Apollonia Saintclair E Seu Reinado De Reveladoras Sensações - Parte I



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

Não se sabe quem é Apollonia Saintclair. Não se sabe o que é Apollonia Saintclair. Não é conhecido o rosto de Apollonia Saintclair. Não há uma nota biográfica na Internet acerca de Apollonia Saintclair. O que se sabe, conhece e pode ser anotada como uma biografia artisticamente considerável, no entanto, é o seu estupendo trabalho como autora de ilustrações eróticas que caminham entre o Sublime, o Grotesco, o Transcendente e o Tremendamente Humano. Ela é um desses grandes artistas cujas obras importam mais do que sua estampa física. Por outro lado, examinando através da Erotologia que possamos ter em nós como forma de estudo de composições imagéticas como a dela, podemos alcançar-lhe a alma. Alma? Falar assim é simples, muito simplório, muito limitador. Como toda Verdadeira Artista, Saintclair nunca se revela por completo e nem pode ser interpretada em seu todo complexo de criatividade, talento e versatilidade.

Entre as diversas mulheres que desenvolvem seus trabalhos no campo do Erotismo, como Giovanna Casotto, Olivia de Berardinis, Frida Castelli, Petite Bohème e tantas outras (que serão tratadas neste blog), ela é um importantíssimo destaque. Adquiriu fama na Internet através de seu impecável portfólio, que apresenta caracteres obscuros em diversas imaginações transpostas para o plano gráfico e caracteres oníricos em quantidade e qualidade noutros trabalhos. Pode-se notar uma sensibilidade extrema que se adequa a cada erotizante composição moldando o idílio de trajetos eróticos peculiares. Tão direta quanto Maurizio Barraco, Jan Kowalewicz e Paolo Eleuteri Serpieri, mas com o atrativo de ser uma feminina mente transbordando em profusão nas caracterizações, Saintclair já pode ser considerada uma Mestra deste estilo de Arte. Contudo, compará-la com outros artistas também é muito simples, simplório e limitador…

Então, o que faremos? Devemos afastar as referências a outros artistas que transitam pela nossa mente? Abortar toda e qualquer capacidade de comparação para possibilidade de uma nova possível interpretação de seu trabalho dentro do que se conhece como Erotismo? Outro erro: não podemos, também, limitá-la apenas ao campo do Erotismo, já que sua obra se transporta muitas vezes para o campo da Pornografia. Percebem que toda referência e atenta tentativa de se desvencilhar de pré-conceitos no atento exame de uma arte é capaz até mesmo de tornar a experiência da pura admiração um artifício elementar contra a correta compreensão da mesma? Deixo, então, a cada um, com ou sem referências passadas e atuais, a tarefa de interpretativa e a composição de uma pessoal opinião sobre o trabalho de Saintclair. Até porque o meu próprio papel como autor de um blog é repassar ao público leitor, seguidor ou visitante do mesmo, uma perspectiva do meu próprio propósito interpretativo de uma arte a partir do que a mesma me diz. Dialoguem por si mesmos com Apollonia Saintclair, com o mundo desta fantástica senhora geradora de fantásticas imagens que deleitam, seduzem e conquistam com uma extraordinária facilidade. Estou sendo simples porque apreciar a Verdadeira Arte é muito simples. E o que é simplório e limitador é proibir e caçar uma Verdade Artística como a de Saintclair apenas porque a mesma não segue “os-padrões-morais-da-sociedade-patriarcal-religiosa-e-tradicional” que nunca aceitará a Liberdade De Expressão E Pensamento.

Assim como Saintclair tem milhares de admiradores, ela também tem milhares de detratores. Algo normal neste mundo atual de hipocrisias aliado ao fato dela ser uma mulher a desenvolver eroticamente uma proposta de natureza artística favorável a um âmbito que não deixa nada a dever aos artistas eróticos do sexo masculino acima citados e muitos outros. Mulheres que desenvolvem qualquer arte com conteúdo erótico, pornográfico ou mesclando ambas em uma conjunção simbiótica, como Saintclair faz, são as mais discriminadas. Tenho amigas no Facebook muito perseguidas e acusadas de diversas coisas por alguns indivíduos que se dizem homens apenas porque se expressam eroticamente. Imaginemos, então, o que ocorre com a artista aqui eternizada neste blog e com as também acima citadas artistas de cunho artisticamente erótico… A contemporaneidade não deveria suportar tanto atraso e estupidez, ignorância e imbecilidade, da parte de algumas pessoas, tanto homens quanto mulheres, que se voltam e revoltam ou acusam e atacam ou assediam e maltratam mulheres que fazem este tipo de arte. A época é transformadora, porém, muita gente ainda parece querer ter a mente fechada de 1918 ao invés de abrir a mesma neste ano de 2018 e nos vindouros.

Este trabalho aqui neste post é uma abertura para futuras postagens de mulheres que fazem o mesmo que Saintclair faz. Selecionei as obras a seguir para vossas meditações e apreciações íntimas, a partir das que mais me tocaram. Agigantem-se como seres que sabem interpretar com liberdade consciencial trabalhos deste porte e natureza sempre sempre seguindo este meu tradicional conselho:

APRECIEM SEM MODERAÇÃO!!!













































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The Staff Of Hope - Brent Hanson




Um cajado duro
Empunho quando
Caminho pelo
Vale dos meus ais.
Um cajado sereno
Empunho quando
Caminho pelo
Vale do meu aprender.
Verter lágrimas
Como Florbela
Ou verter conhecimentos
Como Kant?
Chorar por duras
Misérias emocionais
Ou
Chorar por suaves
Emoções do Saber?
Empunho dois cajados
E na esquina
Do cemitério terrestre
Do Homem De Veste Negra
Que se chama Iago
Quebro-os.
Das partículas sobrantes deles
Faço outro cajado:
O Cajado Inominável.

quinta-feira
15 de setembro de 2005




A Valsa - José de Alencar






          I



ESTRUGE a orquestra, ressoa

A valsa alegre e brilhante.

