Caminhando Sublimemente Por Sobre As Águas Da Verdadeira Consciência


Inomináveis Saudações a todos.


No percurso de nossos variados e diversificados caminhos, nos descobrimos como Seres que podem tecer suas próprias ruínas e as suas próprias tragédias. Nos descobrimos cientes disso, às vezes, quando nos descontrolamos e exercemos atitudes típicas dos mais ignorantes senhores dotados da mais infinita ignorância. Esses momentos fracos, nos quais certas fissuras em nosso espírito, aqui espírito sendo definido como a mente que se qualifica senhora de um determinado poder de se manifestar existencialmente segura de si mesma em suas capacidades e incapacidades, podem ser considerados como benéficos. Benéficos, já que diante da perda de nosso controle ou na contenção de nossos instintos, valorizamos nosso arbítrio cada vez mais, nos conhecemos cada vez mais, em águas interiores que seguramente permanecem em trânsito como que promovendo nossas chances de nelas caminharmos.


Jesus de Nazaré caminhou por sobre as águas no Mar Da Galiléia. Em uma consideração mística-ocultista, Caminhar Por Sobre As Águas É Ser O Absoluto Senhor Dos Passos Todos Dados Na Trajetória Existencial Além Dos Tempos E Em Todos Os Tempos E Fora Do Tempo. Naquele momento, no momento do caminhar sobre as águas do Mar Da Galiléia, imponente e poderoso, irresistível e confiante, Jesus demonstrou que um Ser pode domar todas as tempestades d'água que vagam pela Criação exteriormente e interiormente. Levemos o conceito que aqui abordo para a Criação Interior, a área desconhecida por muitos da Humanidade, muitos que apenas se valem da visibilidade da Criação Exterior, do que é palpável, do que é degustável, do que é palátavel em transições e movimentações em redor de si mesmos. Levemos ao conceito para a esfera na qual somos Mais Verdadeiros, onde nadamos em águas que podem ser turvas (se formos ignorantes de cada molécula delas), torturantes (se não compreendemos as naturezas delas), borbulhantes (se sabemos, pelo menos, que elas transitam em nós), claras (se formos conhecedores do mínimo delas) ou Quedantes E Ascendentes Em Nós Como Chuvas De Despertares (se nos apercebemos total e integralmente delas).


Conceito Realizado Real. Real Conectado Ao Concreto Poder Real Das Coisas. As Águas Interiores, seus potenciais, navegando nelas como Quedantes E Ascendentes, plenos em seu Existir em nossos Seres Interiores, nos realizamos inteiramente. Não ficamos mais divididos entre o que podemos fazer diante da estrutura das coisas pequenas e das desestruturas, muitas vezes abismais, das coisas mais grandiosas. Não ficamos mais impacientes com o término de nossos sonhos e com os pesadelos diários de que somos somente pequenos graõs de poeira quanticamente se desenvolvendo em direção ao Desprendimento Final Da Matéria. Não ficamos mais como fracos e aborrecidos Seres procurando o auxílio de vozes que não sejam as nossas próprias Vozes Interiores. Não ficamos mais aprisionados aos moralismos que nada nos dizem, nem condenamos mais conjuntamente com toda a sociedade humana deturpada os diferentes e os anormais, tanto aquele que assassina seus iguais ou o que se encontra humilhantemente a dormir embaixo de caixas de papelão nas ruas todas diante de nós. Não nos separamos mais dos nossos Verdadeiros Caminhos Existenciais e nem passamos, assim, a sermos seguidores inocentes e cegos de um ideal, seja este místico, ocultista, protestante, cristão ou de qualquer religião, seita ou doutrina presente neste mundo. Não ficamos Sendo e ficamos Sendo, ao mesmo tempo. Não ficamos Não-Sendo e ficamos Não-Sendo ao mesmo tempo. De repente, em meio ao Despertar Nas Águas Interiores, aos Despertares Nas Águas Interiores, pescamos todos aqueles que podemos Ser E Não-Ser, trazendo à superfície O Sentido E O Não-Sentido, emergindo do Prazer E Do Não-Prazer, submergindo no Caminhar E Não-Caminhar.


