Sobre Uma Onipotência Desconhecida


"Existe só um Deus Omnipotente

Que tudo fez, de quem procede tudo;

Regressam-lhe para elle as coisas todas

Quando não se não depravam, mas perfeitas

Foram por seu poder todas creadas.

Não há mais que uma só materia prima;

Pode variar de consistencia e fórmas,

E em differentes graus alcança vida

Nos entes que a viver são destinados.

Quanto elles mais do Eterno se aproximam,

Ou quanto mais a aproximá-lo tendem

Tanto mais se refinam, mais se apuram:

Cada um gira na esphera que lhe é propria

Te que o corpo em espirito se muda

Nos termos ás espécies designados.

Das raizes assim se desenvolvem

Os verdes ramos menos densos que ellas;

D'estes as folhas mais ligeiras nascem,

Das quaes a flor brilhante se sublima

Recendentes perfumes exhalando:

D'ella, por graus de majestosa escala,

Forma-se o fructo, nutrimento do homem.

Do assimilado fructo então se extrahe

Substancia que, por ser subtil e ativa,

De espiritos vitaes possue o nome, -

Da qual outra mais tênue se origina

Sendo animae espiritos chamada;

D'esta requinta-se outra inda mais nobre

E intellectuaes espiritos expressa, -

E de suas funções faz que resultem

Sentidos, phantasia, entendimento,

Cujo complexo constitue a vida

D'onde emana a razão, essencia da alma.

No homem terreno, no celeste archanjo,

As almas são eguaes por natureza;

Nos graus de perfeição porêm differem:

Pelo discurso emquanto o homem pesquisa,

O anjo pela intuição longe penetra.

Maravilha não é que eu não recuse

O que bom para vós achou o Eterno,

E que, qual vós o converteis na vossa,

Eu o transmute na substancia minha;

Tempo virá, sem duvida, em que os homens

Cheguem a ter a perfeição dos anjos,

E os manjares celestiais lhe convenham;

Talvez mesmo co'os terrenos comestíveis,

Seus corpos em espiritos se mudem,

E, melhorados pelo andar do tempo,

Ao ether, como nos, subam alados,

Morando ou no ether, como fôr seu gosto,

Ou nas plagas do Empyreo rutilantes, -

Se obedientes à lei vos conservades

E mantiverdes sempre inteiro e firme

O amor do immenso Deus de quem sois obra.

A dita em que viveis gosaes no emtanto:

Maior por ora não vos é possível."

]

(Raphael discursando,

Canto V de

O Paraíso Perdido)




Inomináveis Saudações a todos.

Mais uma vez o meu encanto pela obra O Paraíso Perdido, de John Milton, vem a ocupar o espaço deste humilde blog voltado para fazerem todos vós que o lêem, Irmãos Blogueiros, refletirem. Seria pedir muito que todos entendessem que a versão que utilizo do texto, como já disse, é a do século dezenove, quando o nosso idioma escrito, e falado, era mais bonito e garboso do que hoje. Este Inominável Ser aqui possui muito do antigo, mas é um apreciador do novo. John Milton encanta-me por ser um grande poeta; digo por ser já que, como creio na Realidade Espiritual, sinto-o lá no Alto, de onde todos nós caímos. De que Alto estou falando? Estou falando de uma utopia? Estou falando de um sonho? Estou falando de mais uma loucura religiosa? Estou louco?

Um pouco de tudo isso pode estar ocorrendo com este Inominável Ser aqui, mas ele já buscou, um dia, saber o que todos chamam de Deus, Este que por mais que queiramos não podemos esquecer. Nem os ateus, em sua crença de não crerem em nada além do mundo material escapam de Nele pensarem. Cada um de vós, Irmãos Blogueiros, deve ter sentido algo maior ao ler o trecho acima da obra-prima de John Milton e duvido que não tenham refletido sobre o que cada verso declara. São Verdades De Uma Fonte De Poder reveladas a um homem que com ela manteve contato e essa Fonte De Poder é a Crística. As Verdades acima não são ensinadas pelas igrejas cristãs e protestantes porque são Verdades que apenas os Iniciados podem Verdadeiramente Compreender. A Onipotência Desconhecida, que eu busquei, está ali.

Perguntar-se-ão todos vós assim, Irmãos Blogueiros: o Inominável Ser é um Iniciado? Não, sou um mero estudante, um mero buscador de Verdades e digo-lhes, Irmãos Blogueiros, que nada encontrei na busca que empreendi que pudesse a vós todos explicar. Obtive uma experiência que apenas poucos podem obter se forem propensos a se proporem a uma busca desse tipo. Não recomendo a ninguém essa busca. Não me encontrei com o Eterno. Não me encontrei com os espiritos vitaes. Não me encontrei com os animaes espiritos. Não me encontrei com os intellectuaes espiritos. Não participei da Substância Única. Não cheguei perto da perfeição dos Arcanjos. Não cheguei perto da perfeição dos Anjos. Não saboreei os manjares celestiais. Não obedeci a nenhuma Lei Celestial. Não vi o "amor do immenso Deus". Nas buscas, encontrei a mim mesmo, me perdi em mim mesmo e acima de mim apenas vi O Nada. Mas, neste Nada, eu vi Algo Inominável, A Fonte De Poder Inominável, Algo que não posso descrever, Algo que não vou descrever, Pois Nem Tudo Pode Ser Descrito, Algumas Coisas Devem Ser Apenas Sentidas.

Tive uma experiência mística? Tive, mas dentro de mim mesmo e descobri que o que se chama "Deus" é apenas uma fabricação humana e a Verdadeira Onipotência está em nosso Ser Interior Verdadeiro. Não quero levantar polêmicas e nem ser tachado como o "herege maior do Blogger", mas dentro de mim havia já essa vontade de dizer-lhes, Irmãos Blogueiros, acerca de uma experiência, a maior da minha existência, que revelou-me para muitas coisas que sequer eu imaginava. Isso não é uma crença, mas uma forma de vida. Aqui declaro, perante vós, Irmãos Blogueiros, que me descobri como Onipotente, Onipresente E Onisciente Em Mim Mesmo Mutavelmente. Que os cristãos e os evangélicos me compreendam, não quero atacar-lhes as crenças em um "Ser Supremo" que suas mentes acham ser um Pai Verdadeiro. Sempre há O Pai Verdadeiro, mas dentro de um ser humano, Irmãos Blogueiros. Reflitam sobre esta minha reflexão, Irmãos Blogueiros. Não O busquem em si mesmos, ao Pai Verdadeiro, Irmãos Blogueiros, se não tiverem a certeza concreta de que suas sanidades mentais estão em ótimo estado. Enlouquecedora é essa busca para os de mente fraca, Irmãos Blogueiros.

Sigam O Raio E Não A Trovoada, Irmãos Blogueiros!

Saudações Inomináveis a todos.

24 de agosto de 2006


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