DVAR


Inomináveis Saudações a todos.

Todos nós temos, em altas, médias ou baixas medidas, contatos com a Música desde a infância. Há quem não goste de Música, indivíduos humanos raríssimos, que talvez sofram de algum distúrbio existencial, o qual não cabe a este Inominável Ser aqui tentar descobrir, já que os médicos d'alma humana, os psiquiatras e psicólogos, estão mais aptos a saberem das origens da repulsa a essa Arte. Os amantes dela são em grande número e não sobrevivem e resistem aos ditames existenciais do ir e vir de todas as coisas sem uma excelente dose musical diária que lhes eleve a alma. Dentre os amantes da Música, há os que anseiam por encontrar um cantor, uma cantora, uma banda, com o qual se sintam integrados como um todo, identificados existencial e definitivamente. Isso assim ocorre porque em certos seres humanos a Música vem a transmitir mensagens que equivalem a vozes ouvidas em eras anteriores, em seu interior ou no exterior de um mundo onde se tenha vivido. Para certos seres humanos assim, as corretas e verdadeiras notas musicais, para si, são como diretrizes de um momento inesgotavelmente centralizador de seus Eus, metafisicamente falando, dialeticamente afirmando. Mistérios, mistérios, mistérios e mistérios encobrem a inconfundível identificação total com um cantor, uma cantora, uma banda nos Seres de tais seres humanos. Pertenço a este grupo que interage, assim, com a Música. Pertenço, e durante trinta anos as descobertas musicais e o que me foi apresentado jamais me fizeram totalmente identificado com elas. Porém, no ano passado, 2006, deparei-me com o DVAR. DVAR: integração total, enfim. DVAR: envolvimento total, enfim. DVAR: identificação total, enfim.

DVAR pode ser uma religião, estranha religião. DVAR pode ser uma doutrina, estranha doutrina. DVAR pode ser uma teoria, estranha teoria. DVAR pode ser uma Verdade, Estranha Verdade. Não se sabe quase nada sobre os seus integrantes, apenas lendas e mistérios cercam-nos, aliados a fatos curiosamente excêntricos aos olhos dos seres comuns da sociedade. À primeira audição da banda, garanto que nenhuma alma humana jamais será a mesma. Assim ocorreu comigo, Iina Tamiira, a qual ouço agora, impregnou-se em mim, atou-se a mim, adaptou-se a mim. Eu me adaptei, atei-me e impregnei-me de toda a essência musical do DVAR, essência transcendentalmente mística, misteriosa, de vozes oriundas de mundos entre as Luzes e as Trevas. Em uma entrevista, Anna-Varney, o artista de Sopor Aeternus & The Ensemble Of Shadows revela que a música do DVAR é toda inspirada e influenciada pelos Guias Das Trevas. Sim, ela é inspirada pelos Guias Das Trevas. Sim, ela é influenciada pelos Guias Das Trevas. Inominável opinião minha, opinião de um ardoroso fã, opinião de um profundo fã, opinião de um grande fã. Apenas aqueles que ouvirem as músicas do DVAR, sentindo todas as vibrações das mesmas, reunindo às notas musicais, sendo as notas musicais, sendo as melodias, interligando-se à sinistra voz a ecoar nas músicas, um sussurro, um grunhido, um grito, pode dizer qual a Fonte De Poder das quais elas se originam. Na verdade, sinto-me muitíssimo bem ouvindo-as, elas me deixam em um grandioso transe mediúnico, um transe de excelentes resultados, um transe de aprofundamentos nos mais místicos e ocultos caminhos do meu Eu. Minha banda preferida, inquestionavelmente, finalmente encontrei. É DVAR. Sempre será DVAR. Sempre foi DVAR.

