-vos". No Ocidente, predominou esse tipo de pensamento e o retorno do Paganismo na idade contemporânea veio a pôr nos verdadeiros eixos as idéias antigas, conservadas no Oriente em sua essência no Tantrismo, acerca do sexo. Em Homem, Mito E Magia, assim lemos acerca do Tantrismo:



Quando se diz que o Sol nasce no Oriente, não são palavras desprovidas de significado. Antes, o repositório de sabedoria e conhecimento dessa parte do mundo, dos povos milenares que lá habitam, é de uma extensão e profundidade pouco conhecida, ou, mesmo, desconhecida.


A noção e a prática do sexo, por exemplo, estão longe da experiência desenvolvida pelo Ocidente. Procurar a salvação através do sexo, para um tantra indiano, é mais, muito mais, do que o prazer momentâneo desfrutado com o sexo oposto; é, antes, pelo exercício do autocontrole e da disciplina, usufruir do que há de melhor, de transcendental, no contato total e completo com seu oposto, o outro. É privar-se para saborear em dimensões que vão além do simples ato de comer para matar a fome: é desenvolver-se de tal forma para, diante de um manjar ou de um prazer que afete qualquer dos sentidos humanos, satisfazerem todos os pontos: olfato, paladar, audição, tato e visão.


O Tantrismo, seita milenar hindu, propõe-se a ajudar o ser humano, sem qualquer distinção, a se superar, a ir além de si mesmo, ou melhor, ir, de fato, até onde suas capacidades geralmente pouco desenvolvidas, podem levá-lo; a usufruir-se inteiramente, a ter prazer com o seu oposto, sem quaisquer limites de ordem moral ou material.



Os tantras apresentam, como vemos, em si, um nível evolutivo bem acima do nível humano comum e comparados a padres e atuais defensores de uma determinada "moralidade sexual" podem ser considerados como Deuses que alcançam a perfeição, cada vez mais, sendo Um com o seu oposto, que pode ser tanto uma mulher quanto um homem, já que a Magia Sexual possibilita variações que visam ao mesmo fim de Elevação Existencial. O Egito nos dá, igualmente, um grande exemplo de como os povos antigos valorizavam o sexo, como nos diz Gordon Wellesley em Em Busca Do Sexo No Ocultismo:



(...) Império criado e mantido pelas conquistas e pela economia escrava, possuía igualmente uma imensa burocracia conhecida por sua eficiência. Os sacerdotes que faziam parte dela, espécie de elite intelectual do país, gozavam de uma importância imensa, enquanto o templo, o centro e o repositório de todos os conhecimentos, era o núcleo criador e técnico da comunidade. Essa combinação funcionava às mil maravilhas. Durante toda sua história, o sucesso material do Egito foi construído sobre um princípio fundamental: a praticabilidade. O espírito prático dos matemáticos e dos engenheiros e a eficiência sóbria dos funcionários civis. Nenhuma destas profissões fazia grandes exigências às emoções. O mesmo se pode dizer dos Deuses associados a elas. Com exceção de Ísis e Osíris, poucos podiam ser identificados às sensibilidades humanas. Se os sacerdotes desejassem, teriam criado um deus sexual, um deus fálico, ou teriam apresentado Ísis, a Mãe-Deusa, como uma Afrodite ou Astarte egípcia, com as quais foi identificada em outros países e cuja adoração era acompanhada geralmente por excitação ou êxtase sexual.


A classe sacerdotal preferiu certamente evitar estes cultos que podiam distrair o povo do trabalho diário e das aventuras militares. Os egípcios, por sinal, eram alegres, tolerantes, intensamente ativos e davam muita importância à vida familiar harmoniosa, onde a mulher era uma figura respeitada. Desconheciam a pologamia, mas a vida sexual do egípcio mediano, sem ser estimulada pela sensualidade franca dos gregos e sem ser provocada eroticamente pelas proibições assexuadas da Igreja, não era talvez muito diferente da que encontramos em muitas comunidades operárias de hoje.


O sexo, porém, fazia sua aparição nas festas de Ísis, irmã e mulher do grande Osíris, identificado com a beneficência, com o dia e com a ressurreição. Osíris foi morto por seu irmão Set, que lhe tinha ciúme. Seu corpo foi cortado em pedaços e atirado ao Nilo. Depois de uma busca desesperada, Ísis encontrou os pedaços espalhados pela terra. Ela os enterrou no mesmo lugar em que os encontrou, e cada sepultura era homenageada como sendo a do próprio Deus. Ísis, no entanto, não encontrou uma parte do corpo, o pênis, e esculpiu uma imagem dele que era utilizada nos dias festivos. (...)



O pênis, símbolo fálico poderoso nas antigas culturas que em cerimônias abordavam o sexo em moldes sacros, pode ser ocultamente interpretado como Potência Produtora De Vida. Se o útero é A Ponte De Manifestação de novas encarnações na Matéria, o pênis é O Principiador, O Canal, A Fonte de onde as germinações de novos Seres possam ser estabelecidas. Por esse motivo, o Culto Do Falo no Egito foi o maior da Antiguidade e não era destinado às orgias, sendo apenas permitida a participação das mulheres; Culto De Fertilidade puro como o de Osíris, que Gordon assim resume:



A festa de Osíris, no entanto, era mais diretamente um assunto masculino. Osíris era representado com um chicote ou uma vara comprida na mão, e seu falo estava sempre rigidamente ereto.


O touro sagrado de Ápis era considerado como uma encarnação de Osíris e, quando ele morreu, o povo julgou essencial encontrar sem demora um sucessor. A escolha do animal exigia provações rigorosas que somente os sacerdotes conheciam. Quando finalmente um touro com os atributos indicados foi encontrado, levavam-no com grande cerimônia ao templo onde permanecia durante quarenta dias para exame exclusivo das mulheres. O historiador Diodoro conta que as mulheres levantavam as roupas, mostravam as partes genitais ao animal sagrado e ofereciam-se a ele como sendo a encarnação do Deus. Também neste caso, a finalidade da cerimônia não era um prazer erótico, mas antes um culto da fertilidade.



O touro, Animal Sagrado, representa A Produtividade, a Força Produtiva a ser a encadeadora de todas as possibilidades de gerações de novas formas. No sentido restrito aos elementos que se voltavam às finalidades do rito dedicado a Osíris, as mulheres dedicavam-se a atrair a atenção do Deus, visto na forma animal, com o intuito de receberam as suas Produtivas Forças, Forças estas que se ampliavam para o povo em geral. Se a fusão de um ser humano com um animal, atualmente, é vista como "bestialidade", na era dos povos antigos, na visão do Sagrado que realmente poderia se dizer que se expandia na Terra em tais festividades, naquela época servia a propósitos os mais elevados. Sexo Sagrado, Além Da Matéria Que Cega, Além Da Fornalha Material Que À Alma Incinera: assim podemos indicar uma interpretação livre de um rito como o dedicado a Osíris, sem as marcas da pura e insana busca do simplório prazer sexual medíocre que nosso mundo contemporâneo comporta.


No próximo post, viajaremos até a Grécia Antiga, continuando nossa histórica busca do sexo em seu Oculto Verdadeiro Sentido.



Links:

The Cult Of Isis

Egyptian Mithology - Osiris Cult

Tantrismo - Sufra E Intrasexualidade - Gnosis Online

Swaramadra - Tantrismo

Boris Vallejo







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