El Baile De La Noche


Allison Parker

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão dançante...

El baile
de la noche:
a buceta dela 
fica tão bêbada...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão alegre...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão doce...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão aniversariante...

 El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão saltitante...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão chamejante...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão chamativa...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão atrevida...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão abusada...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão nervosa...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão carinhosa...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão caridosa...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão meiga...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão inchada...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão vermelha...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão úmida...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão gozada...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão mijada...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão menstruada...

El baile
de la noche:
a buceta dela
fica tão bem

na minha boca
nas minhas mãos
e na minha pica...

Inominável Ser
EN UN
GRANDE BAILE
POR TODAS
LAS NOCHES




Imagem & Gozo & Perversões Ltda - Canto XIV


Brittanya Razavi

Experimento um abuso
de toda minha sanidade
em um sublime momento...

Aqueço um absurdo
fazendo do que está além
um puro remendo...

Promovo uma observação
de cada portezinha
do teu bucetão...

Bucetão calmo, bucetão
sereno, bucetão cativante,
bucetão chamejante...

Bucetão convidativo, bucetão
apetitoso, bucetão caloroso,
bucetão carinhoso...

Bucetão tudo de bão,
bucetão delícia,
bucetão maravilha!

Bucetão para casar,
bucetão para reinar,
bucetão para ensinar!

Abre o bucetão todo,
quero ver a profundidade
da belezura que arde

entre as tuas firmes
pernas que quero cruzadas
em minhas costas

quando eu estiver dentro
de ti com força na
mais tórrida foda!

Mexe o bucetão, balança
o bucetão, dança com o
bucetão, sorri com o

bucetão, gargalha com o
bucetão, grita com o
bucetão, teu bucetão,

TEU BUCETÃO TEU BUCETÃO
TEU BUCETÃO TEU BUCETÃO
TEU BUCETÃO TEU BUCETÃO!!!

Tu aí tem um bucetão
tão gostosão,
mocinha de pernas abertas?

Creio que não,
mocinha,
a Natureza não te concedeu

um BUCETÃO!

Tu aí se esbalda com
um bucetão como este,
mocinho de pau duro?

Creio que não,
mocinho,
você ainda não encontrou

um BUCETÃO de verdade!

Quando se tem um BUCETÃO,
todas as outras bucetas são
plebéias!

Quando se encontra um BUCETÃO,
todas as outras bucetas são
esquecidas!

BUCETÕES HERDARÃO
TODA A
TERRA!!!

GLÓRIA 
AOS
BUCETÕES!!!

GLÓRIA
AOS
BUCETÕES!!!

GLÓRIA
AOS
BUCETÕES!!!

Inominável Ser
QUE ESTÁ
NA BUSCA
POR UM
BUCETÃO




Ciranda Poética Projeto C.O.V.A. - Musas Góticas



Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!

Calíope (Musa da Eloquência, Épica e Ciência), Clio (Musa da História), Erato (Musa da Música e da Lírica Erótica), Euterpe (Musa da Música e da Lírica Popular), Melpómene (Musa do Canto Coral), Polímnia (Musa do Canto Sagrado e da Mímica), Talía (Musa da Alegria), Terpsícore (Musa da Dança) e Urania (Musa da Astrologia): as Nove Musas da Mitologia Grega, filhas de Zeus e Mnemósine. Da Civilização Grega para o mundo, tais Egregoras representam todas as Forças que levaram ao Progresso Humano no campo das Ciências Humanas, Exatas e Tecnológicas. Na Poesia, a ideia da Musa Inspiradora é parte do inconsciente coletivo da plêiade de poetas que desde Homero velam pelo versificar.

A Subcultura Gótica surgiu como movimento em si mesmo nos anos 80 com um conjunto característico de fatores que envolviam Moda, Arte, Literatura, Poesia, Música e Cinema. Toda uma estrutura de elementos se configuraram a partir dos últimos anos do século vinte e hoje são a própria História do Movimento em si. As Gothic Girls são elementos de interesse no conjunto de tais fatores, o Feminino esteticamente moldado pela estética obscuridade. De Siouxie Sioux a Mahafsoun, de Candia Ridley a Sygin, o mito da Musa Gótica se construiu e hoje é inspiração para poetisas e poetas de todo o mundo. Sedução, Sensualidade, Erotismo e Fetichismo acompanham o imaginário da feminilidade que se expressa nesta Subcultura.

Esta Ciranda Poética Musas Góticas é uma homenagem tanto a elas quanto à História do Gótico, ainda tão discriminado pela "Sociedade Tradicional", em suas áreas artísticas. Um Tributo às Musas de tal Subcultura é este Evento do Projeto C.O.V.A.  que nasceu por sugestão do poeta Mariano Goes.