Lightwave. Avantgarde. Darkwave. Inominável Estilo, como este Inominável Ser aqui define a música produzida e desenvolvida pelo DVAR. A um momento, você pode se sentir perto das Luzes. Em outro, as Trevas dançam em seu redor. Em raros momentos, você pode notar a mescla irresistível de Trevas e de Luzes. Se você possui algum desenvolvimento psicoespiritual como este Inominável Ser aqui, ao ouvir as músicas do DVAR vai sentir algo parecido ou outras coisas a mais. Uma Iniciação, eu diria. Iniciação nas letras, todas moldadas no idioma Enoquiano, todas plantadas em solos misteriosos. Iniciação em uma banda que procura o místico, o oculto, mais autenticamente do que qualquer outra. Uma banda fora dos mesquinhos e apodrecidos holofotes da mídia. Uma banda fora do circuito musical oferecido pelas mesquinhas e apodrecidas emissoras de rádio. Uma banda fora da mesquinharia apodrecida da MTV, a lixeira musical maior da Humanidade a oferecer músicas e bandas estúpidas e imbecis para mentes de ouvintes mais estúpidos e imbecis ainda. A qualidade musical do DVAR vai bem longe do que se costuma dizer das bandas que a mídia musical, em sua maioria formada por pessoas de mente atrofiada e dependente do usual que se ouve no meio midiático, não valoriza, despreza e põe no lixo. No lixo deveria estar 99% do que toca na MTV e nas rádios, coisas bizarras, bizarras coisas, como Justin Timberlake, Nelly Furtado, Linkin Park, Evanescence, 50 Cent, Paris Hilton (PELOS DEUSES, ESTA É O CÚMULO DO LIXO!!!), Jota Quest, Detonautas, Tati Quebra-Barraco, Kelly Key e os da mesma trupe pop decadente. Vai aqui um pequeno manifesto contra a baixa qualidade musical oferecida pela mídia oficial e a afirmação de que você aí a me ler pode, com toda a certeza, baixar as músicas do DVAR, confirmando o que este Inominável Ser aqui disse. A crítica é válida, como sempre, em meu Ser e não poderia deixar de manifestar-se em defesa da Verdadeira Música, mesmo que esta, em certas vertentes, seja ignorada e desprezada pela maioria humana.

Os fãs do DVAR e de tudo que seja diferente do valorizado musicalmente nas esferas da Lixeira Pop sabem do que este Inominável Ser aqui está a dizer. Defendo, como fã mesmo, sem falsidades, o valor da minha banda preferida, o DVAR. O ardor sincero, o amor sincero, são qualidades inatas deste Inominável Ser aqui. Nada contra os indivíduos humanos que cantam os lixos que lhe são ordenados; o que este Inominável Ser aqui condena é a baixa qualidade musical reinante no circuito oficial musical. Se os citados acima se sentirem ofendidos, os do Brasil, peço apenas que baixem uma música do DVAR e vejam o que é QUALIDADE MUSICAL. O delicado e atraente bom gosto, muito esquecido ultimamente, agradeceria por vós se atentarem a isso.

Saudações Inomináveis a todos.

DISCOGRAFIA:

* Raii tape (1997)(self-release)
* Taai Liira (2000)(4-track CD-R demo)(self-release)
* Piirrah (2002)(S.P.K.R/Radio Luxor)
* Roah (2003)(Irond)
* Hissen Raii (EP) 2004
* Hor Hor (2004)(Irond)
* Rakhilim (2004) (Irond)
* Taai Liira (2004)(Re-release+bonus)(Irond)
* Madegirah (LP) (2005)(Irond)
* Oramah Maalhur (2005)(Irond)
* Jraah Mraah (2007)(Gravitator)

COMPILAÇÕES

* Edge of the Night: Russian Gothic Compilation (2000)(CD RGP)
* Per:version: vol.2 (2001)(CD Ritual)
* Triton 3 (2002)(CD Triton)
* The Best of the Best (2004)(CD PLAY)
* Love, Blood & Magic (2004)(CD)
* Colours of Black (2004)(CD Shadowplay)
* Gothic Party (2004)(CD Audio Video)
* 15 pesen dla vashey devushki(15 songs for your girl) (2004)(CD PLAY)
* Legkoye Leto(Easy Summer) (2005)(CD Snegiri)
* Eclectic Music Box (2005)(CD Stereo & Video)
* Novomesto (2006)(CD Snegiri)

in: DVAR - Cova Das Sombrias Escrituras


PS: a música deste mês do Mundo, Nahaliroh, é do álbum Oramah Maalhur, a primeira.


Links:

DVAR - Unofficial Homepage

DVAR - MySpace

DVAR - Wikipedia

DVAR - Narod.ru

DVAR - Last.fm

DVAR - Russian Gothic Page

DVAR - Dark Gothic.ru


1 Loucas Pedras Lançadas:

Obrigado pelo texto: finalmente uma review de DVAR escrita em Português. Fico também contente em saber que há cada vez mais pessoas a conhecerem o fantástico mundo de DVAR.

Por fim, deixo duas dicas:
1) DVAR já tem mais um album, chamado "Zii";
2) se gostas de DVAR és capaz também de apreciar "Caprice" ( http://caprice-music.com/ ), uma banda Russa que tem não só influências de DVAR (que chegaram a fazer uma cover de uma das suas músicas), como contam no seu último album com uma música feita em conjunto com os DVAR.

Espero que as dicas sejam úteis...