Nas Águas Interiores, nas nossas Águas Interiores, no mais profundo Delas, podemos fazer vir à superfície um Jesus que tenhamos em nós ou um Adolf Hitler insistentemente adormecido em nós. Podemos construir um mundo mais ou menos conforme nossa Quântica Razão De Algo Realizar, em prol de nós mesmos ou dos demais, ou podemos nos alienar e deixar tudo como está, até contribuindo para auxiliarmos nas destruições de todos os alicerces da civilização atual. Jesus, Hitler, presentes nas Águas Interiores ao lado de vários infinitos outros heróis e vilões, Deuses e Demônios, sagrados e profano, mas sendo todos, intensivamente e extensivamente, Um, não há separatividade pois O Mais Nobre Modo De Ser É O Mesmo Que O Mais Cruel Modo De Ser. Nas Águas Interiores, O Bem. Nas Águas Interiores, O Mal. Nas Águas Interiores, A Inércia. Nas Águas Interiores, O Movimento. O Kosmos, que é tudo isso, O Todo, manifesta-se em cada átomo, em cada molécula, de nossas Águas Interiores, é O Barqueiro que, qual Caronte, nos conduz aos Infernos que possuimos e, qual O Aguadeiro, o Ser que representado é pelo símbolo do signo de Aquário, nos conduz às Marés Do Alto. O Alto, O Baixo, em nossas Águas Interiores, sem diferenciação, sem separação, sem realtivismos, nenhum dano conduzindo-lhe a serem conflitivas em nós, consistindo em senhoras que guiam aqueles que se descobrem Caminhantes nelas.


Não há escolha interiormente, há apenas Ser A Corrente Das Águas Interiores. Quem disse que tu não podes destruir algo ou alguém? Quem disse que tu não podes construir ou auxiliar a todos que puder? Quem disse que tu não possuis O Destruir em vós? Quem disse que tu não possuis O Construir em vós? Nas Águas Interiores, O Construir. Nas Águas Interiores, O Destruir. Com inteligência, estudem-nas, estudem-se, percorrem como gotas d'águas todas as vossas capacidades construtivas, todas as vossas capacidades destrutivas. Não nos separemos de nós mesmos, pisemos em nossas Águas Interiores, Caminhemos por sobre todas elas, confiantes, seguros, imponentes, sorrindo como a menina da pintura acima de Adolphe William Bouguereau (1825-1905). A menina levemente está a iniciar a caminhar, simbolicamente, em suas Águas Interiores. Quando todos vós começareis a imitar-lhe e a caminhar em vossas Águas Interiores? Submergindo, emergindo... O que pode submergir? O que pode emergir? Saibam constituir uma relação convosco mesmos de um modo total e, assim, o que submerge e emerge será quedantemente e ascendentemente vital. Sejam Tudo. Sejam Nada. Sejam Água. Sejam Caminhantes Por Sobre As Vossas Águas Interiores.


A Verdadeira Consciência É Todo Caminhar Por Sobre As Águas Interiores.


Sublimemente Caminhem Em Vossas Águas Interiores.


Saudações Inomináveis a todos.


Publicado originalmente em:

Projeto C.O.V.A. - Pensando Na Cova


Links:

Wiiliam Adolphe Bouguereau - Wikipedia

WebMuseum - Bouguereau, Adolphe-William

MyStudios - Adolphe William Bouguereau

The Works Of William Adolphe Bouguereau







2 Loucas Pedras Lançadas:

fazendo manha disse...

ai que lindo...
aos oucos vou te lendo e conhecendo cada cantinho seu
suave seja!
bjos..no coração
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Sandrinha

Agradeço, Sandrinha, o comentário e a visita a este Mundo, retornes sempre que puder.

Este texto é bastante especial para mim, eu o desenvolvi com bastante sensibilidade e carinho, notando todas as nuances ocultas do quadro do Bouguereau. As mensagens surgem se nos atermos ao que indiretamente o quadro nos diz, bem lá no fundo de nossa interioridade...