Abre roda o bando; voa

O turbilhão deslumbrante.



Pelo braço do amante que a estremece,

Linda virgem se embala docemente:

São noivos. Flui do casto amor primeiro

No sorriso a delícia rubescente.



Mas ela pára. Chega um cavalheiro

E a arrebata na valsa que a fascina;

Delira o pé gentil; erguida a fímbria

Da perna ostenta a carnação divina.



Foge do moço a cor ao rosto, e a vida

Como se a alma do corpo se partira.

Não crê, duvida ainda, alonga os olhos;

Antes morrera, ou nunca mais a vira.



II



O ritornello festivo

Na sala a música solta;

E o par no abraço lascivo

Gira, passa, foge e volta.



Sente fel no sorriso contraído

O moço que de amor sorria há pouco:

Amargo escárnio verte o lábio trémulo;

A turba ouviu, pensando ouvir um louco.



"Nobre dama da Itália a formosura

No esplendor da nudez despia à vista,

Vivo modelo de brilhante quadro

Que enlevada sonhara alma de artista."



"Mas génio era o pintor; a tela frágil

Página eterna de sublime história;

O pudor se imolava a tanto orgulho,

Mas vivia a beleza unida à glória."



"Hoje se entrega em douda valsa a dama

Ao cavalheiro, e deste àquele passa.

Tateia mão profana o lindo talhe

Como se amolda um corpo em gesso ou massa."



"Nem a mão é do génio, nem ó toque

Acende o estro que o poeta inspira, 

Só desflora a beleza a branca luva

Do saltarello que na sala gira."



"Prejuízos! Tem sede uma alma exausta

De fortes emoções. Deliba a virgem

De ignoto gozo em êxtase a primícia.

Que a preme o noivo, cisma na vertigem.. .



"O folguedo inocente a festa anima;

Frui a vida a travessa juventude;

Estátua mesmo nua é dama ilustre,

Quando a beleza veste-lhe a virtude."



III



Desgrenha-se a valsa agora

Radiante de harmonia.

"— Mais uma volta, senhora," —

À donzela o par dizia.



" — Mais uma volta! Repetiu o amante.

A fadiga o prazer brincando arrostra;

Mais sedutora a valsa é no abandono

Do cansaço que os frouxos membros prostra."



"Vede! As cores acendem; arfa o seio;

No lábio freme o hábito ofegante;

Mole a fronte reclina; os olhos languem;

Nerva o desejo o corpo palpitante."



"Nunca viste render-se a castidade

Soluçando num beijo o amor estreme?

Não; não viste! O mistério puro e santo

Foge Q raio da luz;, de ver-se teme."



"Pois o baile o desvenda. Ei-lo sem pejo

Da turba aos olhos ávidos s'ofrece.

Ceva-se a vista ardente nos contornos

Do talhe qu'em requebros transparece."



“Cobrem rendas e seda as formas tépidas?

Velam sombras também o níveo leito;

O que aos olhos se oculta sente o tato

Dos corpos que conchega o enlace estreito."



"Valsai, valsai, bacantes! No delírio

Ao corso do prazer siga o tripúdio.

O mundo é vário, aplaude a mais formosa,

Nem receia a loureira um vão repúdio."



"Finda a valsa. O elegante cavalheiro   -       '

Leva a dama ao marido, à mãe a filha;

Esposa e virgem, ambas profanadas

Desbota a face em que a volúpia brilha."





IV



Da valsa o eco expirante

Geme ainda pela sala;

A virgem busca o amante;

Não o vê; ouve-lhe a fala.



"Eras luz; ficaste em treva;

Inda botão, já murchaste;

Seca flor que o vento leva,

No pó, no lodo, roscaste.



"Amei; era amor profundo;

Não foi por ti que o senti.

Anjo meu, fugiste ao mundo!. ..

Mulher.. . eu nunca te vi."



V



Da história o fim referem que foi este:

Casa a moça com rico pretendente;

Tem de homem a figura, a alma no bolso

Carece de mulher que represente.



Dizem que são felizes; acredito. 

Joga ele o voltarete; a mulher dança;

De primeira valsista ganhou fama,

Estrompa sete pares e não cansa.



A dez apaixonados corresponde;

Lembrança do passado não lhe pesa,

Mas, vaidade ou costume, inda provoca

O seu antigo amante que a despreza.



1860





Dahyan Zelinsky



Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais!

Dahyan Zelinsky é uma das mais famosas musas paraguaias da atualidade. Eleita Miss Tanga 2016 e musa da Seleção Paraguaia de Futebol, angaria fervorosos seguidores apaixonados por sua beleza e carisma. Em suas contas no Twitter, Facebook e Instagram transborda sua sensualidade para o mundo inteiro sentir. Fiz uma seleção de fotos dela para esta postagem e, como sempre digo, recomendo que às mesmas…

APRECIEM SEM MODERAÇÃO!!!