Eu, Giovani Coelho de Souza, aka Inominável Ser, Administrador e Criador do Projeto C.O.V.A. e Lilith Poetisa, Moderadora do Grupo no Facebook, daremos as boas-vindas a todas as poetisas e a todos os poetas interessados em participarem deste Evento, que ocorre desde a meia-noite de quarta-feira, 19 de setembro de 2018, e irá até a meia-noite do dia 28 deste mesmo mês. Sintam-se plenamente livres e escrevam com toda a força de vossas almas!

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!

Giovani Coelho De Souza
O INOMINÁVEL SER
O COVEIRO
ADMINISTRADOR

IMAGEM: Mahafsoun



Imagem de divulgação por Oanna Selten




À noitinha...


À noitinha,
bem à noitinha,
eles se encontram
no beco.

À noitinha,
bem à noitinha,
rola um encontro
frondoso roludo gostoso.

À noitinha,
bem à noitinha,
beijos de um macho
em outro macho.

À noitinha,
bem à noitinha,
João enfia tudo
no cu do Juanito.

À noitinha,
bem à noitinha,
machos fodem em um
gemido fodido.

À noitinha,
bem à noitinha,
o cu de um macho
arrombado com carinho.

Inominável Ser
SOMENTE
OBSERVANDO
BEM
À NOITINHA




Imagem & Gozo & Perversões Ltda - Canto XIII


Valentina Jewels

Sacrifiquemos nossos corpos 
diante dos altares
da Imagem!

Sacrifiquemos nossa depravação 
diante dos arautos
do Gozo!

Sangremos como porcos
nos cortando diante 
das forças

das Perversões 
que pulam dentro 
de nossas almas!

Para que serve o controle?
É apenas inibidor do Fogo
em nossos cus!

Para que serve a decência?
É apenas abortador da Febre
em nossos lábios!

Para que serve o puritanismo?
É apenas o ocultador da Maravilha
em tua buceta!

Para que serve o moralismo?
É apenas o estrangulador do Monstro
na minha pica!

Para que serve a civilidade?
É apenas esgotador da Fonte
em tuas tetas!

Sigamos nossa selvageria,
nossa bruta aliada mais
deliciosa!

Estanquemos de nós mesmos
toda mancha das tradições 
assassinas de toda carne

que tem medo
do Verbo
Foder!

Eu fodo!
Tu fode!
Ele fode!

Nós fodemos!
Vós fodeis!
Eles fodem!

TODOS FODEM!!!
TODOS FODEM!!!
TODOS FODEM!!!

TODOS FODEM!!!
TODOS FODEM!!!
TODOS FODEM!!!

TODOS FODEM!!!
TODOS FODEM!!!
TODOS FODEM!!!

Hã,
você aí não fode,
sua estúpida ressentida?

Hã,
você aí não fode,
seu estúpido corno?

Vá foder,
estúpida,
nem que seja

com um cabo de vassoura
bem no fundo do cu
ou da buceta!

Vá foder,
estúpido,
bem que seja

com uma boneca inflável 
ou um vibrador 
dentro do cu!

FODER:
a premissa desta era
contra o tédio!

FODER:
a ordem dos dias
contra o correto!

FODER:
a ordem eterna
contra o marasmo!

FODER!!!
FODER!!!
FODER!!!

FODER!!!
FODER!!!
FODER!!!

FODER!!!
FODER!!!
FODER!!!

OU SE FODER!!!
OU SE FODER!!!
OU SE FODER!!!

Inominável Ser
PRECISANDO
FODER




Então...


Poet - Bryan Larsen



Então,
me diga o que é essa tal felicidade:
estúpido gozo para estúpidos gozados,
medíocre ilusão para medíocres iludidos
ou mentirosa zoeira de mentirosos zoados?

Então,
me diga o que é esse tal de amor:
coisa ultrapassada do Passado,
coisa morta no Presente
ou coisa ressuscitável no Futuro?

Então,
me diga o que é essa tal de paz:
garantia de fuga da vida,
tranquilidade em direção ao túmulo
ou impossibilidade quântica plausível?

Não sei quanto a você,
minha amiguinhas,
meus amiguinhos,
mas esse papinho
de buscar felicidade
é uma babaquice
do caralho;
de buscar o amor
é uma perda de tempo
do caralho;
de buscar a paz
é uma quimera rasgada
do caralho.

Não pensar
em felizes passagens;
não buscar
efemeridades amorosas;
não crer na tolice
da paz
neste atual mundo
em guerra:
eis a receita do bolo
da sobrevivência
na contemporânea selva
do vosso amiguinho
inominável aqui.

Porém,
se quiser seguir
sua própria receita,
tudo bem.

Afinal de contas,
a sua idiotice
não pode ser
muito maior
do que a minha...

Afinando contas,
a sua mediocridade
não pode ser
muito mais avançada
do que a minha...

Ajustando contas,
a sua estupidez
não pode ser
muito mais sofisticada
do que a minha...

Arrematando contas,
a sua imbecilidade
não pode ser
muito mais encantadora
do que a minha...

Confesso ser
um imbecil
poeta!

Confesso ser
um estúpido
poeta!

Confesso ser
um medíocre
poeta!

Confesso ser
um idiota
poeta!

Confesso que busco,
também,
aquelas três merdas
citadas acima,
as quais
VOCÊ,
sua idiota,
seu idiota,
seu medíocre,
sua medíocre,
seu estúpido,
sua estúpida,
seu imbecil,
sua imbecil,
igualmente busca!

Tamo fudidos
nessa imbecilidade,
nessa estupidez,
nessa mediocridade,
nessa idiotice,
puta que pariu...

Inominável Ser
UM IDIOTA
UM MEDÍOCRE
UM ESTÚPIDO
UM IMBECIL
QUE
POETIZA
PARA
IDIOTAS
MEDÍOCRES
ESTÚPIDOS
E IMBECIS




Do Desejo - Hilda Hist


Quem és? Perguntei ao desejo.
Respondeu: lava. Depois pó. Depois nada.


I
Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.
Antes, o cotidiano era um pensar alturas
Buscando Aquele Outro decantado
Surdo à minha humana ladradura.
Visgo e suor, pois nunca se faziam.
Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado.
Pensei subidas onde não havia rastros.
Extasiada, fodo contigo
Ao invés de ganir diante do Nada.

II
Ver-te. Tocar-te. Que fulgor de máscaras.
Que desenhos e rictus na tua cara
Como os frisos veementes dos tapetes antigos.
Que sombrio te tornas se repito
O sinuoso caminho que persigo: um desejo
Sem dono, um adorar-te vívido mas livre.
E que escura me faço se abocanhas de mim
Palavras e resíduos. Me vêm fomes
Agonias de grandes espessuras, embaçadas luas
Facas, tempestade. Ver-te. Tocar-te.
Cordura. 
Crueldade.

III
Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.

IV
Se eu disser que vi um pássaro
Sobre o teu sexo, deverias crer?
E se não for verdade, em nada mudará o Universo.
Se eu disser que o desejo é Eternidade
Porque o instante arde interminável
Deverias crer? E se não for verdade
Tantos o disseram que talvez possa ser.
No desejo nos vêm sofomanias, adornos
Impudência, pejo. E agora digo que há um pássaro
Voando sobre o Tejo. Por que não posso
Pontilhar de inocência e poesia
Ossos, sangue, carne, o agora
E tudo isso em nós que se fará disforme?

V
Existe a noite, e existe o breu.
Noite é o velado coração de Deus
Esse que por pudor não mais procuro.
Breu é quando tu te afastas ou dizes
Que viajas, e um sol de gelo
Petrifica-me a cara e desobriga-me
De fidelidade e de conjura. O desejo
Esse da carne, a mim não me faz medo.
Assim como me veio, também não me avassala.
Sabes por quê? Lutei com Aquele.
E dele também não fui lacaia.

VI
Aquele Outro não via minha muita amplidão.
Nada LHE bastava. Nem ígneas cantigas.
E agora vã, te pareço soberba, magnífica
E fodes como quem morre a última conquista
E ardes como desejei arder de santidade.
(E há luz na tua carne e tu palpitas.)
Ah, porque me vejo vasta e inflexível
Desejando um desejo vizinhante
De uma Fome irada e obsessiva?

VII
Lembra-te que há um querer doloroso
E de fastio a que chamam de amor.
E outro de tulipas e de espelhos
Licencioso, indigno, a que chamam desejo.
Há o caminhar um descaminho, um arrastar-se
Em direção aos ventos, aos açoites
E um único extraordinário turbilhão.
Porque me queres sempre nos espelhos
Naquele descaminhar, no pó dos impossíveis
Se só me quero viva nas tuas veias?

VIII
Se te ausentas há paredes em mim.
Friez de ruas duras
E um desvanecimento trêmulo de avencas.
Então me amas? te pões a perguntar.
E eu repito que há paredes, friez
Há olimentos, e nem por isso há chama.
DESEJO é um Todo lustroso de carícias
Uma boca sem forma, em Caracol de Fogo.
DESEJO é uma palavra com a vivez do sangue
E outra com a ferocidade de Um só Amante.
DESEJO é Outro. Voragem que me habita.

IX
E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

X
Pulsas como se fossem de carne as borboletas.
E o que vem a ser isso? perguntas.
Digo que assim há de começar o meu poema.
Então te queixas que nunca estou contigo
Que de improviso lanço versos ao ar
Ou falo de pinheiros escoceses, aqueles
Que apetecia a Talleyrand cuidar.
Ou ainda quando grito ou desfaleço
Advinhas sorrisos, códigos, conluios
Dizes que os devo ter nos meus avessos.

Pois pode ser.
Para pensar o Outro, eu deliro ou versejo.
Pensá-LO é gozo. Então não sabes? INCORPÓREO É O DESEJO.